quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

PORQUE ELES PREGARAM JESUS O CRISTO?


Você já parou para pensar sobre isso? O que levou homens e mulheres judeus a afirmar que Jesus é o Messias? O Cristo? Porque eles pregaram ser Jesus o Cristo?

Aquele citado por Moisés: 

“O SENHOR, teu Deus, te suscitará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, semelhante a mim; a ele ouvirás […] Suscitar-lhes-ei um profeta do meio de seus irmãos, semelhante a ti, em cuja boca porei as minhas palavras, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar. De todo aquele que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, disso lhe pedirei contas.” (Deuteronômio 18:15,18-19 ARA).

Aquele citado pelos profetas:

“Do tronco de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes, um renovo. Repousará sobre ele o Espírito do SENHOR, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do SENHOR. Deleitar-se-á no temor do SENHOR; não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos; mas julgará com justiça os pobres e decidirá com equidade a favor dos mansos da terra; ferirá a terra com a vara de sua boca e com o sopro dos seus lábios matará o perverso.” (Isaías 11:1-4 ARA).

Muitos fatos na vida dos primeiros seguidores de Jesus nos mostram que eles tinham mais razões para não pregarem Jesus o Cristo. Analisemos:

1) Como eles puderam sustentar a afirmação de que Jesus era o Cristo diante da própria morte?
Eles estavam com suas vidas entregue a morte. Tiveram toda a promessa do estado romano de serem soltos e não mais molestados caso negassem Jesus. Tiveram a oportunidade dos líderes religiosos de negarem Jesus e viverem. Com exceção de João (um dos doze que foi exilado), todos foram mortos por pregarem Jesus o Cristo. Como explicar pessoas morrerem por uma mentira? O que houve com eles para não negarem Jesus o Cristo diante da morte?

Segundo informações da história da igreja e do Novo Testamento: Pedro, André, Alfeu, Filipe, Simão e Bartolomeu foram crucificados, Mateus e Tiago Zebedeu morreram por espada, Tomé morreu transpassado por lança, Tadeu foi morto por flechadas, Tiago, irmão de Jesus, e Estêvão foram apedrejados, Paulo foi decapitado, e tantos outros anônimos morreram, e até o dia de hoje morrem por professar a fé em Jesus o Cristo. Mas, o que nos chama mais a atenção foram aqueles mais próximos, que força motivadora ou que fato notório e convincente que eles presenciaram para não negarem a Jesus o Cristo diante da morte? Não temos outra resposta senão pelo fato de Jesus ter se apresentado vivo, ressuscitado diante deles, e dele realmente ser quem ele afirmou que era e aquilo que o próprio Pedro, um dos doze, reconheceu e disse: “Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” (Mateus 16:16 ARA).

2) A crucificação de Jesus. Do que vale um Messias morto para um judeu?
O islamismo nega abertamente a crucificação de Jesus, se você abrir no Alcorão que, creio eu a imprensa mundial não sabe de nada no que nele está escrito, encontrará escrito: “E por dizerem: Matamos o Messias, Jesus, filho de Maria, o Mensageiro de Deus, embora não sendo, na realidade, certo que o mataram, nem o crucificaram, senão que isso lhes foi simulado. E aqueles que discordam, quanto a isso, estão na dúvida, porque não possuem conhecimento algum, abstraindo-se tão somente em conjecturas; porém, o fato é que não o mataram”. (Surata 4.157). Todavia, o historiador judeu Flávio Josefo confirma o fato: “Por volta dessa época viveu Jesus, um homem sábio. Pois ele era capaz de proezas surpreendentes e ensinava as pessoas a aceitar a verdade com alegria. Ele conseguiu converter muito judeus e muitos gregos. Quando Pilatos, ao saber que ele havia sido acusado pelos homens mais influentes entre nós, condenou-o a crucificação, aqueles que o amavam em primeiro lugar não desistiram por sua afeição por ele. E a tribo dos cristãos, assim chamados por causa dele, não desapareceu até hoje”. (Antiguidades Judaicas, 18,63). Outras fontes são dignas de nota: “Este nome (christiani) vem de Cristo, que foi executado sob Tibério pelo procurador Pôncio Pilatus” (Anais, 15,44,3). E ainda: “Na véspera da festa de Páscoa suspenderam Ieshu. Quarenta dias antes gritou o arauto: ele será levado ao apedrejamento porque praticou feitiçaria e porque seduziu Israel e o fez apóstata. Quem tem algo a dizer em sua defesa que venha e o diga. Como nada foi apresentado em sua defesa, ele foi pendurado na véspera da festa de Páscoa…”. (Talmude Babilônico Sinédrio 43a).

Todavia, diferente do que os muçulmanos pensam, os apóstolos, os primeiros seguidores de Jesus eram judeus, e como tais, todos os judeus contemporâneos dos mesmos, esperavam um Messias libertador. Que os libertassem do domínio estrangeiro (Roma). Entretanto, Jesus de Nazaré foi humilhado, preso e morto. Conforme vimos nos relatos históricos supracitados além dos evangelhos e cartas paulinas que também falam sobre isso. Eles (os doze e os demais primeiros discípulos) não pensavam num Messias crucificado, morto. Eles esperavam um Messias governante político. O lamento dos discípulos em Emaús retrata este contexto: “Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel; mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam.” (Lucas 24:21 ARA).

Na contramão dos céticos, a crucificação de Jesus não favorece o pensamento judeu da época dos seus primeiros discípulos de quem o Messias deveria ser. Sobre isso relata o historiador: “A ideia predominante era a de que a interferência divina seria concretizada através do Messias, a quem [o Eterno] escolhera – sua agência intermediária […] Outra concepção básica admitida por unanimidade pelo judaísmo era a de que a Era Messiânica acarretaria a submissão do mundo ao governo [do Eterno] e seu Eleito”. (H. E. Dana).

Muitos morrem por uma “boa causa”, todavia, a “boa causa” dos seus primeiros seguidores havia morrido. O que levou eles a recobrarem o ânimo e pregarem Jesus o Messias? Não existe outra resposta a altura deste questionamento senão o que relata os evangelhos, ele ressuscitou dentre os mortos após três dias da sua crucificação e apareceu vivo diante deles:

“Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.” (1 Coríntios 15:3-4 ARA)

3) O testemunho de Paulo, o fariseu e perseguidor da igreja. O que fez um homem dentro da religiosidade judaica e perseguidor da igreja se tornar o maior pregador dentre os primeiros discípulos e testemunha de Jesus o Messias?

Como explicar uma pessoa tão veemente contrária ao cristianismo repentinamente se tornar um pregador daquilo que ele detestava? Vamos conferir o seu próprio depoimento quando esteve perante autoridades romanas segundo o relato de seu companheiro de viagem: Lucas. Confira:

“Na verdade, a mim me parecia que muitas coisas devia eu praticar contra o nome de Jesus, o Nazareno; e assim procedi em Jerusalém. Havendo eu recebido autorização dos principais sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e contra estes dava o meu voto, quando os matavam. Muitas vezes, os castiguei por todas as sinagogas, obrigando-os até a blasfemar. E, demasiadamente enfurecido contra eles, mesmo por cidades estranhas os perseguia. Com estes intuitos, parti para Damasco, levando autorização dos principais sacerdotes e por eles comissionado. Ao meio-dia, ó rei, indo eu caminho fora, vi uma luz no céu, mais resplandecente que o sol, que brilhou ao redor de mim e dos que iam comigo. E, caindo todos nós por terra, ouvi uma voz que me falava em língua hebraica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões. Então, eu perguntei: Quem és tu, Senhor? Ao que o Senhor respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Mas levanta-te e firma-te sobre teus pés, porque por isto te apareci, para te constituir ministro e testemunha, tanto das coisas em que me viste como daquelas pelas quais te aparecerei ainda, livrando-te do povo e dos gentios, para os quais eu te envio, para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim. Pelo que, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial, mas anunciei primeiramente aos de Damasco e em Jerusalém, por toda a região da Judeia, e aos gentios, que se arrependessem e se convertessem a Deus, praticando obras dignas de arrependimento. Por causa disto, alguns judeus me prenderam, estando eu no templo, e tentaram matar-me. Mas, alcançando socorro de Deus, permaneço até ao dia de hoje, dando testemunho, tanto a pequenos como a grandes, nada dizendo, senão o que os profetas e Moisés disseram haver de acontecer, isto é, que o Cristo devia padecer e, sendo o primeiro da ressurreição dos mortos, anunciaria a luz ao povo e aos gentios.” (Atos 26:9-23 ARA).

Não temos outra coisa a fazer senão reconhecer que Jesus foi crucificado, morto e ressuscitado dentre os mortos. Está vivo e junto a Deus intercede por nós. O apóstolo Paulo foi testemunha de sua ressurreição, tanto que no relato de sua defesa de ministério apostólico interpela aos cristãos da cidade de Corinto:

“Não sou eu, porventura, livre? Não sou apóstolo? Não vi Jesus, nosso Senhor? Acaso, não sois fruto do meu trabalho no Senhor?” (1 Coríntios 9:1 ARA). Disso sabemos porque os apóstolos tinham essa característica singular da nossa época: a convivência com Jesus e ter presenciado sua ressurreição, conforme registrou Lucas:

“É necessário, pois, que, dos homens que nos acompanharam todo o tempo que o Senhor Jesus andou entre nós, começando no batismo de João, até ao dia em que dentre nós foi levado às alturas, um destes se torne testemunha conosco da sua ressurreição.” (Atos 1:21-22 ARA).

Jesus vive, e intercede por nós junto a Deus:

“Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas,” (Hebreus 1:3 ARA)


“Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.” (Romanos 8:34 ARA)

CONCLUSÃO

Pense nisso, antes de fazer qualquer julgamento sobre Jesus, procure fontes que tirem suas dúvidas primeiro e analise os fatos. Os primeiros discípulos não advogaram em causa própria, nem as circunstâncias colaboraram na direção de seus pensamentos. Antes foi tudo diferente do que eles pensavam, criam e viviam. O que fez eles pregarem Jesus ser o Messias foi transcendente a suas expectativas. Superior a linha de horizonte deles. Creia! Jesus é o Messias. Centenas de profecias do Antigo Testamento hebreu confirmam quem ele é. Confira depois em minhas fontes consultadas e certifique-se de que sua boca confesse a ele agora mesmo e em teu coração creia. O apóstolo Paulo disse:

“Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação.” (Romanos 10:9-10 ARA).

A Deus toda glória!

Fontes consultadas:
Mais que um Carpinteiro. Josh McDowell. Sean McDowell. Editora Hagnos. 2012.
O Mundo do Novo Testamento. H. E. Dana. Editora JUERP. 1980.
Bíblia Almeida Revista e Atualizada – ARA.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

O EVANGELHO



A palavra evangelho vem do grego “euanggelion” que quer dizer “boas novas, as boas novas do reino de Deus que acontecerão em breve, e, subsequentemente, também de Jesus, o Messias, o fundador deste reino. Depois da morte de Cristo, o termo inclui também a pregação de (sobre) Jesus que, tendo sofrido a morte de cruz para obter a salvação eterna para os homens no reino de Deus, mas que restaurado a vida e exaltado à direita de Deus no céu, dali voltará em majestade para consumar o reino de Deus. As boas novas da salvação através de Cristo. A proclamação da graça de Deus se manifesta e garantida em Cristo. Quando a posição messiânica de Jesus ficou demonstrada pelas suas palavras, obras, e morte, a narrativa da pregação, obras, e morte de Jesus Cristo passou a ser chamada e evangelho ou boas novas”.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

A HISTÓRIA DO CENTURIÃO (OFICIAL DO EXÉRCITO ROMANO).



Mateus 8.5-13 / Lucas 7.1-10

“Tendo Jesus entrado em Cafarnaum, apresentou-se-lhe um centurião, implorando: Senhor, o meu criado jaz em casa, de cama, paralítico, sofrendo horrivelmente. Jesus lhe disse: Eu irei curá-lo. Mas o centurião respondeu: Senhor, não sou digno de que entres em minha casa; mas apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. Pois também eu sou homem sujeito à autoridade, tenho soldados às minhas ordens e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu servo: faze isto, e ele o faz. Ouvindo isto, admirou-se Jesus e disse aos que o seguiam: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta. Digo-vos que muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus. Ao passo que os filhos do reino serão lançados para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes. Então, disse Jesus ao centurião: Vai-te, e seja feito conforme a tua fé. E, naquela mesma hora, o servo foi curado.” (Mateus 8:5-13 ARA)

“Tendo Jesus concluído todas as suas palavras dirigidas ao povo, entrou em Cafarnaum. E o servo de um centurião, a quem este muito estimava, estava doente, quase à morte. Tendo ouvido falar a respeito de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, pedindo-lhe que viesse curar o seu servo. Estes, chegando-se a Jesus, com instância lhe suplicaram, dizendo: Ele é digno de que lhe faças isto; porque é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou a sinagoga. Então, Jesus foi com eles. E, já perto da casa, o centurião enviou-lhe amigos para lhe dizer: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa. Por isso, eu mesmo não me julguei digno de ir ter contigo; porém manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. Porque também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens, e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu servo: faze isto, e ele o faz. Ouvidas estas palavras, admirou-se Jesus dele e, voltando-se para o povo que o acompanhava, disse: Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta. E, voltando para casa os que foram enviados, encontraram curado o servo.” (Lucas 7:1-10 RA)

Começamos nossa mensagem com uma aparente contradição dos textos, enquanto que Mateus se foca na representatividade, isto é, em que o centurião (oficial do exército romano) se representava pelos anciãos (líderes que dirigiam as sinagogas) que foram ter com Jesus. Lucas dar o detalhe da representação.

Esta história é muito bonita, temos aqui uma pessoa realmente que não pensa só em si mesmo, nesta época os centuriões eram muito vistos no meio da palestina. Roma dominava toda a região, incluindo todas adjacências da palestina. Na verdade, a palestina era só um pequeno pedaço do domínio de Roma. O fato é que esse centurião em particular havia se voltado para o culto ao Deus de Israel, o Eterno. E também sabia sobre Jesus, e observava o bastante para ver nele um investimento de autoridade semelhante a dele. Só que a de Cristo era espiritual.

Essas passagens bíblicas nos trazem lições que eu não poderia deixar de compartilhar. Desejo muito que Deus fale com você através desta mensagem. Então vamos as lições:

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

COMO RECUPERAR A GLÓRIA PERDIDA?


“Há no coração do ímpio a voz da transgressão; não há temor de Deus diante de seus olhos. Porque a transgressão o lisonjeia a seus olhos e lhe diz que a sua iniquidade não há de ser descoberta, nem detestada. As palavras de sua boca são malícia e dolo; abjurou o discernimento e a prática do bem. No seu leito, maquina a perversidade, detém-se em caminho que não é bom, não se despega do mal”. Salmos 36.1-4 ARA

A glória de Deus tornou-se distante, afastou-se de nós por causa de nossos pecados. Deus chama de “ímpio” o sujeito desta passagem. A palavra hebraica designada é “rasha” (perverso, criminoso; perverso no sentido de hostil a Deus, no sentido de culpado de pecado) a grega é “asebes” (destituído de temor de Deus, que condena a Deus). Na nossa língua é aquele que não tem fé, descrente, ateu. A Bíblia nos diz: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. (Rm.3.23 ARC). Se queremos obter a glória de Deus, temos que reconhecer que esta glória foi perdida. Depois do afastamento da glória de Deus, ele, o criador de todas as coisas, não cessou por inteiro de revelá-la para nós. O profeta Isaías anunciou a sua manifestação novamente: “A glória do SENHOR se manifestará, e toda a carne a verá, pois a boca do SENHOR o disse”. (Is.40.5 ARA). Onde Jesus Cristo tornou-se a condução dela para nossas vidas: “Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade”. (Jo.1.14 NVI). Essa “glória” significa: honra, glorioso, abundância. É tradução da palavra hebraica “kabod” (do Antigo Testamento hebraico) e da palavra grega “doxa” (do Novo Testamento grego), que o significado mais próximo do contexto é “a mais gloriosa condição, estado de exaltação”. Na versão grega do Antigo Testamento usa essa palavra também (a LXX). Todavia, uma vez sabendo disso, como tenho esta glória de Deus em minha vida de volta?

O texto de Salmos que citamos no início é a dica de Deus para nossa pergunta. Vejamos:

terça-feira, 16 de agosto de 2016

O VERDADEIRO CULTO PARA GLÓRIA DE DEUS


Leitura bíblica: João 4.23,24 e 15.8

“Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade […] Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis meus discípulos”.

Antes de entrarmos na mensagem gostaria de dizer que não sou contra o cristão se congregar. A Bíblia é bem clara sobre isso em Hebreus 10.25. o termo grego presente na tradução “congregar” (1), é muito familiar ao usado para sinagogas judaicas (2). E nem sou contrário ao cristão separar momentos para oração e meditação na Palavra de Deus, etc., conforme manda a Bíblia (Js.1.8; Mt.6.6). Que você não me compreenda mal. Tudo bem? Então vamos lá:

O que entendemos sobre culto a Deus? Será que restringe apenas ao momento dos louvores e adoração numa igreja local? Como podemos saber se estamos prestando culto para glória de Deus? Nossas canções louvam a quem? A Deus ou ao homem? Quem é louvado nas letras de nossas canções? Elas glorificam, se dirigem a Deus?

Nossa vida tem que ser para glória de Deus. E para que isso ocorra, nossa compreensão de culto não pode ter limitações. Pois Deus é e estar acima de tudo que nos cerca. Transcende a todo o nosso contexto. A Bíblia nos diz “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn.1.1 ARA). Ele já existia quando tudo criou. O universo formado de tempo, espaço e matéria é obra de suas mãos: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos”. (Sl.19.1 ARA). Assim, o verdadeiro culto para glória de Deus podemos classificar em quatro pontos:

sexta-feira, 29 de julho de 2016

FATOS A CONSIDERAR SOBRE O QUE JESUS FEZ POR NÓS NA CRUZ


“Porque Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. João 3:16

Pouco se fala sobre a morte de Jesus nos púlpitos desses neo-evangélicos, de seu sacrifício na cruz. Pouco se diz sobre ele indo a cruz para morrer por nós, pouco ainda se explica sobre isso. Produziu-se uma geração de cristãos carnais, voltados apenas para os valores terrenos, triviais, materiais, ignorantes ao advento do Calvário. Nesta mensagem da Palavra de Deus venho mostrar alguns fatos a considerar sobre esse ato de Jesus.

No texto que lemos vemos o apóstolo João dizer que Deus “deu” (do grego: didome – dar, entregar, apresentar, doar, fornecer, conceder, permitir, comissionar) o seu filho para que nós não venhamos a “perecer” (do grego: apollume – destruir, metáfora de condenar ou entregar a miséria do inferno, perder, arruinado). Essa doação, permissão, entrega divina contém grandes significados. Vejamos:

terça-feira, 7 de junho de 2016

PARA SEMPRE JESUS


Texto em foco: Isaías 53.1-12

"Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do SENHOR? Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso. Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido. Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca. Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos. Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniqüidades deles levará sobre si. Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu". (versão ARA).

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Verso 1: "Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do SENHOR?

NÃO COMPREENDIDO PELOS SEUS.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

BUSCANDO SATISFAZER OS INTERESSES DE JESUS



Texto principal: “porque todos buscam o que é seu e não o que é de Cristo Jesus”. Fp.2.21

O contexto deste versículo nos revela a preocupação de Paulo com a igreja em Filipos, demonstra o seu amor missionário pela obra de Deus. O grande cuidado que ele tinha como missionário e implantador de igrejas por vê-las bem e fortalecidas no Senhor Jesus.

Paulo se preocupa tanto por essa igreja que tem o cuidado de enviar alguém que tenha o mesmo sentimento que o dele pela igreja: Timóteo. Ele diz no verso 20: “Porque a ninguém tenho de igual sentimento, que sinceramente cuide do vosso estado”. Verdadeiramente esses homens de Deus estavam com o coração voltado para o reino de Deus e sua justiça.

O verso que lemos do texto principal me deixou intrigado. Percebi que mesmo na igreja primitiva, com toda a chama ardendo no peito, sinais, maravilhas, a ressurreição e ascensão de Cristo bem recente, mesmo assim, ainda havia pessoas preocupadas apenas com os seus próprios interesses. Será que Paulo exagerou? Ou será que Paulo estava se referindo no modo geral? Em que as pessoas mundanas e sem Deus procuram apenas o que é de seu interesse e não do interesse de Cristo?

Na Bíblia de estudo NVI comenta: “Nítido contraste entre Timóteo e os demais colegas de Paulo – elogio notável para uma pessoa tão jovem”. Pelo visto muitos irmãos estavam focados naquele momento em seus próprios interesses, enquanto que Timóteo era o único disponível.

Trazendo essa passagem bíblica para a nossa realidade hoje? Teremos quantos disponíveis? Será que teremos pelo menos um entre nós que esteja buscando os interesses de Jesus Cristo? Quais sãos os assuntos do interesse de Jesus? Como devemos lhe dar com o que é do nosso interesse com o que é de interesse de Cristo? Como equilibrar essas realidades sem que venhamos a negligenciar a nós mesmos ou a Cristo? São perguntas que merecem respostas. E é nessa direção que vamos seguir a mensagem. Vejamos:

segunda-feira, 25 de abril de 2016

A INCAPACIDADE DA RELIGIOSIDADE HUMANA PARA A REDENÇÃO E COMUNHÃO COM DEUS


"Ora, os discípulos de João e os fariseus estavam jejuando. Vieram alguns e lhe perguntaram: Por que motivo jejuam os discípulos de João e os dos fariseus, mas os teus discípulos não jejuam? Respondeu-lhes Jesus: Podem, porventura, jejuar os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles? Durante o tempo em que estiver presente o noivo, não podem jejuar. Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo; e, nesse tempo, jejuarão. Ninguém costura remendo de pano novo em veste velha; porque o remendo novo tira parte da veste velha, e fica maior a rotura. Ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho romperá os odres; e tanto se perde o vinho como os odres. Mas põe-se vinho novo em odres novos". Marcos 2.18-22 ARA

Em todo lugar; em toda cultura existe um senso religioso entre a humanidade que inspira a praticar certas condutas em busca de uma comunhão com o divino, com o espiritual. Há no fundo da alma humana um sentimento de redenção, de salvação. Nas civilizações mais antigas da história humana presenciamos esse sentimento. Cravado e guardado na consciência humana por toda a história, comprovando isso. A Bíblia diz: "Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos. Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se". (Rm.2.14,15 ARA)

Quem inventou a religião? Talvez você me diga que foi Deus ou os profetas ou gurus. Não foi. Quando Adão e Eva pecaram eles buscaram se cobrir com folhas de figueira e fizeram cintas para si (cf. Gn.3.7). Depois buscaram se esconder entre árvores do jardim do Éden (cf. Gn.3.8). Aqui nasce a religiosidade: uma busca de alternativas para remediar os pecados (erros) e o distanciamento de Deus. Porém, Deus não aceitou o método humano providenciado por Adão e Eva, o criador sacrificou um animal, e com a pele os cobriu (cf. Gn.3.21). A religiosidade é uma tentativa de reparar os pecados (erros) por métodos humanos. Enquanto que Deus já providenciou o seu filho Jesus Cristo que, por seu sangue, somos perdoados. Tipificado neste animal do Éden e em todos os animais que foram oferecidos como expiação pelo pecado do povo. Como diz a Palavra de Deus: "Ora, todo sacerdote se apresenta, dia após dia, a exercer o serviço sagrado e a oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca jamais podem remover pecados; Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus". (Hb.10.11,12 ARA). No capítulo anterior nos diz: "não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção". (idem 9.12 ARA). Veja ainda: Jo.1.29; Hb.9.26; Rm.5.9 e Ef.1.7.

No trecho bíblico inicial, temos uma repetição humana do Éden. Uma expressão de religiosidade, todavia, como sempre, incapaz de salvação, redenção, ou aproximação de Deus. Se não vejamos:

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

O EVANGELHO EM QUATRO PONTOS















Texto Base: Efésios 2.1-10 Ler aqui

Esse trecho da carta de Paulo aos cristãos em Éfeso é uma das maiores exposições do evangelho de Jesus Cristo. A anunciação das boas novas de paz para todas as famílias da terra.

Nela consta o básico que todo ser humano, todo membro de uma família, precisa saber sobre o evangelho de Jesus.

Sua mensagem é direta, verdadeira, e não poupa a situação deplorável que se encontra a humanidade. Ele revela o poder da ressurreição de Jesus, a misericórdia divina para com a humanidade e seu amor pelo ser humano.

Você que faz parte de uma família saiba que Deus existe e que o mal existe. Mas, Deus providenciou um fim para o mal. E esse fim do mal é a salvação providenciada por Deus, por meio de Jesus Cristo seu filho.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

O QUE A PALAVRA DE DEUS PODE FAZER NA VIDA DE UMA PESSOA














Texto base: 2Reis 22.1-11; 23.1-7,12-15, 21-25.

O rei Josias estava no décimo oitavo ano de seu reinado quando decidiu restaurar o templo de Yahveh. Seu coração era diferente de seu pai, um rei que não temia a Deus. Ele sofreu conspiração muito grande de pessoas contra seu pai, mas ele com oito anos de idade sobreviveu e foi constituído rei de Israel.

Os reis anteriores de Judá tinham se afastado muito de Deus. Seu avó, Manasés, fez coisas terríveis para um rei de Israel, que se dizia “ungido de Deus”. A Palavra de Deus nos diz que ele edificou altares na Casa do Senhor (no templo), fez o mesmo nos átrios do templo, e fez pior: queimou a seu filho como sacrifício, fazia adivinhações, consultava médiuns e feiticeiros, fez tudo o que era mau perante o Senhor (Cf. 2Rs.21.4-6).

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

A VINDA DE CRISTO E A NECESSIDADE DE PRONTIDÃO


Texto para leitura: Lucas 12.35-40 ler aqui

Estamos vivendo uma época onde muitos estão dormindo. Parece que está tudo bem, quando na verdade não está. Porque pelos frutos se conhece a árvore.

Deus quer nos falar que o tempo de sua vinda se aproxima cada vez mais. É hora de abrirmos os ouvidos para ouvir o que Deus quer falar. Ele não tarda a vir, nosso entendimento de tempo é que está equivocado. O Salmo 90.4 diz: "Pois mil anos, aos teus olhos são como o dia de ontem que se foi e como a vigília da noite".

A vigilância é a nossa única ferramenta nessa obra. Você pode ter tudo: uma boa igreja, bons sermões, bons amigos, boa família, bom salário, boa casa, belo carro, etc. Mas, se não estiver vigiando, de nada vai adiantar tudo isso.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

EM BUSCA DAS COISAS ESPIRITUAIS
















Texto: 2Reis 2.1-14

Vivemos numa época onde as pessoas andam por toda parte atrás de coisas materiais, bens materiais, conquistas matérias. E isso tem sido tão forte que até os pregadores mercenários tem deixado de lado a Palavra da verdade para trazer uma mensagem que satisfaça esses interesses. Todavia, na contramão, vem essa linda história de um discípulo de um profeta de Deus.

Se você está aqui e deseja buscar as coisas espirituais para sua vida: mais santidade, unção, comunhão com Deus, dons, etc. A história lida aqui pode te ajudar bastante. Pois, acontece dentro de um ambiente perfeitamente espiritual. De um lado o homem de Deus, o profeta Elias, aquele que Deus usou de forma poderosa que até Jesus fez citação dele. E de outro, Eliseu, outro homem de Deus, discípulo de Elias, profeta perseverante e relutante em busca de seu objetivo.

sábado, 3 de janeiro de 2015

VENCENDO A VERDADEIRA BARREIRA














Texto: Josué 6.1-27

Israel não estava apenas derrubando muros de pedra diante deles, mas uma barreira muito grande entre eles e Deus. Lembremos aqui que, quarenta anos antes desse evento, o povo havia duvidado de Deus. E por isso ficaram vagando pelo deserto até que aquela geração passasse. O povo de Israel estava diante de Jericó como estamos diante de nossos próprios erros e barreiras que colocamos diante de Deus.

Vejamos bem, toda aquela nova geração não havia se circuncidado ainda, só depois que atravessaram o rio Jordão foi que fizeram isso (cf. Js.5). Passaram pela mesma prova dos espias (cf. Js.2). Passaram pelas águas novamente atravessando o rio Jordão (cf. Js.3). E mais uma vez estavam ali diante do mesmo obstáculo: Jericó – Canaã.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

CONTATOS IMEDIATOS COM A CRUZ DE CRISTO



Texto: Mateus 27.15-36, 54; Lucas 23.39-43; Jo.19.38-42.

A cruz de Cristo é intrigante, gera amor ou ódio nos corações da humanidade. O fato é que a mensagem que ela passa não deixa de chamar atenção do mais desatento. Todos nós tivemos e temos o nosso momento com a cruz de Cristo. Que assim o diga o personagem da história de John Bunyan no livro O Peregrino. O contato com a cruz de Cristo é extraordinário, arrebatador e vivencial. Não é um assunto abstrato ou como um conto lendário. É um contato transformador, impactante, um contato que desvenda os olhos.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

SOLUS CHRISTUS (somente Cristo)


Em homenagem aos reformadores e ao dia da reforma, deixo-vos essa mensagem:

“Reafirmamos que a nossa salvação é realizada unicamente pela obra mediadora do Cristo histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação, por si só, são suficientes para nossa justificação e reconciliação com o Pai. Negamos que o evangelho esteja sendo pregado se a obra substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e em sua obra não estiver sendo invocada”.

Os reformadores confrontaram os pensamentos errados de sua época com base na Bíblia Sagrada. E nela encontraram que:

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

O QUE É O EVANGELHO?




HÁ UM POR QUE













Texto principal: 1Timóteo 3.16

"Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória"

Olhamos para a vida em nosso redor e não percebemos que há um porquê das coisas existirem. Será que tudo isso veio por acaso? Olhamos para o universo afora e constatamos a grandeza das coisas que existem. Dos milhões de galáxias e luzes que refletem e levam milhares de anos para o seu reflexo chegarem a nossa vista. O planeta Saturno com seus anéis que funcionam como um verdadeiro imã atraindo os grandes meteoros que vem em nossa direção. O sol com todo o seu esplendor que, se um pouco mais a frente de sua órbita morreríamos congelados ou um pouco mais atrás morreríamos de frio. O fato é que tudo está ao nosso redor muito bem arquitetado para que possamos ter vida na terra. O salmista bem escreveu no capítulo 19.1-6:

Reflexão:


terça-feira, 30 de setembro de 2014

A VISÃO DO CRISTO CELESTIAL

Texto: Apocalipse 1.9-20

Quando você pensa em Jesus, como o imagina? Os pintores do passado tentaram retratá-lo. Pois, não havia máquinas fotográficas, celulares modernos, filmadoras. Para que alguém tivesse uma imagem de si próprio teria que ficar muito tempo parado na mesma posição até que o artista pudesse esculpir sua fisionomia numa peça ou num pano.

Era algo também de privilégio de poucos, de ricos ou de pessoas de autoridade. O fato é que os discípulos não puderam gravar nada da fisionomia de Jesus. Sua vida, palavras e obras foram a maior imagem gravada em suas mentes e corações. Uma foto batida pelos olhos, pela grandeza dos fatos que ocorriam diante deles.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

SÓ PARA OS ÍNTIMOS


Texto: João 14.1-18
Sabe aquele momento em que você tem somente com aqueles que são os mais próximos de você? Era esse o momento em que Jesus passa com os discípulos aqui. Um momento particular. E geralmente quando temos momentos particulares com alguém ou com amigos ou familiares tratamos de assuntos de interesse particular do grupo ou da pessoa. Eles estavam ali reunidos para celebrar a páscoa juntos.
Na mesa dessa ceia da páscoa ele mostra como deveríamos tratar uns aos outros quando lava as os pés dos seus discípulos com uma bacia e uma toalha. Sim, ele mesmo, o Rabbi (mestre), lavando os seus pés. Na mesma mesa revela que um deles o trairia, revela que ele iria embora. Ele revelou simbolicamente no pão e no vinho da páscoa o que seu corpo e sangue seria ofertado para estabelecer a nossa redenção e pediu-os para fazer memória dele.
Pedro e os demais ficaram atônitos e perturbados com tantas revelações em uma reunião que era para ser uma noite de paz e de alimentação tranquila, porém, torno-se um jantar de muitas surpresas, de muitas inquietações e desconfiança uns dos outros. Afinal, ele disse abertamente: “Em verdade, em verdade vos digo que um dentre vós me trairá”. (Jo.13.21). E ainda ao Pedro que dizia querer ir com ele e que daria a sua vida por ele revela que o negaria três vezes.
Imaginemos todos, alguém que amamos e seguimos há uns três anos. Passamos toda parte do tempo com ele. De repente em um jantar nos diz que um de nós o trairá que ele vai embora, que seu corpo e sangue seriam derramados. Que até um dos primeiros a ser chamado a acompanhá-lo o negaria?
Diante desse momento de revelações inquietantes, perturbadoras e sem sentido naquele momento. Jesus olha para o semblante de seus rostos e os conforta. É nesse momento que começa o capítulo 14 de João. Um capítulo que trás bálsamo para alma deles e por tabela trás para a nossa também. E é por aqui que Deus vai nos falar.

domingo, 3 de agosto de 2014

A VISÃO DO TRONO DE DEUS




















Texto central: Apocalipse 4.1-11

Precisamos mais do que nunca dessa visão em nossas vidas. Atualmente, com toda a sedução de secularismo (proposta de vida mundana sem que necessite de Deus). Tá com problema emocional? Te oferecem a psicologia; tá desmotivado ou com dificuldades no viver? Te oferecem auto-ajuda; tá com necessidade espiritual? Te oferecem o ocultismo; tem dúvidas sobre a tua existência? A ciência e razão dão as explicações; quer saber mais sobre a vida? Te oferecem a filosofia; tá precisando de dinheiro? Te oferecem um empréstimo; tá sentido um vazio na alma? Te oferecem o consumo e o entretenimento. Tá doente? Te oferecem um médico. O secularismo te propõe suprir todas as necessidades humanas sem que se precise de Deus.

Também com toda a sedução do pós-modernismo, pensamento da sociedade pautado no humanismo (o homem é o centro de tudo), pluralismo (todas as crenças são aceitas e se entrelaçam), relativismo (não há uma única verdade, mas várias verdades. Não existem absolutos. Tudo é relativo). 

Isso tudo tem levado a humanidade a perca do foco em Deus, da verdade de Deus (que é Jesus), trazendo o homem para o centro, para o trono. E como a igreja se encontra inserida nessa sociedade, o assédio é muito grande. Portanto, a maior necessidade da igreja hoje é ter uma visão do trono de Deus. 

O apóstolo João nos trás lições preciosas para que tenhamos uma visão do trono de Deus. Para que venhamos a resgatar o foco em Deus, em Jesus. Desejo ser bem direto nessa mensagem, para que você entenda e não fiquemos andando em círculos aqui. Então, vejamos:

sexta-feira, 11 de julho de 2014

DISCIPULADO CRISTÃO. A NEGLIGÊNCIA DA IGREJA.


Morte do eu e reprodução. As duas bases do discipulado cristão. O grande problema da igreja evangélica hoje é que não se faz mais discipulado. Resultado: cristão cheios de vontade, senhores de si, senhores de "direitos" e das promessas divinas. Vida dúbia entre o mundo e a igreja. Secularização da vida e abandono dos valores morais e espirituais da fé.

A mensagem do discipulado cristão é um desafio a proposta mundana das altas doses de auto-estima e cobiças humanas do consumismo e imediatismo da pós-modernidade. Fazer morrer o nosso "eu" é extremamente fundamental para que se possa reproduzir um outro cristão de verdade. Hoje, porém, o crescimento e expansão (reprodução) das igrejas locais se dão por outras propostas, do tipo "plano de adesão" utilizado pelas empresas de telecomunicação. Onde o "cliente" é movido pelos "benefícios" e "bônus" que vai ganhar daquela operadora. Daí, o foco do "compromisso" sempre será pautado na oferta e não nos valores do discipulado cristão, nas verdades vivas do santo evangelho de Cristo.

Por isso que o discipulado é tão negligenciado em nossos dias. Não é nada popular hoje falar de morte, renúncia, governo de Deus sobre nossas vidas, serviço cristão, manuseio responsável daquilo que nos foi confiado por Deus.

Esse trabalho de reprodução de um novo cristão leva tempo e morte do próprio discipulador. Pois para que outro discípulo tenha que nascer o discipulador tem que se doar e experimentar essa verdade em sua própria vida primeiro.

Enfim, todos ficam naquele "jogo de empurra" transferindo essa missão universal para terceiros. Como se o discipulado fosse departamento de alguns. Afinal, o que se almeja é permanecer vivo e curtir o que a vida tem para oferecer de melhor.

"Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto". João 12.24

Deus salve a sua igreja

terça-feira, 8 de julho de 2014

PORQUE SE CONSAGRAR?



Texto inicial: Josué 7:1-13

Há tantas coisas pra falar ao cristão, à igreja de Jesus, porque temos que refletir sobre isso? Talvez você diga: “A igreja tem tanta gente doente espiritualmente e de alma, tanta gente carente, pra quê falar sobre consagração? Pessoas precisando de uma palavra de conforto, de ânimo, isso é mesmo necessário ser falado?”

Entretanto, as pessoas não sabem que a consagração de suas vidas para Deus é a real solução para os dilemas e sofrimentos emocionais, materiais e espirituais da igreja de Cristo na terra. Tratar consequências do pecado é como dar remédio para dor, não resolve. O que tem de ser tratado é o pecado (cf. Sl.32:5).

Estão enganados todos os que confundem pecado com doença. Todas as enfermidades do corpo e da alma vêm por causa do pecado. Seja do pecado original ou do pecado pessoal de cada um (cf. Lm.3:39; Sl.38:3; 1Co.11:30; Mc.2:5). Todas as dores do mundo, todas as desgraças resultam do pecado da humanidade. Se há pessoas “mazeladas” na igreja não é tratando seus abalos emocionais ou suas dores de alma que as mazelas irão sucumbir, mas com um verdadeiro arrependimento e perdão que se estanca suas consequências (cf. Hb:12.14-17). E o maior pecado da igreja é este: “aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando” (Tg.4:17b). Por isso que muitos estão doentes. Que maior bem podemos fazer do que evangelizar alguém ou discipular quem se decidiu recentemente por Cristo?

A consagração visa justamente nos afastarmos do pecado e nos aproximarmos de Deus, visa nos levar a momentos com Deus, visa trazer uma quebra da rotina e da correria da vida para ficarmos com Deus, visa nos trazer saúde espiritual, que reflete na alma e consequentemente o corpo padecerá menos (cf. Jo.10:10).

A consagração é uma atitude responsável do cristão de diligentemente cooperar com a sua santificação pessoal. Falando sobre santificação, Berkhof (2011. P.531) escreveu:

É UMA OBRA DE DEUS NA QUAL OS CRENTES COOPERAM. Quando se diz que o homem participa na obra de santificação, não significa que o homem é um agente independente de ação, como se fizesse em parte a obra de Deus e em parte a obra do homem; mas apenas que Deus efetua essa obra em parte pela instrumentalidade do homem como ser racional, requerendo dele devota e inteligente cooperação com o Espírito. Que o homem precisa cooperar com o Espírito de Deus se deduz: (a) das repetidas advertências contra males e tentações, que claramente implicam que o homem deve agir dinamicamente no empenho para evitar as armadilhas da vida, Rm 12.9, 16, 17; 1 Co 6.9, 10; Gl 5.16-23; e (b) das constantes exortações a um viver santo. Estes fatos implicam que o crente deve ser inteligente no emprego dos meios a seu dispor, para o aperfeiçoamento moral e espiritual da sua vida, Mq 6.8; Jo 15.2, 8, 16; Rm 8.12, 13; 12.1, 2, 17; Gl 6.7, 8, 15.

Levando em conta o que já comecei respondendo aqui, poderemos concluir como resolvido todos os questionamentos feitos nos focando na passagem lida inicialmente. Vejamos:

quinta-feira, 3 de julho de 2014

"JESUS VIRÁ” O QUE ISSO ENVOLVE?


Texto inicial: “Se alguém não ama o Senhor, seja anátema. Maranata!”. (1Co.16.22).

O mundo quase todo celebra o natal. Que segundo alguns defensores da data, o natal é o dia que se faz lembrança ao nascimento de Cristo. Não entrando aqui no mérito dos equívocos: da data do nascimento de Cristo, e da exploração comercial e ecumênica que é feito nessa data, onde Jesus quando não passa de um menino que nunca cresceu ou cai na subjetividade de um mero nascimento da esperança. Também, não com a mesma proporção, uma parte do mundo celebra a páscoa. Que segundo alguns defensores da data, a páscoa faz lembrança a morte de Jesus Cristo. Não entrando aqui no mérito da questão: páscoa judaica ou páscoa católica. Ou na questão do quê os evangélicos têm haver com isso. O fato é que pouco ou quase nada se fala ou se ensina hoje de que Jesus está vivo e deixou promessas claras que voltaria. Podemos conferir a princípio três versos onde temos a constatação desse evento: João 14.1-3; 1Coríntios 11.26 e Atos 1.10,11. A Bíblia apresenta quatro pilares fundamentais da fé cristã: Criação, Queda, Redenção e Consumação. Falar da volta de Cristo é falar desse último pilar da fé: a consumação. Não é por acaso que Jesus diz no livro do Apocalipse: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim”. (idem 22.13). 

Portanto, podemos e devemos falar mais da volta de Jesus. E proponho uma pergunta bem sugestiva: “Jesus virá”, o que isso envolve? Creio que a resposta dessa pergunta nos ajudará bastante a entendermos, amarmos e esperamos a vinda de Jesus Cristo.