segunda-feira, 2 de novembro de 2015

O EVANGELHO EM QUATRO PONTOS















Texto Base: Efésios 2.1-10 Ler aqui

Esse trecho da carta de Paulo aos cristãos em Éfeso é uma das maiores exposições do evangelho de Jesus Cristo. A anunciação das boas novas de paz para todas as famílias da terra.

Nela consta o básico que todo ser humano, todo membro de uma família, precisa saber sobre o evangelho de Jesus.

Sua mensagem é direta, verdadeira, e não poupa a situação deplorável que se encontra a humanidade. Ele revela o poder da ressurreição de Jesus, a misericórdia divina para com a humanidade e seu amor pelo ser humano.

Você que faz parte de uma família saiba que Deus existe e que o mal existe. Mas, Deus providenciou um fim para o mal. E esse fim do mal é a salvação providenciada por Deus, por meio de Jesus Cristo seu filho.

O mal é a ausência de Deus. A falta de Deus na vida, no mundo. E Deus se tornou ausente por causa do ser humano que escolheu desobedecer a Deus e viver por sua conta.

Nesse trecho da carta, Paulo expõe o evangelho de Jesus, que é as boas novas de salvação, a redenção da humanidade do poder do mal, em quatro pontos:

1) A situação da humanidade sem Cristo
2) A situação da humanidade com Cristo
3) Como ocorre a salvação de uma pessoa
4) Os resultados da salvação na vida de alguém que se entrega a Cristo

O que é salvação? Resumidamente falando, salvação é restaurar o que a Queda causou. E Queda é outro termo teológico que concluímos no estudo da Bíblia sobre o que aconteceu quando o ser humano representado em Adão e Eva desobedeceram, por seu livre arbítrio, a ordem de Deus; e nisso caíram do seu estado original, onde a pior consequência dessa queda foi a ausência de Deus.

Vejamos o que Paulo discorre em cada ponto do trecho da carta de Efésios que estamos meditando como texto base:

1) A situação da humanidade sem Cristo.
"Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais". (v.1-3 ARA).

a) Morte espiritual: o apóstolo Paulo afirma que quem está sem Cristo é alguém morto espiritualmente: "estando vós mortos". E como morto não pode fazer nada para viver. Assim é o ser humano. Ele não pode fazer nada para se salvar. Nada pode espiritualmente fazer por sua vida. E isso faz parte daquilo que Deus havia advertido a Adão: "mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás". (Gn.2.17 ARA). E em Adão todos que estão sem Cristo são mortos espiritualmente.

b) Vive uma vida de prática do pecado: O que ocorre é que o ser humano é um pecador morto espiritualmente incapaz de sair da prática do pecado. Paulo diz "estando vós mortos nos vossos delitos e pecados". O que lhe passa na mente é sempre o desejo de pecar. De transgredir a lei divina. De fazer coisas que desagradam a Deus.

c) Segue o caminho do mundo: Está no verso supracitado: "segundo o curso deste mundo". Esse "mundo" que Paulo fala não é o planeta terra. Mas, o "mundo" (gr. kosmos) significando "a multidão incrédula; a massa inteira de homens alienados de Deus" (léxico grego Strong). A humanidade sem Cristo segue a essa multidão.

d) Segue o caminho do Diabo: O texto fala: "segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência". Esse "príncipe da potestade" é um título dado ao Diabo. O líder dos anjos caídos que se rebelaram contra Deus. A pessoa que está sem Cristo segue o mesmo caminho do Diabo, de rebelião contra Deus.

e) Segue as inclinações da natureza pecaminosa: "segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos". Paulo aqui revela a situação depravada do ser humano. Que é escravo de uma natureza pecaminosa. As expressões "segundo as inclinações da carne" e "fazendo a vontade da carne" é uma referência a natureza humana inclinada para o pecado. A palavra "carne" (gr. sarx) denota aqui "simplesmente a natureza humana... separada da influência divina, e por essa razão inclinada ao pecado e oposta a Deus". (léxico grego Strong). Essa é a condição do ser humano sem Cristo.

f) O Destino dele é o juízo divino. Paulo fala em "filhos da ira" uma referência a "ira de Deus" contra os pecadores. Onde o mesmo apóstolo Paulo fala na carta aos Romanos: "A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens..." (Rm.1.18a ARA). Onde João também fala: "Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus". (Jo.3.36 ARA). Paulo ainda fala sobre isso em outra carta: "por estas coisas é que vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência". (Cl.3.6 ARA). E na própria carta de Efésios mais adiante: "Ninguém vos engane com palavras vãs; porque, por essas coisas, vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência". (Ef.5.6 ARA). O termo "ira de Deus" é sem dúvida a condenação divina sobre o pecador, que é ser lançado no inferno (gr. geenna). Dita nas palavras de Jesus Cristo: "Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno [geennê] tanto a alma como o corpo". (Mt.10.28 ARA). Uma referência ao antigo "vale de Hinom, ao sul de Jerusalém, onde o lixo e os animais mortos da cidade eram jogados e queimados. É um símbolo apropriado para descrever o perverso e sua destruição futura" (léxico grego Strong). Também citada por Jesus em outra ocasião como "fogo eterno" (Mt.25.41 ARA).

2) A situação da humanidade com Cristo
"Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, —pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus". (v.4-7 ARA).

a) Vida espiritual através de Jesus Cristo: Paulo diz "nos deu vida juntamente com Cristo". Deus fez isso por sua misericórdia para o ser humano. Que, uma vez crendo no evangelho, ele passa a ter uma vida espiritual por meio de Jesus Cristo. E com essa vida espiritual, o ser humano pode lutar contra o pecado e se sair da prática do pecado. Uma boa referência a isso são as palavras do apóstolo João: "Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus". (1Jo.3.9 ARA). E Paulo declara "pela graça sois salvos" fazendo correlação com o que ele diz em Romanos: "Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça". (Rm.6.14 ARA). Estar "debaixo da graça" é poder, mediante o favor imerecido dado por Deus, viver uma vida espiritual de vitória contra a prática do pecado. Aquele que está em Cristo passa a ter vida espiritual.

b) Ressurreição espiritual com Cristo: No texto acima diz: "nos ressuscitou". Assim como Paulo diz aos cristãos de Éfeso que eles estavam "mortos nos... delitos e pecados", agora, estando em Cristo, eles passam a viver, ele são ressuscitados espiritualmente, podendo o espírito humano deles ter um relacionamento com Deus e uma vida de santificação. Estando em Cristo, a pessoa tem o seu espírito capacitado para ter comunhão com o Deus santo.

c) Viver numa esfera celestial: Está escrito acima: "e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus". Quando alguém está em Cristo ele passa a ter uma visão celestial; e não somente uma visão terrena. Isso porque Cristo, como homem, foi para a presença do Pai e está assentado a sua direita. Como está escrito: "Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus". (Hb.10.12 ARA). Estar em Cristo é ter visão celestial, é pensar nas coisas celestiais, e esperar por elas.

3) Como ocorre a salvação de uma pessoa
"Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie". (v.8-9 ARA). Ou como na tradução católica: "Porque é gratuitamente que fostes salvos mediante a fé. Isto não provém de vossos méritos, mas é puro dom de Deus". (BAM).

a) Pela graça: Não há outro jeito para o homem ser salvo. Ele está morto nos pecados. E como morto, não pode fazer nada por sua salvação. Ele precisa de uma ajuda externa. E ela vem da parte de Deus com sua graça (gr. khariti). Por sua "amável bondade, favor" (léxico grego Strong). Graça, "dádiva ou favor dado ou recebido" (dicionário online Aulete). Deus dar graça ao ser humano para que ele seja restaurado, começando pela necessidade da glória de Deus, isto é, da "opinião positiva" de Deus (léxico grego Strong). Como está escrito: "pois todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Rm.3.23 ARA).

b) Por meio da fé: O texto diz "mediante a fé" (tradução ARA e BAM) ou "por meio da fé" (tradução ACF). A palavra grega "dia" (mediante) significa "através de; por causa de" (léxico grego Strong). A fé é o meio pelo qual o ser humano se volta para Deus e se afasta do pecado. É preciso ter fé para que seja salvo.

c) A humanidade é incapaz de se redimir: Lemos no texto em apreço Paulo afirmando: "Isto não provém de vossos méritos, mas é puro dom de Deus". (BAM). Veja só, o que a humanidade possa fazer de bondade, não compensará as suas maldades. Enfim, todos são pecadores diante dos olhos de Deus. Sendo, portanto, incapazes de se redimir. A Bíblia diz em outro trecho: "Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado". (Rm.3.9 ARA). Para se redimir o homem precisa da graça divina que é dada por causa do sacrifício de Jesus feito por nossos pecados. Está escrito: "o qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai". (Gl.1.4 ARA).

d) A humanidade não adianta se gloriar em suas obras: Pois, elas não são suficiente para redenção. Em alguma parte da Lei divina o ser humano será transgressor. Está escrito: "Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos". (Tg.2.10 ARA). Deus é santo, justo, e não aceita quaisquer pecado. Ele disse a Moisés: "Então, disse o SENHOR a Moisés: Riscarei do meu livro todo aquele que pecar contra mim". (Êx.32.33 ARA). Paulo fala disso quando escreve: "Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado". (Rm.7.14 ARA). Deus ver as obras humanas como insuficientes para reparação dos seus pecados: "Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como um vento, nos arrebatam". (Is.64.6 ARA).

4) Os resultados da salvação na vida de alguém que se entrega a Cristo
"Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas". (v.10 ARA).

a) Se torna uma obra de Deus: Paulo diz: "Pois somos feitura dele". Deus faz com que o pecador arrependido e que se entrega a Jesus, seja uma nova criatura. Feita por Deus. Está escrito: "E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas". (2Co.5.17 ARA). Ninguém está pronto para Deus, ele é quem nos apronta para ele.

b) Deus o molda segundo o caráter de seu filho: "criados em Cristo". Sim, Jesus, o homem perfeito. É o molde divino que ele aplica na vida da pessoa que recebe o evangelho em sua vida. Daquele que confessa Jesus como Senhor de sua vida.

c) Nascem então as boas obras: Como resultado do agir de Deus na vida de uma pessoa que crer, que confessa Jesus, que se entrega a ele. Essa pessoa passa a praticar boas obras. O texto em apreço no diz: "para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas". Concluímos que a salvação não vem pelas obras, mas que ela produz boas obras.

Conclusão

Jesus Cristo disse: "Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada". (Jo.14.23 ARA). O fim do mal começa com a presença de Deus em nossas vidas. Mas, os nosso pecados nos separam de Deus: "Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus..." (Is.59.2 ARA). Todavia, o preço pelos nossos pecados já foi pago lá na cruz. Jesus gritou antes de morrer dizendo: "Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito". (Jo.19.30 ARA). Essa frase "Está consumado" quer dizer que o preço foi pago. Ele consumou a oferta pelos pecados. João usa uma palavra grega: "tetelestai" que quer dizer "está pago (ou consumado)". Uma frase muito costumeira entre os gregos quando faziam compras fiado no comercio e eram anotadas até que tempos depois quando o devedor retornava com o dinheiro da dívida e pagava. Daí o comerciante escrevia onde havia constado as compras (as dívidas) a palavra "tetelestai". Por isso os apóstolos disseram:

"Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras". (1Co.15.3 ARA). Paulo.

"Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados". (1Jo.4.10 ARA). João.

"sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo". (1Pe.1.18,19 ARA). Pedro.

"tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu- o inteiramente, encravando-o na cruz". (Cl.2.14 ARA). Paulo.

Agora, o que a humanidade precisa fazer é crer nessa mensagem e se entregar inteiramente a Cristo. A partir daí será uma morada de Deus. Até que a presença de Deus dará fim a todo mal quando Jesus voltar.

"Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus". (Mt.24.30,31 ARA).

"O reino dos céus é ainda semelhante a uma rede que, lançada ao mar, recolhe peixes de toda espécie. E, quando já está cheia, os pescadores arrastam-na para a praia e, assentados, escolhem os bons para os cestos e os ruins deitam fora. Assim será na consumação do século: sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos, e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes". (Mt.13.47-50 ARA).

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

O QUE A PALAVRA DE DEUS PODE FAZER NA VIDA DE UMA PESSOA














Texto base: 2Reis 22.1-11; 23.1-7,12-15, 21-25.

O rei Josias estava no décimo oitavo ano de seu reinado quando decidiu restaurar o templo de Yahveh. Seu coração era diferente de seu pai, um rei que não temia a Deus. Ele sofreu conspiração muito grande de pessoas contra seu pai, mas ele com oito anos de idade sobreviveu e foi constituído rei de Israel.

Os reis anteriores de Judá tinham se afastado muito de Deus. Seu avó, Manasés, fez coisas terríveis para um rei de Israel, que se dizia “ungido de Deus”. A Palavra de Deus nos diz que ele edificou altares na Casa do Senhor (no templo), fez o mesmo nos átrios do templo, e fez pior: queimou a seu filho como sacrifício, fazia adivinhações, consultava médiuns e feiticeiros, fez tudo o que era mau perante o Senhor (Cf. 2Rs.21.4-6).

Josias tinha tudo para ser um continuidade de seu pai e avo, mas seu coração mostrou-se aberto a voz de Deus. E aos 18 anos de seu reinado bateu um desejo em seu coração: restaurar o templo de Deus. E esse desejo foi o suficiente para ele encontrar o que mais precisava em sua vida: a Palavra de Deus.

Precisamos ter um desejo assim ardente pelas coisas de Deus. Por mais pequeno e incerto que seja. Pode ter certeza que a Palavra de Deus vai tratar de incendiar em nossos corações. Se ele for encontrada, descoberta como ela é de verdade a PALAVRA DE DEUS. Não um livro qualquer.

Vejamos o que aconteceu com Josias quando a Palavra de Deus entrou verdadeiramente em sua vida e o que pode acontecer também quando entrar na vida de alguém:

1) Tudo começa com um desejo de restauração diante de Deus
“No décimo oitavo ano do seu reinado, o rei Josias mandou o escrivão Safã, filho de Azalias, filho de Mesulão, à Casa do SENHOR, dizendo: Sobe a Hilquias, o sumo sacerdote, para que conte o dinheiro que se trouxe à Casa do SENHOR, o qual os guardas da porta ajuntaram do povo; que o dêem nas mãos dos que dirigem a obra e têm a seu cargo a Casa do SENHOR, para que paguem àqueles que fazem a obra que há na Casa do SENHOR, para repararem os estragos da casa”. (2Rs.22.3-5)

Josias se dispôs no coração em restaurar o templo. Em buscar renovar os estragos que o tempo causaram ao templo. Ele percebeu que era o momento certo de renovar, de consertar o que estava quebrado, que pintar o que já estava sem cor. Essa sua iniciativa foi o ponta pé inicial de toda a revolução em sua vida.

2) Ocorre um quebrantamento de coração
“Tendo o rei ouvido as palavras do Livro da Lei, rasgou as suas vestes”. (2Rs.22.11)

Josias rasgou as suas vestes (uma representação de lamento, humilhação, desgraça). Tanto tempo havia passado e aquele livro estava ali abandonado dentro da casa de Deus (cf. 2Rs.22.8-10). Isso causou no coração de Josias uma tristeza, lamento e quebrantamento de coração por uma perda de tempo tão grande.

3) Nasce uma vontade de anunciar aos outros e fazer aliança com Deus
“Então, deu ordem o rei, e todos os anciãos de Judá e de Jerusalém se ajuntaram a ele. O rei subiu à Casa do SENHOR, e com ele todos os homens de Judá, todos os moradores de Jerusalém, os sacerdotes, os profetas e todo o povo, desde o menor até ao maior; e leu diante deles todas as palavras do Livro da Aliança que fora encontrado na Casa do SENHOR. O rei se pôs em pé junto à coluna e fez aliança ante o SENHOR, para o seguirem, guardarem os seus mandamentos, os seus testemunhos e os seus estatutos, de todo o coração e de toda a alma, cumprindo as palavras desta aliança, que estavam escritas naquele livro; e todo o povo anuiu a esta aliança.”. (2Rs. 23.1-3)

Josias anunciou ao povo, convocou todos de seu reino para se ajuntarem a ele em frente da casa de Deus para lhe ouvirem e fez ali aliança com Deus. Talvez nem todo o povo tivesse o mesmo sentimento no coração, mas ele estava decidido a seguir e amar a Deus de todo o seu coração.

4) Bate no coração uma vontade de se apartar do tudo o que desagrada a Deus
Josias removeu todos os ídolos que os reis anteriores haviam introduzido na nação. E não foram poucos. Havia ídolos em toda parte. Dentro do templo tinha ídolos (cf. 23.4), haviam constituídos sacerdotes para esses deuses (cf. 23.5), derribou as casas da prostituição cultual que se encontrava dentro do templo (cf. 23.7) profanou o altar onde era sacrificado os filhos aos deuses (Cf. 23.10), os altares que estavam de frente a Jerusalém construídos a deusa Astatore e a Quemos e ao deus Milcom (cf. 23.13). Destruiu o altar que estava em Betel que fez Joroboão que fez o povo de Israel pecar e se afastar de Yahaveh. Josias também se afastou das práticas de feitiçaria e mediunidade que havia infiltrado das nações vizinhas (cf.23.24)

5) Surge ao coração a vontade de celebração, adoração, memorial aos feitos de Deus
“Deu ordem o rei a todo o povo, dizendo: Celebrai a Páscoa ao SENHOR, vosso Deus, como está escrito neste Livro da Aliança. Porque nunca se celebrou tal Páscoa como esta desde os dias dos juízes que julgaram Israel, nem durante os dias dos reis de Israel, nem nos dias dos reis de Judá. Corria o ano décimo oitavo do rei Josias, quando esta Páscoa se celebrou ao SENHOR, em Jerusalém”. (2Rs.23.21-23).

Josias celebrou a Páscoa, celebração memorial da saída do povo do tempo da escravidão que passaram no Egito e Deus os tirou com mão forte. Algo esquecido e deixado a muito tempo pelos reis de Israel.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

A VINDA DE CRISTO E A NECESSIDADE DE PRONTIDÃO




















Texto para leitura: Lucas 12.35-40 ler aqui

Estamos vivendo uma época onde muitos estão dormindo. Parece que está tudo bem, quando na verdade não está. Porque pelos frutos se conhece a árvore.

Deus quer nos falar que o tempo de sua vinda se aproxima cada vez mais. É hora de abrirmos os ouvidos para ouvir o que Deus quer falar. Ele não tarda a vir, nosso entendimento de tempo é que está equivocado. O Salmo 90.4 diz: "Pois mil anos, aos teus olhos são como o dia de ontem que se foi e como a vigília da noite".

A vigilância é a nossa única ferramenta nessa obra. Você pode ter tudo: uma boa igreja, bons sermões, bons amigos, boa família, bom salário, boa casa, belo carro, etc. Mas, se não estiver vigiando, de nada vai adiantar tudo isso.

Precisamos acordar, que esta mensagem venha molhar seu rosto e abrir seus olhos para despertar ao que está por vir

A parábola do servo vigilante é uma aviso de Jesus para nós. É um sinal para que venhamos a olhar e saber como estamos. É uma forma amorosa dele nos alertar. Você está pronto para a vinda de Cristo?

TEMOS QUE ESTAR DESPRENDIDOS DE TUDO
O verso 35a diz "cingindo esteja o vosso corpo". Antigamente as vestes eram longas e prendiam as pernas, daí impediam a liberdade de ação. Para isso, era colocado um cinto. Quando Deus instituiu a páscoa, ele queria que o povo estivesse pronto para ir embora do Egito a qualquer momento. Por isso em Êxodo 12.11,12 também fala de cingir os lombos.

O quê  está de prendendo hoje? Dinheiro, poder, drogas, prostituição, adultério? Saiba que quando ele vier não vai dar tempo para arrependimento. Você tem que está pronto agora! Nada pode estar te prendendo.

TEMOS QUE ESTAR ILUMINANDO ESSE MUNDO
O verso 35b diz ainda: "E acessas, as vossas candeias". O cristão tem o seu testemunho perante o mundo. Um testemunho de santidade e de palavra. A escuridão leva ao sono; o pecado e o mal exemplo levam ao sono espiritual. É preciso que estejamos iluminando para que quando Jesus vier possamos ser vistos por ele. Pois Cristo não olha para o pecado, para as trevas, ele olha para a luz. E se não estivermos na luz, como podemos dizer que estamos esperando por ele? Jesus falou: "Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus". (Mt.5.16).

TEMOS QUE ESTAR ATENTOS AO TOQUE DE DEUS
No verso 36 diz: "Sede vós semelhantes a homens que esperam pelo seu senhor, ao voltar ele das festas de casamento; para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram". Deus toca-nos a todo momento. Será que estamos ouvindo? Ele pode está tocando nesse momento. Você percebe? Quando ele vier buscar a sua igreja o toque será definitivo. Não haverá avisos e nem alertas, o clamor dos profetas de Deus cessará. Sua vinda será num abrir e fechar e olhos e será de uma vez por todas. Como estamos no momento? Estamos atentos? Em 1a Tessalonicenses 4.16,17 fala que uma trombeta será tocada chamando os mortos e os que estiverem vivos em Cristo. Fiquemos atentos ao toque de Deus, pois haverá um definitivo. E esse toque só vai ouvir aquele que está ligado no Senhor Jesus.

TEMOS QUE ESTAR PERSEVERANTES
No verso 38 diz: "Quer ele venha na segunda vigília, quer na terceira, bem-aventurados serão eles, se assim os achar". A perseverança é um desafio diário. o dia-a-dia nos envolve de uma maneira que se não estivermos atentos estaremos dormindo espiritualmente. Jesus disse: "Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo". (Mt.24.13).

CONCLUSÃO
Temos que está prontos, preparados! No verso 40 diz: "Ficai também vós apercebidos, porque, à hora em que não cuidais. O filho do homem virá".

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Em BUSCA DAS COISAS ESPIRITUAIS
















Texto: 2Reis 2.1-14

Vivemos numa época onde as pessoas andam por toda parte atrás de coisas materiais, bens materiais, conquistas matérias. E isso tem sido tão forte que até os pregadores mercenários tem deixado de lado a Palavra da verdade para trazer uma mensagem que satisfaça esses interesses. Todavia, na contramão, vem essa linda história de um discípulo de um profeta de Deus.

Se você está aqui e deseja buscar as coisas espirituais para sua vida: mais santidade, unção, comunhão com Deus, dons, etc. A história lida aqui pode te ajudar bastante. Pois, acontece dentro de um ambiente perfeitamente espiritual. De um lado o homem de Deus, o profeta Elias, aquele que Deus usou de forma poderosa que até Jesus fez citação dele. E de outro, Eliseu, outro homem de Deus, discípulo de Elias, profeta perseverante e relutante em busca de seu objetivo.

Eliseu poderia ter buscado o que muitos procuram hoje: coisas materiais. Mas, essas coisas passam, ele procurava por coisas eternas e que satisfaziam a vontade de Deus. O que estamos buscando em nossa vida? Quais os objetivos que traçamos para nossa vida? Nesses objetivos constam coisas espirituais? Onde ficam as coisas espirituais em nossa lista de prioridades?

Eliseu nos trás lições preciosas que se você está decidido em buscar coisas espirituais para sua vida, com certeza lhe servirão de orientação. Vejamos:

1) Não se conformando com a situação em que se encontra.

“Disse Elias a Eliseu: Fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou a Betel. Respondeu Eliseu: Tão certo como vive o SENHOR e vive a tua alma, não te deixarei. E, assim, desceram a Betel”. (v.2)

A conformidade com a vida espiritual que leva é o erro mais tolo que cometemos em nossa caminhada de fé. Leonardo Ravehill disse: “A única razão pela qual não temos avivamento é porque estamos dispostos a viver sem ele!”. Infelizmente isso tem sido uma grande pedra em nosso caminho.

Precisamos aprender com Eliseu, ele recebeu uma palavra do profeta Elias de ficar e deixá-lo, mas ele não se conformou. Ele recebeu essa palavra mais duas vezes (cf. v.4, 6). Porém, quis a sua companhia, lutou por ela. Não desistiu. Sabia que a única chance de conseguir o que buscava estava ligado ao profeta Elias. E por isso não se conformou e ir até ali, mas decidiu lutar por mais além daquilo.

2) Não dando ouvidos a voz do desânimo.

“Então, os discípulos dos profetas que estavam em Betel saíram ao encontro de Eliseu e lhe disseram: Sabes que o SENHOR, hoje, tomará o teu senhor, elevando-o por sobre a tua cabeça? Respondeu ele: Também eu o sei; calai-vos”. (v.3).

Por duas vezes Eliseu foi revelado pelos profetas que Elias seria arrebatado (cf. v.3,5). Que iria embora e não o teria mais em sua companhia. Mas, ele persistiu, não deu ouvidos ao que lhe disseram. Ele estava focado em outra coisa: receber uma porção dobrada do espírito de Elias.

Quando decidimos buscar coisas espirituais para nossa vida sempre aparece àquela voz querendo nos tirar do foco. É uma questão material pendente, a dificuldade de conseguir, amizades mundanas, assédio do pecado, preocupações da vida, etc. Mas, não podemos perder o foco e nos deixar se levar pelas situações.

Olhemos para o nosso Salvador, quantas situações surgiram para ele não ter de ir para a cruz? Pedro, um dos primeiros discípulos, lhe disse: “... Tem compaixão de ti, Senhor; isso de modo algum te acontecerá”. (Mt.16.22b). Ele não mostrou resistência alguma aos guardas que vieram lhe prender. Foi desafiado a descer da cruz e se revelar quem era e não o fez.

3) Estabelecendo o que deseja ter de Deus.

“Havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que eu te faça, antes que seja tomado de ti. Disse Eliseu: Peço-te que me toque por herança porção dobrada do teu espírito”. (v.9).

Eliseu desejou ter porção dobrada do espírito (entusiasmo, vigor, vivacidade, espírito profético, disposição) de Elias. Ele estabeleceu o que queria. Com certeza vinha certo disso desde o começo. Se não, ele não estaria com ele até esse momento.

O que você deseja ter em sua vida espiritual? Jesus fez essa mesma pergunta ao cego Bartimeu: “... Que queres que eu te faça? Respondeu o cego: Mestre, que eu torne a ver”. (Mc.10.51). A pergunta parece boba, mas é assim que Deus trabalha.

4) Contemplando o que deseja ter.

“Tornou-lhe Elias: Dura coisa pediste. Todavia, se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará; porém, se não me vires, não se fará”. (v.10).

Contemplar quer dizer “olhar com atenção ou admiração”. A prova que Eliseu receberia o que desejaria era se ele visse Elias sendo arrebatado. E isso aconteceu. Eliseu contemplou tudo:

“Indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho. O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel e seus cavaleiros! E nunca mais o viu; e, tomando as suas vestes, rasgou-as em duas partes”. (v.11,12).

Os 50 profetas que ficaram atrás observando eles andar não viram esses detalhes. Apenas Eliseu viu.

Como vai a sua visão das coisas celestiais? O que você deseja espiritualmente para sua vida, você olha com atenção, com admiração?

O apóstolo Paulo nos deixa uma excelente palavra:

“Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”. (Fp.3.13,14).

5) Começando a praticar o que deseja na vida espiritual.

“Então, levantou o manto que Elias lhe deixara cair e, voltando-se, pôs-se à borda do Jordão. Tomou o manto que Elias lhe deixara cair, feriu as águas e disse: Onde está o SENHOR, Deus de Elias? Quando feriu ele as águas, elas se dividiram para um e outro lado, e Eliseu passou”. (v.13,14).

Eliseu ver seu mestre ir embora e fica no chão apenas a sua capa. Ele está ali sozinho. Não tem mais a presença de Elias com ele. Chega o momento dele se resolver com Deus e com sigo mesmo sobre sua vida espiritual. Aquilo que ele tanto buscava estava ali para ser tomado. E uma coisa o separava disso tudo que tanto desejava: coragem.

Meu irmão, vai chegar à hora, ou já chegou, em que você tem que tomar uma atitude de coragem em sua vida e praticar aquilo que Deus deixou para você! Aquilo que você ouviu nessa mensagem, aquilo que você leu na biografia de certo homem de Deus. Vai chegar o momento em que você é quem vai ter de fazer a diferença nessa geração! Quanto tempo mais você vai ficar esperando?

Eu fico pensando aqui em Pedro, depois de ver tudo o que Jesus fizera diante de seus olhos, quando em companhia de João e ia ao templo para orar, se depara junto à porta com um mendigo coxo, lhe pedindo dinheiro. Temos a mesma situação de Eliseu aqui: “Pedro, porém, lhe disse: Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!”. (At.3.6).

sábado, 3 de janeiro de 2015

VENCENDO A VERDADEIRA BARREIRA














Texto: Josué 6.1-27

Israel não estava apenas derrubando muros de pedra diante deles, mas uma barreira muito grande entre eles e Deus. Lembremos aqui que, quarenta anos antes desse evento, o povo havia duvidado de Deus. E por isso ficaram vagando pelo deserto até que aquela geração passasse. O povo de Israel estava diante de Jericó como estamos diante de nossos próprios erros e barreiras que colocamos diante de Deus.

Vejamos bem, toda aquela nova geração não havia se circuncidado ainda, só depois que atravessaram o rio Jordão foi que fizeram isso (cf. Js.5). Passaram pela mesma prova dos espias (cf. Js.2). Passaram pelas águas novamente atravessando o rio Jordão (cf. Js.3). E mais uma vez estavam ali diante do mesmo obstáculo: Jericó – Canaã.

Aprendamos isso hoje: Deus nos faz passar por barreiras diante de nós para que possamos quebrar a que estão dentro de nossos corações. Os muros de Jericó eram pequenos diante da muralha da falta de confiança do povo de Israel em Yahveh.

Talvez estamos assim em muitas situações de nossas vidas. Achando que uma barreira que está diante de nós e grande de mais. Quando na verdade tem uma bem maior dentro da gente.

1. Somente com a perseverança compreendemos o agir de Deus.
“Vós, pois, todos os homens de guerra, rodeareis a cidade, cercando-a uma vez; assim fareis por seis dias. Sete sacerdotes levarão sete trombetas de chifre de carneiro adiante da arca; no sétimo dia, rodeareis a cidade sete vezes, e os sacerdotes tocarão as trombetas”. (v.3,4)

O que Israel ia fazer com homens de guerra cercando um cidade murada, fortíssima sem nenhuma arma poderosa para vencer os muros de Jericó? Sem nenhuma tática de guerra para conseguir ultrapassar aqueles muros? Numa compreensão militar, andar em círculos seria uma total perca de tempo. Contudo, Deus estava ali ensinando o povo de Israel a confiar nele através da perseverança. Eles ficaram ali por seis dias deram uma volta sobre Jericó. E no sétimo dia circularam sete vezes. Tudo isso para trabalhar a perseverança, até que Deus viesse com seu poder.

Olhemos para os discípulos de Jesus aguardando o revestimento de poder. Quantos dias tiverem que esperar? Olhemos para Naamã, que teve de se banhar sete vezes num rio que ele considerava inferior ao que ele se banhava. Porém, perseverando, foi curado.

2. Deus nos ensina a ter desapego de tudo, pois tudo passa, mas ele permanece.
“Tão-somente guardai-vos das coisas condenadas, para que, tendo-as vós condenado, não as tomeis; e assim torneis maldito o arraial de Israel e o confundais”. (v.18). Numa versão mais atual diz: “Mas não peguem em nada daquilo que vai ser destruído. Se ficarem com qualquer coisa que eu mandei destruir, vocês vão trazer desgraça e destruição ao acampamento israelita”.

O povo de Israel tinha o costume de tomar o despojo de guerra para si. Porém, Deus não permitiu que dessa vez eles ficassem. Nem mesmo o ouro e a prata, tiveram que levar ao templo de Yahveh, confira o verso 19. Todos os objetos de valor deveriam ser consagrados (separados) a Deus.

Tudo nessa vida passa, e as vezes nos apegamos tanto que aquilo que temos apego acaba tomando o lugar de Deus. Precisamos entender que Deus é o único que fica para sempre. Os bens materiais vão-se com o tempo. Os parentes queridos partem. Mas, Deus permanece. Precisamos entender isso: Deus é tudo em nossa vida. As demais coisas são bênçãos dele e não ele.

Olhemos para prova que Deus fez com Abraão ao pedir o seu filho Isaque. Abraão tinha recebido de Deus a benção de ter um filho (Isaque) na sua velhice, mas, logo depois pede a Abraão que o dê em oferta como sacrifício. Abraão confiou incondicionalmente em Deus, que proveria outra oferta ou que o ressuscitaria dentre os mortos.

3. Não bastam apenas trombetas tocando, mas almas gritando por Deus.
“Gritou, pois, o povo, e os sacerdotes tocaram as trombetas. Tendo ouvido o povo o sonido da trombeta e levantado grande grito, ruíram as muralhas, e o povo subiu à cidade, cada qual em frente de si, e a tomaram”. (v.20)

Deus deixou para destruir os muros daquela grande cidade com o grito humano. Não apenas instrumentos musicais tocando. Coisas mecânicas não funcionam no agir Deus. Podem até ajudar, mas o que Deus queria ouvir era o clamor de Israel. Homens depositando toda a sua motivação, confiança e estima em Deus. Nisso, Deus fez as muralhas caírem por terra.

Olhemos para o cego Bartimeu, quando deu o grito de sua alma foi que parou Jesus. E mandando-lhe chamar o curou.

4. A nossa confiança deve ser sempre em Deus.
“Naquele tempo, Josué fez o povo jurar e dizer: Maldito diante do SENHOR seja o homem que se levantar e reedificar esta cidade de Jericó; com a perda do seu primogênito lhe porá os fundamentos e, à custa do mais novo, as portas”. (v.26) .

O povo pôde ver a altura e a largura daquela cidade. Ficaram impressionados com a força do braço humano, da capacidade de fazer uma obra de engenharia tão magnífica. Conta os pesquisadores bíblicos que os muros de Jericó dava para passar um carro.

Por mais que tenhamos tecnologia, força, inteligência, capacidade para realização de tantas coisas. Devemos nos desprender a confiança nisso tudo, e partir para confiarmos em Deus. Aquele que tem o poder de fazer tudo. A dependência de Deus é a maior lição que temos na vida espiritual.

Olhemos para o pequeno Davi diante do Golias. A beleza e altura do rei Saul não foi capaz de confrontar o gigante. Foi quando Deus mandou o pequeno Davi para que Israel pudesse confiar em nEle.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

CONTATOS IMEDIATOS COM A CRUZ DE CRISTO



Texto: Mateus 27.15-36, 54; Lucas 23.39-43; Jo.19.38-42.

A cruz de Cristo é intrigante, gera amor ou ódio nos corações da humanidade. O fato é que a mensagem que ela passa não deixa de chamar atenção do mais desatento. Todos nós tivemos e temos o nosso momento com a cruz de Cristo. Que assim o diga o personagem da história de John Bunyan no livro O Peregrino. O contato com a cruz de Cristo é extraordinário, arrebatador e vivencial. Não é um assunto abstrato ou como um conto lendário. É um contato transformador, impactante, um contato que desvenda os olhos.

1) Barrabás e a cruz de Cristo (v.16): Expiação de Cristo
Pouco se sabe sobre ele, o fato é que foi preso por ordem de Pilatos. Era muito conhecido entre povo. Esteve com amotinadores e no tumulto cometeu um homicídio (Cf.Mc.15.7). A verdade é que Barrabás não foi pior do que nós como pecador. E Jesus, literalmente, tomou o lugar dele, expondo claramente o seu propósito de ir para cruz: morrer em nosso lugar.

2) Simão (V.32): Participação na glória do Cristo
Simão Cirineu, que passava por ali vindo do campo, o evangelho de Marcos nos informa que era pai de Alexandre e Rufo (Cf.Mc.15.21), esse último, citado em Romanos 16.13. Com certeza a família inteira foi tocada pela participação de Simão na crucificação de Jesus. Por serem citados assim tão claramente nas Escrituras, ele e sua família se tornaram cristãos.

3) O tenente romano (v.54): Constatação da verdade
Esse tenente romano juntamente com sua escolta perceberam que Jesus não era um criminoso e que além disso não se tratava de qualquer um. A ignorância e judiação deles com Jesus foi se transformando em um sentimento de culpa. O temor tomou conta de todos, houve de fato uma consciência dele e de todos os soldados que o maltrataram de seus pecados e principalmente o de estarem ali crucificando o filho de Deus.

4) O malfeitor na cruz (Lc.23.40): Redenção
O ladrão na cruz juntamente com o outro estavam juntos com Jesus naquela mesma sentença de morte. Este logo percebeu que Jesus não se tratava de um criminoso, e nem de uma fraude. Ao ouvir suas palavras de pedido de perdão pelos que lhe feriam e zombavam, suas orações ao Pai, pode constatar que se tratava verdadeiramente do messias, e suas palavras foram bem diretas: “Lembra-te de mim quando entrares no teu reino”. Aquele homem ao ouvir as palavras de Jesus pode também constatar a misericórdia divina sobre os pecadores, a redenção da humanidade.

5) José de Arimatéia e Nicodemos (João 19.38,39): Revelação
Dois homens pertencente a cúpula religiosa do judaísmo, que temiam serem descobertos por seguirem Jesus, finalmente, no contato com a cruz de Cristo, se revelaram como seus seguidores. Nicodemos, aquele que foi ter com Jesus a noite, a quem Jesus dissera que se não nascesse de novo ele não poderia ver e nem entrar no reino de Deus (Cf.Jo.3.1,3,5). Esteve com ele publicamente em sua morte de cruz.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

SOLUS CHRISTUS (somente Cristo)


Em homenagem aos reformadores e ao dia da reforma, deixo-vos essa mensagem:

“Reafirmamos que a nossa salvação é realizada unicamente pela obra mediadora do Cristo histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação, por si só, são suficientes para nossa justificação e reconciliação com o Pai. Negamos que o evangelho esteja sendo pregado se a obra substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e em sua obra não estiver sendo invocada”.

Os reformadores confrontaram os pensamentos errados de sua época com base na Bíblia Sagrada. E nela encontraram que:

Apenas Cristo e somente Cristo pode trazer salvação ao pecador.
Salvação: restaurar o que a queda causou a humanidade (Cf. 1Pe.1.9,10; Gn.3.15). Pecador: Todos os humanos que nascem e vivem com uma natureza pecaminosa, que os faz transgredir a lei divina, desobedecer a vontade de Deus (Cf. Rm.3.23). Jesus, como homem e como Deus trouxe a salvação. Começando com a oferta de si próprio para a redenção (Tt.2.14).

Ele próprio declarou-se como:
Único caminho, verdade e vida (Cf. Jo.14.6); único que pode dar vida (Cf. Jo.15.5,6); único salvador (Jo.8.24). Reiterado por Pedro quando disse: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”. (At.4.12).

Apenas Cristo e somente Cristo é o mediador entre a humanidade e Deus.
Jesus, na qualidade divina e humana, é o único que pode fazer verdadeiramente a intercessão entre as partes divergentes: Deus e humanidade. Houve muitos mediadores no Antigo Testamento, mas, nenhum deles puderam ser plenamente mediadores. Como eram apenas homens, não podiam ver e sentir como Deus a vida humana, não podiam permanecer no ofício, pois eram mortais. E na qualidade de homens, não eram perfeitos, por serem pecadores. Cristo porém, como homem perfeito e Deus verdadeiro, desvencilhou a continuidade de mediadores, sendo ele plenamente mediador de uma Nova Aliança (Cf. Hb.9.1-26; 10.1-18).

Apenas Cristo e somente Cristo é religião da humanidade para com Deus.
Sabemos que a palavra “religião” tem em sua etimologia o significado de “religar”. Como Lactâncio (séc. III e IV d.C.) afirmava que religião é um laço de piedade que serve para religar os seres humanos a Deus. Agostinho de Hipona (séc. IV d.C.) reafirmou essa interpretação.

Cristo, e somente ele, é capaz de fazer com que o homem se chegue a Deus, não com suas obras ou esforços para conseguir voltar-se a Deus, mas, com a vida de Cristo. Como relata Paulo em Romanos 3.21-26; 9.16 e Efésios 2.8,9. Portanto, “religião” não é uma crença, ou uma denominação religiosa, “religião” é JESUS CRISTO.

Apenas Cristo e somente Cristo é suficiente para que alguém tenha o perdão de seus pecados.
A religiosidade ensina que é necessário fazer muitas coisas para que o pecado seja reparado. No catolicismo é necessário que o católico faça penitência por seus pecados, receba do padre os benefícios da igreja romana, e ainda após a morte, tem que passar por um lugar, espúrio à luz da Bíblia, chamado “purgatório”. No espiritismo é necessário que o espírita passe por várias encarnações para que seja purificado de seus pecados. Para o islamismo, a maioria dos mulçumanos aceita a idéia da existência do purgatório. Entretanto, o inferno não é para eles, mas para os não-mulçumanos. A idéia de pecado é meio fosca no islamismo. Afinal, Deus decreta o destino de cada ser humano. Deus não tem nenhuma obrigação moral, pois isto limitaria seu poder e soberania. Tudo acontece é porque Deus assim o quis. Deus é o autor do mal. Logo, não é muito correto Deus perdoar algo que ele mesmo criou, não é?

Com Jesus, tudo é diferente, ele chega para um paralítico e diz: “... Filho, tem bom ânimo, perdoados te são os teus pecados”. (Mt.9.2). O apóstolo Paulo assim escreveu: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor”. (Rm.6.23). É óbvio que o ser humano é autor de seus pecados e responderá por eles perante Deus. E não obterá o perdão. A não ser que se entregue a Ele: Jesus. E o tenha como seu salvador pessoal. As Escrituras assim dizem:


“Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo”. “Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado”. “Eu lhes digo: quem me confessar diante dos homens, também o Filho do homem o confessará diante dos anjos de Deus”. “E vimos e testemunhamos que o Pai enviou seu Filho para ser o Salvador do mundo. Se alguém confessa publicamente que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus. Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor. Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele”. (Cf. Rm.10.9; Mc.16.16; Lc.12.8; 1Jo.4.14-16).

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

O QUE É O EVANGELHO?




HÁ UM POR QUE













Texto principal: 1Timóteo 3.16

"Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória"

Olhamos para a vida em nosso redor e não percebemos que há um porquê das coisas existirem. Será que tudo isso veio por acaso? Olhamos para o universo afora e constatamos a grandeza das coisas que existem. Dos milhões de galáxias e luzes que refletem e levam milhares de anos para o seu reflexo chegarem a nossa vista. O planeta Saturno com seus anéis que funcionam como um verdadeiro imã atraindo os grandes meteoros que vem em nossa direção. O sol com todo o seu esplendor que, se um pouco mais a frente de sua órbita morreríamos congelados ou um pouco mais atrás morreríamos de frio. O fato é que tudo está ao nosso redor muito bem arquitetado para que possamos ter vida na terra. O salmista bem escreveu no capítulo 19.1-6:

Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo. Aí, pôs uma tenda para o sol, o qual, como noivo que sai dos seus aposentos, se regozija como herói, a percorrer o seu caminho. Principia numa extremidade dos céus, e até à outra vai o seu percurso; e nada refoge ao seu calor.

Olhamos para as Escrituras, percebemos alguém chamado Jesus, que pelo relato dos seus amigos mais próximos e dos profetas que previram sua chegada aqui na terra, era muito mais do que um mero homem.

O apóstolo João nos diz que ele estava no princípio de tudo que veio a existir e sem ele nada do que foi criado veio a existir (Cf. Jo.1.1-3). Ele mesmo relata que esse ser divino se faz carne e habita entre nós (Cf. v.14). E que ninguém jamais viu a Deus, mas o seu único filho fez-nos conhecer (Cf. v.18). O apóstolo Paulo relata que ele foi o autor de todas as coisas que foram criadas, as visíveis e as invisíveis e que tudo foi feito por ele e para ele (Cf. Cl.1.16). Também o apóstolo Tomé ao vê-lo pela primeira vez depois de ressurreto disse: “Senhor meu e Deus meu”. (Cf. Jo.20.28).

Todos os seus amigos viram a glória e a graça divina nele manifestada. E não puderam se calar diante desse fato e foram testemunhas de sua manifestação. Colocaram em risco suas próprias vidas, como assim aconteceu com todos exceto João, que foi exilado em Patmos. Todos os demais apóstolos morreram por dizer que Jesus era Deus e ele ressuscitou. Que morreu pelos nossos pecados para nos dar o perdão divino. Muitos cristãos foram mortos por essa causa.

O testemunho dos profetas quando dele falara escreveram: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is.9.6). Mais adiante disse: “... eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel” (Is.7.14). Seu nascimento em Belém: “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”. (Mq.5.2). Sua ida para Galiléia e empenho de grande parte do seu ministério:

Mas para a terra que estava aflita não continuará a obscuridade. Deus, nos primeiros tempos, tornou desprezível a terra de Zebulom e a terra de Naftali; mas, nos últimos, tornará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, Galiléia dos gentios. O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz (Is.9.1,2).

Sua obra de salvação manifesta nos enfermos e endemoninhados: “Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si...”. (Is.53.4).

O Espírito do SENHOR Deus está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados; a apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram e a pôr sobre os que em Sião estão de luto uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria, em vez de pranto, veste de louvor, em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo SENHOR para a sua glória. (Is.61.1-3).

Sua obra de salvação realizada na crucificação como oferta pelo pecado:

Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados... Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos. (Is.53.5,10).

Em fim, há um porquê de tudo ter acontecido: a criação de tudo o que existe tem um propósito de nos revelar Deus. Até mesmo os nossos pecados vieram a surgir para que Deus mostrasse o seu amor revelado em Jesus Cristo. Por isso as Escrituras nos dizem:

Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós. (1Pe.1.18-20. O grifo é meu).

Quando o apóstolo Paulo fala de Jesus no texto principal, ele faz um resumo de tudo o que falamos até aqui:

1)  “Evidentemente, grande é o mistério da piedade”. Tudo isso que sabemos hoje estava oculto. Todavia, quando ele veio isso nos foi revelado. Esse é o mistério da “piedade”. Quer dizer “da fidelidade de Deus”. (do grego “eusebeia”). Ele revela o cuidado de Deus com as nossas vidas em ter Cristo sido dado em nosso lugar. Mesmo antes de pecarmos tudo foi providenciado.

2)   “Aquele que foi manifestado na carne”. Manifestou-se em carne porque Jesus pré-existe antes de tudo como Deus. O criador. A segunda pessoa de Deus. Mas, que tomou forma humana para que o plano da salvação fosse consumado.

3)      “foi justificado em espírito”. A morte não pode contê-lo. Ora, sendo em forma humana, após sua morte por nossos pecados ele em seu espírito humano não pôde ser condenado ao inferno. Por ser santo e irrepreensível. E por isso foi declarado “justo”. Assim, ele ressurgiu dentre os mortos.

4)   “contemplado por anjos”. Os anjos viram-no ressurgir. E estes deram testemunho aos que primeiro vieram ao seu túmulo. E eles disseram: “Não temais; porque sei que buscais Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito”. (Mt.28.6).

5)  “pregado entre os gentios”. Paulo o viu ressuscitado no caminho de Damasco. E este o comissionou para ser sua testemunha entre os gentios dizendo-lhe:

Mas levanta-te e firma-te sobre teus pés, porque por isto te apareci, para te constituir ministro e testemunha, tanto das coisas em que me viste como daquelas pelas quais te aparecerei ainda, livrando-te do povo e dos gentios, para os quais eu te envio, para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim (At.26.16-18).

6)  “crido no mundo”. Muitos gentios de todos os povos e línguas creram na mensagem das boas novas. O evangelho foi pregado em vários lugares desde o dia da ressurreição de Jesus. De imediato as suas aparições aos discípulos e logo depois da descida do Espírito Santo sobre eles. O evangelho foi pregado em vários povos e línguas.


7)  “recebido na glória”. Após confirmar sua ressurreição e dar várias instruções aos seus discípulos foi assenso aos céus e recebido na glória. O céu é o seu lugar de origem. Ele veio e esteve entre nós por um objetivo: redimir-nos e se revelar plenamente a nós.