domingo, 3 de agosto de 2014

A VISÃO DO TRONO DE DEUS




















Texto central: Apocalipse 4.1-11

Precisamos mais do que nunca dessa visão em nossas vidas. Atualmente, com toda a sedução de secularismo (proposta de vida mundana sem que necessite de Deus). Tá com problema emocional? Te oferecem a psicologia; tá desmotivado ou com dificuldades no viver? Te oferecem auto-ajuda; tá com necessidade espiritual? Te oferecem o ocultismo; tem dúvidas sobre a tua existência? A ciência e razão dão as explicações; quer saber mais sobre a vida? Te oferecem a filosofia; tá precisando de dinheiro? Te oferecem um empréstimo; tá sentido um vazio na alma? Te oferecem o consumo e o entretenimento. Tá doente? Te oferecem um médico. O secularismo te propõe suprir todas as necessidades humanas sem que se precise de Deus.

Também com toda a sedução do pós-modernismo, pensamento da sociedade pautado no humanismo (o homem é o centro de tudo), pluralismo (todas as crenças são aceitas e se entrelaçam), relativismo (não há uma única verdade, mas várias verdades. Não existem absolutos. Tudo é relativo). 

Isso tudo tem levado a humanidade a perca do foco em Deus, da verdade de Deus (que é Jesus), trazendo o homem para o centro, para o trono. E como a igreja se encontra inserida nessa sociedade, o assédio é muito grande. Portanto, a maior necessidade da igreja hoje é ter uma visão do trono de Deus. 

O apóstolo João nos trás lições preciosas para que tenhamos uma visão do trono de Deus. Para que venhamos a resgatar o foco em Deus, em Jesus. Desejo ser bem direto nessa mensagem, para que você entenda e não fiquemos andando em círculos aqui. Então, vejamos: 

1) Temos que sair do natural para o espiritual 

No texto central encontramos: “olhei, e eis não somente uma porta aberta no céu, como também a primeira voz que ouvi, como de trombeta ao falar comigo, dizendo: Sobe para aqui” (v.1b). Observe que João viu uma porta aberta no céu. Temos livre acesso a partir da cruz a estarmos na presença de Deus. O véu do templo foi rasgado. O caminho para uma vida espiritual foi aberto por Jesus. E sempre a voz celestial estará ecoando em nossos corações convidando-nos a sair do terreno, do natural para nos encontrarmos com Deus. A voz celestial diz: “Sobe para aqui”. 

O apóstolo Paulo disse: “Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra”. (Cl.3.2). E também disse: “e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus”. (Ef.2.5-7). 

Para que tenhamos uma visão do trono de Deus é necessário frearmos o estilo de vida que a sociedade pós-moderna nos impõe. Tem que haver um momento onde não haja entretenimentos (internet, TV, passeios, lazer), trabalho, contas a pagar, estudos da faculdade ou escola, afazeres domésticos e só haja uma coisa: contemplar, meditar em Deus, estar com Deus, com a sua Palavra. 

2) Temos que centralizar nossa vida em Deus como rei e soberano do universo 

No texto central vemos: “Imediatamente, eu me achei em espírito, e eis armado no céu um trono, e, no trono, alguém sentado; e esse que se acha assentado é semelhante, no aspecto, a pedra de jaspe e de sardônio, e, ao redor do trono, há um arco-íris semelhante, no aspecto, a esmeralda. Ao redor do trono, há também vinte e quatro tronos, e assentados neles, vinte e quatro anciãos vestidos de branco, em cujas cabeças estão coroas de ouro.”. (v.2-4). Deus é a maior preciosidade de nossas vidas. João compara o brilho da glória de Deus e sua presença a pedras preciosas como jaspe, sardônio e esmeralda. Essas jóias são expressões de riqueza, poder, glória, grandeza, fortuna. Tudo o que temos de precioso nessa vida tem que ser menor do que Deus. Toda glória, riqueza e poder deve estar em Deus e jamais focada em nós. É ele que tem de estar assentado no trono central da vida do povo de Deus. Note que os vinte e quatro anciãos (que representam os fiéis do AT e NT) estão assentados a redor do trono de Deus. 

Os cristãos dos três primeiros séculos depois de Cristo foram mortos e se tornaram o grande exemplo de fé e heroísmo do cristianismo por que colocaram Deus no centro de suas vidas. 

Para que o trono de Deus seja contemplado ele tem tomar o primeiro lugar em nossas vidas. Ele tem que ser o Senhor de nossas vidas. Tem que ter a primazia. As demais coisas de nossas vidas têm vir depois de Deus: família, trabalho, bens materiais, entretenimento, etc. 

3) Temos que nos esvaziar de toda a nossa prepotência, arrogância, soberba e orgulho humano. 

No texto central registra anjos poderosíssimos: “e também, no meio do trono e à volta do trono, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás. O primeiro ser vivente é semelhante ao leão, o segundo, semelhante a novilho, o terceiro tem o rosto como de homem, e o quarto ser vivente é semelhante à águia quando está voando. E os quatro seres viventes, tendo cada um deles, respectivamente, seis asas, estão cheios de olhos, ao redor e por dentro; não têm descanso, nem de dia nem de noite, proclamando: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir”. (v.6b-8). 

Observemos as descrições desses seres: Leão – rei dos animais. O bicho mais poderoso da selva. Não existe animal mais forte do que o leão. Esse anjo trás a onipotência divina. Não que ele seja onipotente, mas Deus delega a ele sua onipotência. Novilho – um animal frágil, humilde. Esse anjo trás a expressão máxima do quebrantamento e da humilhação. Homem – a maior expressão da criação divina. O único ser que foi feito a imagem e semelhança de Deus. Esse anjo trás figura humana, responsável pelas teofanias (manifestações divinas em forma humana). Águia, ave veloz e de grande visão da terra e dos que se move sobre a terra. Esse anjo reúne toda a visão das coisas, da vida, de tudo. E mais, esses quatro seres angelicais e celestiais estão cheios de olhos, ao redor e por dentro. Uma clara expressão da onisciência divina. Não que eles sejam oniscientes, mas Deus concede a eles o saber de tudo que se passa e acontece no universo. Nada foge a percepção desses seres. Eles foram vistos também pelos profetas: Isaías (6.1-8) e Ezequiel (1.4-14).

Agora vem a grande lição para nós meros mortais que achamos que somos alguma coisa na criação de Deus. Eles contemplam aquele que está assentado no trono, concluem e dizem: “Santo, santo, santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir”. E não tem descanso, fazem isso de dia e de noite. E ainda, no verso 9,10 relata que quando esses seres fazem isso os vinte e quatro anciãos que possuem “coroas de ouro” em suas cabeças saem do trono, se ajoelham diante daquele que está assentado no trono, jogam suas coroas diante do trono e dizem: 

“Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas”. (v.11). 

Uma visão do trono de Deus só é possível quando isso acontece. O trono de Deus é muito mais do que um objeto celestial, mas um entendimento, um estilo de vida, uma decisão de se viver a vida em que Deus seja Soberano e Senhor de tudo e que nada e nem ninguém vai alterar o seu domínio. Depois que Jó teve esse entendimento disse: “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado”. (Jó 42.2). E reconhece em seguida que sua compreensão sobre Deus era pequenas, mas depois que contemplou o trono de Deus, disse: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem”. 

Que Deus te ajude a sair dessa prisão mundana de uma sociedade rebelde ao seu próprio criador. E que você, caro cristão, se refugie diante do trono de Deus.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

DISCIPULADO CRISTÃO. A NEGLIGÊNCIA DA IGREJA.


Morte do eu e reprodução. As duas bases do discipulado cristão. O grande problema da igreja evangélica hoje é que não se faz mais discipulado. Resultado: cristão cheios de vontade, senhores de si, senhores de "direitos" e das promessas divinas. Vida dúbia entre o mundo e a igreja. Secularização da vida e abandono dos valores morais e espirituais da fé.

A mensagem do discipulado cristão é um desafio a proposta mundana das altas doses de auto-estima e cobiças humanas do consumismo e imediatismo da pós-modernidade. Fazer morrer o nosso "eu" é extremamente fundamental para que se possa reproduzir um outro cristão de verdade. Hoje, porém, o crescimento e expansão (reprodução) das igrejas locais se dão por outras propostas, do tipo "plano de adesão" utilizado pelas empresas de telecomunicação. Onde o "cliente" é movido pelos "benefícios" e "bônus" que vai ganhar daquela operadora. Daí, o foco do "compromisso" sempre será pautado na oferta e não nos valores do discipulado cristão, nas verdades vivas do santo evangelho de Cristo.

Por isso que o discipulado é tão negligenciado em nossos dias. Não é nada popular hoje falar de morte, renúncia, governo de Deus sobre nossas vidas, serviço cristão, manuseio responsável daquilo que nos foi confiado por Deus.

Esse trabalho de reprodução de um novo cristão leva tempo e morte do próprio discipulador. Pois para que outro discípulo tenha que nascer o discipulador tem que se doar e experimentar essa verdade em sua própria vida primeiro.

Enfim, todos ficam naquele "jogo de empurra" transferindo essa missão universal para terceiros. Como se o discipulado fosse departamento de alguns. Afinal, o que se almeja é permanecer vivo e curtir o que a vida tem para oferecer de melhor.

"Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto". João 12.24

Deus salve a sua igreja

terça-feira, 8 de julho de 2014

Porque se consagrar?



Texto inicial: Josué 7:1-13

Há tantas coisas pra falar ao cristão, à igreja de Jesus, porque temos que refletir sobre isso? Talvez você diga: “A igreja tem tanta gente doente espiritualmente e de alma, tanta gente carente, pra quê falar sobre consagração? Pessoas precisando de uma palavra de conforto, de ânimo, isso é mesmo necessário ser falado?”

Entretanto, as pessoas não sabem que a consagração de suas vidas para Deus é a real solução para os dilemas e sofrimentos emocionais, materiais e espirituais da igreja de Cristo na terra. Tratar consequências do pecado é como dar remédio para dor, não resolve. O que tem de ser tratado é o pecado (cf. Sl.32:5).

Estão enganados todos os que confundem pecado com doença. Todas as enfermidades do corpo e da alma vêm por causa do pecado. Seja do pecado original ou do pecado pessoal de cada um (cf. Lm.3:39; Sl.38:3; 1Co.11:30; Mc.2:5). Todas as dores do mundo, todas as desgraças resultam do pecado da humanidade. Se há pessoas “mazeladas” na igreja não é tratando seus abalos emocionais ou suas dores de alma que as mazelas irão sucumbir, mas com um verdadeiro arrependimento e perdão que se estanca suas consequências (cf. Hb:12.14-17). E o maior pecado da igreja é este: “aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando” (Tg.4:17b). Por isso que muitos estão doentes. Que maior bem podemos fazer do que evangelizar alguém ou discipular quem se decidiu recentemente por Cristo?

A consagração visa justamente nos afastarmos do pecado e nos aproximarmos de Deus, visa nos levar a momentos com Deus, visa trazer uma quebra da rotina e da correria da vida para ficarmos com Deus, visa nos trazer saúde espiritual, que reflete na alma e consequentemente o corpo padecerá menos (cf. Jo.10:10).

A consagração é uma atitude responsável do cristão de diligentemente cooperar com a sua santificação pessoal. Falando sobre santificação, Berkhof (2011. P.531) escreveu:

É UMA OBRA DE DEUS NA QUAL OS CRENTES COOPERAM. Quando se diz que o homem participa na obra de santificação, não significa que o homem é um agente independente de ação, como se fizesse em parte a obra de Deus e em parte a obra do homem; mas apenas que Deus efetua essa obra em parte pela instrumentalidade do homem como ser racional, requerendo dele devota e inteligente cooperação com o Espírito. Que o homem precisa cooperar com o Espírito de Deus se deduz: (a) das repetidas advertências contra males e tentações, que claramente implicam que o homem deve agir dinamicamente no empenho para evitar as armadilhas da vida, Rm 12.9, 16, 17; 1 Co 6.9, 10; Gl 5.16-23; e (b) das constantes exortações a um viver santo. Estes fatos implicam que o crente deve ser inteligente no emprego dos meios a seu dispor, para o aperfeiçoamento moral e espiritual da sua vida, Mq 6.8; Jo 15.2, 8, 16; Rm 8.12, 13; 12.1, 2, 17; Gl 6.7, 8, 15.

Levando em conta o que já comecei respondendo aqui, poderemos concluir como resolvido todos os questionamentos feitos nos focando na passagem lida inicialmente. Vejamos:

1) Porque o pecado trás enfraquecimento ao cristão.
Israel tinha um inimigo em menor número, mas por causa de seus pecados, perderam a luta. No texto diz: “Não suba todo o povo; subam uns dois ou três mil homens, a ferir Ai; não fatigueis ali todo o povo, porque são poucos os inimigos”. (Js.7:3).

2) Porque o pecado de um trás consequências sobre todos.
Deus não diz que Acã pecou, mas que os filhos de Israel prevaricaram. No texto diz: “Prevaricaram os filhos de Israel nas coisas condenadas; porque Acã, filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Zera, da tribo de Judá, tomou das coisas condenadas. A ira do SENHOR se acendeu contra os filhos de Israel”. (Js.7:1).

3) Porque o pecado trás abatimento emocional e de alma.
Josué demonstrou um claro desequilíbrio emocional. Sua alma se encontrava prostrada, expressando no corpo. Tudo isso por consequência do pecado alheio. E Josué, sem saber de nada, estava abatido por perder uma guerra para um exército bem menor do que o seu (cf. v.6-9).

4) Porque para o pecado só existe uma estrada a ser trilhada: arrependimento, perdão e santificação.
Deus manda Josué se levantar e perceber que houve pecado entre o povo e que ele deveria conduzir o povo a santificação, a consagração. No texto diz: “Então, disse o SENHOR a Josué: Levanta-te! Por que estás prostrado assim sobre o rosto? Israel pecou, e violaram a minha aliança [...] Dispõe-te, santifica o povo e dize: Santificai-vos para amanhã, porque assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Há coisas condenadas no vosso meio, ó Israel; aos vossos inimigos não podereis resistir, enquanto não eliminardes do vosso meio as coisas condenadas”. (Js.7:10-13).

Referências:
Bíblia Almeida Revista e Atualizada
Berkhof, Louis. Teologia Sistemática. Cultura Cristã. 2011.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

"Jesus virá” o que isso envolve?


Texto inicial: “Se alguém não ama o Senhor, seja anátema. Maranata!”. (1Co.16.22).

O mundo quase todo celebra o natal. Que segundo alguns defensores da data, o natal é o dia que se faz lembrança ao nascimento de Cristo. Não entrando aqui no mérito dos equívocos: da data do nascimento de Cristo, e da exploração comercial e ecumênica que é feito nessa data, onde Jesus quando não passa de um menino que nunca cresceu ou cai na subjetividade de um mero nascimento da esperança. Também, não com a mesma proporção, uma parte do mundo celebra a páscoa. Que segundo alguns defensores da data, a páscoa faz lembrança a morte de Jesus Cristo. Não entrando aqui no mérito da questão: páscoa judaica ou páscoa católica. Ou na questão do quê os evangélicos têm haver com isso. O fato é que pouco ou quase nada se fala ou se ensina hoje de que Jesus está vivo e deixou promessas claras que voltaria. Podemos conferir a princípio três versos onde temos a constatação desse evento: João 14.1-3; 1Coríntios 11.26 e Atos 1.10,11. A Bíblia apresenta quatro pilares fundamentais da fé cristã: Criação, Queda, Redenção e Consumação. Falar da volta de Cristo é falar desse último pilar da fé: a consumação. Não é por acaso que Jesus diz no livro do Apocalipse: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim”. (idem 22.13). 

Portanto, podemos e devemos falar mais da volta de Jesus. E proponho uma pergunta bem sugestiva: “Jesus virá”, o que isso envolve? Creio que a resposta dessa pergunta nos ajudará bastante a entendermos, amarmos e esperamos a vinda de Jesus Cristo.

1 – Envolve a ressurreição dos mortos (1Co.15.1-19; 20-26; 35-49);

Falar que Jesus virá novamente envolve ressurreição dos mortos. A Bíblia nos fala que quando Jesus vier, ele ressuscitará os mortos (cf 1Ts.4.13-18). O apóstolo Paulo começa nesse capítulo 15 fazendo uma apologia sobre a ressurreição de Cristo. Pois, os cristãos de Corínto, por serem gregos, tinham dificuldades de aceitar o ensino da ressurreição dos mortos devido a filosofia grega chamada “dualismo”. Pensamento filosófico que dividia o bem e o mal entre espiritual e material. Isto é, o bem abrangia todo o lado espiritual e o mal: todo o lado material. Assim, o que os apóstolos afirmavam sobre ressurreição, que é o corpo material voltar a viver, desafia a crença grega de que a matéria era má. Por isso Paulo faz apologia a ressurreição dos mortos do verso 1 a 19 com base na ressurreição de Cristo.

Do verso 20 a 26 ele passa a explanar sobre a ressurreição. O objetivo, e ordem da ressurreição: primeiro Cristo, depois nós. A origem da morte em Adão e a origem da ressurreição em Cristo. Morte por conseqüência do pecado de Adão; ressurreição por conseqüência da obediência de Cristo. Como somos pecadores o tanto quanto Adão, só temos como opção a morte. Porém, Cristo, em sua abundante graça nos oferece ressurreição por sua obediência. E Deus, o Pai, aceitou a oferta:

“o qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação”. (Rm.4.25). A morte de Jesus se tornou vicária para nossa justificação (em meu e teu lugar) e a ressurreição de Jesus se tornou a aceitação divina.

Do verso 35-49 Paulo conclui detalhando a ressurreição. Que assim como há corpo natural haverá corpo espiritual. O homem terreno e o homem espiritual. Tudo com base em Adão e Cristo.

Reflexão: Você crer na ressurreição? Em Rm.10.9 Paulo fala de um confissão de fé com base na ressurreição de Cristo. E que essa confissão implica na salvação. Pois a ressurreição de Cristo é a confirmação de que Deus nos perdoou e justificou. Se você não crer na ressurreição, não crer no perdão e nem na justificação dada por Deus em Cristo. Alguns cristãos de Corínto acreditavam nas confissões de fé do cristianismo como os demônios acreditavam (Tg.2.19). Apenas por convencimento, e nunca por submissão a Deus. Permanecem rebeldes ao santo ensino. Você aceita a morte e confia que Cristo te ressuscitará? Essa confiança na tua ressurreição está baseada em tuas obras ou na obra de Cristo? (Rm.9.16 e 3.23-26).

2 – Envolve: juízo e condenação de Satanás, seus anjos e da humanidade ímpia (Ap.20.6 cf c/ Rm.6.23 e Ap.20.14b);

Falar que Jesus virá novamente envolve também o JUÍZO de Deus (cf 2Pe.2.9). Porém, o cristão verdadeiro não passará por isso (cf Rm.8.1). Pois creu no juízo de Deus que foi posto sobre o próprio filho em seu lugar (cf Gl.3.13). O JUÍZO de Deus vai ser algo que foge a nossa compreensão de pavor e condenação. Logo em sua vinda a Bíblia nos diz que Jesus virá: “em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder”. (2Ts.1.8,9). A Bíblia fala que quando Cristo vir ele julgará os segredos do coração humano (cf Rm.2.16). Ele virá com grande ira contra a maldade humana (cf Ap.6.12-17). Deus julgará a humanidade com base no livro da vida (cf Ap.20.15). Sem Cristo, a humanidade não terá como constar seus nomes no livro da vida (cf Êx.32.33). Serão julgadas as obras da carne praticadas pela humanidade (cf Gl.5.19-21; 1Co.6.9,10 e Ap.21.8).

Reflexão: Você já se entregou a Cristo? Você está em Cristo (cf 2Co.5.17)? Seu nome está escrito no livro da Vida porque você acha que faz o bem ou porque você aceita o que Cristo fez por você? Quantas pessoas você conhece e ainda não creram na mensagem do evangelho de Jesus e nem se entregaram a Jesus? Você ora por essas pessoas? O que você tem feito para que essas pessoas conheçam o evangelho da graça de Cristo?

3 – Envolve: o fim do reino humano e das conseqüências do pecado (Ap.21.1-8).

Falar que Jesus virá novamente envolve finalmente falar do FIM. O ômega de Deus! A Bíblia fala do fim do mundo ou do reino humano. Não um fim e acabou-se. Mas, de um fim necessário, para que comece um novo mundo com um reino divino e não mais humano (2Pe.3.10-13). Desde que a humanidade caiu no pecado, Deus reinou por meio de autoridades delegadas (cf Rm.13). Mas, quando Cristo vier, Deus reinará diretamente a humanidade. O pecado não terá mais seus efeitos, onde Paulo escrevendo disse: “O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei” (1Co.15.56). Ele compara o pecado ao “aguilhão” (do grego “ketron”): picada como de abelhas, de escorpiões, como de animais que ferem com ferroadas e que levam a morte. Todavia, quando Cristo vier o pecado será removido (idem v.55).

É com base em tudo isso que o apóstolo João escreve Ap.21.1-8. Ele começa vislumbrando o futuro dizendo: “Vi novo céu e nova terra...”. Falar da vinda de Jesus envolve isso. O fim do velho mundo e do universo que conhecemos. Deus reinará sobre a humanidade pessoalmente. Por isso João escreveu: “... Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles” (v.3). Na vinda de Jesus não haverá mais sofrimentos, nem morte, nem enfermidades. João escreveu: “E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram”. (v.4). João diz que “O vencedor herdará estas coisas”. Quem é o vencedor? Aquele que é nascido de Deus e tem a fé dada por Deus e que vem pelo ouvir Palavra de Deus (1Jo.5.4, Ef.2.8 e Rm.10.17); aquele que crer que Jesus é o filho de Deus (idem v.5) e finalmente, como Paulo disse: “esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”. (Fp.3.13,14).

Reflexão: Você é nascido de Deus? Você estacionou na fé ou persevera no caminho? Você anda olhando para trás? Você está dispondo a aceitar desde agora o reino de Deus sobre a sua vida? (cf Mt.6.10). Ou você quer reinar e controlar sua vida?

sexta-feira, 16 de maio de 2014

O DEUS SANTO QUE PRODUZ SANTIFICAÇÃO PLENA



















“O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”. (1Ts.5.23)

Deus tem o poder santificador sobre nossas vidas. E esse poder é que vai operar em nós através dos benefícios da graça concedidos por Deus em Cristo. O apóstolo Paulo nessa passagem não exige que nos santifiquemos, mas revela o outro lado impossível a nós de realizarmos no processo de santificação. Homem nenhum se santifica sem a graça de Deus. Assim, o início das palavras de Paulo é a resposta divina para o socorro de nossa luta contra o mal, conforme ele pede na carta: “abstende-vos de toda forma de mal”. (v.22). O Novo Testamento revela uma participação divina na santificação do homem, atribuição que no Antigo Testamento se resumia unicamente ao homem, numa luta frustrada pela obediência a Lei divina. E assim, Deus é que santifica e vai santificar o ser humano alcançado por sua graça.

A santificação que procede de Deus vai agindo no cristão de maneira quase não percebida por nós. Se não fosse a Palavra de Deus não saberíamos como. Vejamos:

1) Primeiramente, Deus trás santificação aquele que se rendeu a Cristo através daquilo que Jesus efetuou na cruz. Que, resumidamente, chamamos de “seu sangue”. Que na verdade, quer dizer sua oferta pelo pecado. A morte de Jesus por nós resultou em perdão e santificação de nossos pecados. Isso já vinha sendo exposto por Deus desde o Antigo Testamento, com a oferta dos animais pelos pecados dos homens. Agora, vindo Cristo ao mundo, sua oferta foi perfeita e definitiva (veja Gl.1.4; 1Co.15.3; 1Jo.4.10; 1Pe.1.19; etc.).

2) Em seguida, Deus trás santificação ao cristão durante toda a sua vida através de mensagem deixada em sua Palavra. Deus usa a sua Palavra escrita que foi inspirada pelo Espírito Santo (2Tm.3.16) para santificar nossas vidas. Toda vida que esta Palavra é lida ou proclamada suas palavras trazem fé (Rm.10.17); e produz eficazmente o seu objetivo de revelar a vontade de Deus para vida do ser humano (Hb.4.12). Jesus intercedeu por todos os cristãos para que eles fossem santificados nessa Palavra (Jo.17.17). É a Palavra que vai instruir o cristão ao caminho da santidade. Por exemplo: a orar, a se congregar, a jejuar, a evangelizar e discipular, a saber o que desagrada a Deus, a praticar boas obras, etc.

3) E como penhor, nos dar o seu Espírito Santo, que atua na vida do pecador depravado arrancando-o de seu estado desgraçado para uma nova vida. A obra da regeneração provocada pelo Espírito de Deus no remido lhe trás uma nova criação, para que ande em novidade de vida. “penhor” quer dizer “pagamento inicial como garantia de que a soma total será mais tarde”. Isto é, o Espírito Santo nos santificando é só o começo do que fará plenamente em nossas vidas na consumação de todas as coisas (veja 2Co.1.22; 5.5; Ef.1.14). A presença do Espírito Santo na vida do cristão inibe a presença do pecado. Por isso Paulo escreveu: “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1Co.3.16). Em outra carta ele escreveu: “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele”. (Rm.8.9).

Em fim, Deus nos santificará até o dia em que Cristo voltar. E ele age santificando-nos por completo. Em todas as áreas de nossa humanidade PRECISA DE SANTIFICAÇÃO:

“e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis”.

Em nosso espírito: o espírito humano é uma partícula divina, imaterial, inorgânica, imortal, dada por Deus no ato de sua criação fazendo-o a sua imagem e semelhança (Gn.1.26; Ec.12.7). Assim como o corpo, esse espírito humano foi afetado pelo pecado (ver 2Co.7.1). Paulo manda a igreja de Corinto se purificar de toda impureza, aperfeiçoando a santidade, não que o ser humano possa fazer isso por conta própria, mas por conta da Palavra que é ministrada, que produz fé e revela vontade de Deus em nossas vidas.

Em nossa alma: a alma humana é produto da junção corpo e espírito. Como o espírito, a alma é inorgânica e imaterial. Sendo, portanto, imortal, e intimamente ligada ao espírito. Gerando um ser com vontades, pensamentos e raciocínio. A alma foi a parte mais afetada pelo pecado, pois é a fonte geradora das vontades e ações que se expressão no corpo. Jesus nos revelou isso quando disse: “Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias”. (Mt.15.19). O coração é figura de linguagem para retratar a alma humana. Quando o homem caiu de seu estado original desobedecendo ao Criador, sua vontade ficou refém do mal adquirido. Por isso Paulo escreveu: “Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim”. (Rm.7.17). Jesus já havia revelado isso aos seus discípulos quando disse: “Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado”. (Jo.8.34). Assim, a alma humana, que consiste em: vontade, pensamento e raciocínio, como escreveu Paulo: “... tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos”. (Rm.1.21,22).

Em nosso corpo: o corpo humano é a parte visível, orgânica, que por ocasião do pecado, tornou-se mortal. Sendo ele o instrumento da iniqüidade por influencia da alma pecadora. Paulo falando dos benefícios da graça de Deus na vida dos cristãos encerra dizendo: “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça. Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça”. (Rm.6.12-14).

CONCLUSÃO

O fato é que Deus cuida do salvo. Ele não vai deixá-lo a mercê de satanás e nem do pecado (ver Jo.10.28). Como escreveu Paulo aqui: “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”. Deus é mantenedor dos salvos pela sua santificação proposta que conspira a favor dos cristãos. Seja no sangue de Cristo, seja na Palavra divina, seja no penhor do Espírito.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Descobrindo quem somos (uma mensagem para todos os cristãos).



A maior dificuldade da igreja de Cristo ser impactante como deveria ser nesse mundo é a descoberta de quem somos quanto povo de Deus. E não só a descoberta, mas a concretização dessa descoberta na vida prática da igreja. Imagine você se todas as congregações espalhadas pelo Brasil e mundo a fora tomassem realmente posse de sua identidade como a Bíblia assim declara a igreja de Cristo ser? Imagine uma igreja local vivenciando, concretizando, pessoa a pessoa, as declarações bíblicas de quem somos? Pode ter certeza, o Diabo conspira contra nós para que não venhamos a alcançar isso. O mundo não quer e planeja de tudo para que não sejamos o que devemos ser. Até mesmo alguns que estão entre nós conspiram para que não venhamos a ser o que temos de ser. Todos, exceto Jesus, conspiram contra nós para que venhamos a permanecer numa postura amistosa, neutra e omissa quando aquilo que deveríamos ser. Pode ter certeza disso.

Mas, Deus é maior. Ele é o rei do seu reino. E aqueles que estiverem sob o seu domínio, não vão durar muito tempo nessa inércia. Assim, creio eu. Jesus é o verdadeiro dono da igreja. E ele há de despertá-la, como sempre fez no decorrer da história, e em nossa geração não vai ser diferente. Creio que vontade divina e a responsabilidade humana caminhando juntos, uma igreja local na redondeza, bairro, cidade, estado, nação e mundo ao seu redor sofrerão um impacto poderoso de salvação e temor de Deus.

A grande questão é descobrir o que somos, não apenas uma descoberta intelectual ou informativa, mas uma descoberta pessoal, vivencial, experimental de ser igreja de Cristo. Que, por pertencer a ela, se descobrir o seu potencial como tal. E como disse anteriormente, os inimigos de Deus, conspiram para que não tenhamos essa descoberta intima e pessoal. Meu desejo é que ao passarmos pelos textos bíblicos que vou citá-los aqui possamos receber com fé e com disposição de alma para o que será semeado através do poder da Palavra de Deus pregada aqui.

Um ajuntamento de pessoas edificadas sobre um fundamento tão firme que o inferno não pode detê-las quanto entram em ação para salvação de vidas. Jesus disse: “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. (Mateus 16.18).

Precisamos fundamentar nossa fé na PEDRA. E a pedra não pode ser o homem, mas Cristo (cf 1Co.3.11; 1Pe.2.4) filho de Deus, divina (cf Jo.1.1,14). Uma igreja fundamentada no homem não tem poder de salvação de vidas. As portas do inferno prevalecerão! O que fazer? Despir-nos do feitio e mérito humano. Fazer uma verdadeira limpeza da glória humana em toda a nossa maneira de ser: culto, mensagem, canção, atitudes, etc. Onde colocamos a nossa sustentação? Onde fica no final das contas, na hora do vamos ver, a nossa fundamentação?

Um povo conhecido por Deus antes de tudo ser criado, predestinados por ele para serem como seu filho Jesus, chamados por Deus, justificados e glorificados. Um povo em que não há acusação e nem condenação alguma contra ele. Um povo que nada vai separá-lo do amor de Cristo. (Cf Romanos 8.29-39).

Não te como fugirmos dessa realidade. Se você faz parte da igreja de Cristo verdadeiramente. A descoberta de quem você é quanto povo de Deus não tardará a vir. E é a fé que nos moverá na direção dessa descoberta. Pois, é a nossa fé que vence o mundo (cf 1Jo.5.4). E como nascidos de Deus, essa fé irá ganhando força e espaço no corpo de Cristo. A fé vem pelo o ouvir a Palavra de Deus (cf Rm.10.17). Creio que nesse momento há produção de fé em teu coração! Creia! Você é isso que o texto está dizendo aqui. Jesus disse aos seus discípulos: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte”. (Mt.5.14).

Um povo que quando unido se torna o corpo de Cristo na Terra. (cf 1Coríntios 12.12-27). Sempre que em uma congregação, que é a expressão visível da igreja de Cristo na terra, se torna unida. Há ali a presença de Cristo. Todavia, quando cada membro desse corpo busca fazer o que quer e o que acha certo sem o consentimento mútuo ou comum, sem a fonte moderadora que é a Palavra de Deus, não há corpo de Cristo, mas pedaços dele. E um corpo dilacerado não tem vida. O Diabo sabe disso, e por isso luta por divisões nas congregações. E ele aposta nas mais melindrosas. Pois, são mais difíceis de serem detectadas pela liderança da igreja. Panelinhas, partidarismos, grupos fechados, predileções, são os dardos iniciais e silenciosos que ele lança constantemente contra a igreja. O apóstolo Paulo percebeu isso na igreja de Corínto, e escreveu denunciando esses dardos buscando despertar a igreja para a unidade (cf. 1Co.3.1-9). De que lado você está? Do que divide ou do que une? Você tem sido instrumento dessa unidade no corpo?

Um povo eleito, sacerdotes do rei, nação santa e de propriedade exclusiva de Deus para serem proclamadores do caráter divino ao mundo. “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. (1Pedro 2.9). A igreja de Cristo é formada por pessoas escolhidas por Deus, e não um arraial de ímpios que talvez si convertessem. Fiel é aquele que chama, ele transforma, ele muda, a igreja deve ser o lugar dos santos! A eleição já ocorreu, e muitos de nós ficamos a aguardar essa eleição. Quando na verdade já foi feita por Deus (cf. 1Pe.1.2). Deus reina sobre a terra, e o seu povo atua nessa terra como sacerdotes dele, como nação dele, como propriedade “exclusiva”, isto é, não é propriedade do mundo, mas de Deus, e quem deve está dentro desse povo são só os que pertencem a ele. E como conseqüência disso, o caráter divino é tanto proclamado quanto vivido, por palavras e obras dessa igreja. Isso quer dizer que o joio não deve estar na igreja, jamais! O joio está no mundo (cf. Mt.13.38). Bem como o trigo também. E ambos vão ter os seus destinos. Jesus disse que “o joio são os filhos do maligno”. Ora, se a igreja é propriedade exclusiva de Deus, quem deve estar nela deve ser somente trigo que “são os filhos do reino”. Assim, a igreja não é lugar para joio. E não é preciso esperar a grande colheita para que façamos a limpeza na casa! Conforme a parábola, a grande colheita será feita no mundo e os anjos que farão isso! Já na igreja, só há os eleitos! Sabendo disso tudo, o que você fará agora? Há tempo ainda para esperar? Quem é você? Descubra e faça a diferença!

sábado, 1 de março de 2014

O AGIR DE DEUS E A RESISTÊNCIA DO MAL















Texto base: Marcos 5.1-20

Os discípulos estavam indo pelo mar da Galiléia em direção da região de Gadara e se deparam com uma forte tempestade. Jesus, inusitadamente, aparece a eles no meio da tempestade, e põe fim nela. Ao desembarcarem na “terra dos gerasenos” logo veio ao encontro um homem possesso de espírito imundo. No confronto, Jesus interroga ao demônio qual era o seu nome. “Legião”, a resposta mostrou o quanto agia o mal sobre aquele homem possesso. Nos regimentos militares romanos, uma legião equivalia aproximadamente em 6 mil soldados. Imagine o quanto o mal se une para fazer resistência ao agir de Deus. Embora essa quantidade de forças do mal empenhada, Jesus não estava ali para perder a sua viagem. Diante dessa batalha espiritual podemos retirar grandes lições para nossa vida. Entre elas:

1ª Lição: Atitudes de reverência não expressam exatamente submissão a Cristo. “Quando, de longe, viu Jesus, correu e o adorou”. (v.6).

Essa é a primeira lição que descobrimos no texto e que nos trás uma profunda avaliação de culto. Ora, os demônios estão aqui nesse trecho prostrados diante de Cristo. Nem por isso significava que eles concordassem com Jesus ou confiassem em sua autoridade sob eles. Enquanto cristãos, será que somos realmente submissos a Jesus? O fato de nos prostrarmos diante dele não significa que somos exatamente submissos. Precisamos refletir muito sobre essa lição. Submissão é muito mais que obediência. Podemos obedecer alguém, sem, porém, confiar. Você confia em Jesus? Acredita em sua mensagem? Em suas promessas? Está disposto a professar fé nele, mesmo quando tudo parecer perdido?

2ª Lição: Não há nada em comum entre o reino de Deus e o reino do Diabo. “Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo?”. (v.7).

Essa expressão era muito comum na Palestina para definir divergência entre lados. Isto é, o reino das trevas não tem nada em comum com o reino de Deus. Exemplos:

Quando o endemoninhado foi liberto, viu-se que ele ficara em “perfeito juízo” (v.15). Entretanto, quando se estar no reino das trevas, as pessoas se tornam como loucos e sem juízo. Caindo ao chão inconsciente e com histeria. Em que reino você tem andando? No de Deus ou no do Diabo?

O culto que prestamos a Deus é espontâneo. Já o culto prestado ao Diabo, ele oferece uma barganha para te convencer a adorá-lo. Vejamos a oferta dele para Cristo quando o tentara: “Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares”. (cf Mateus 4.8,9). Que reino você pertence? Em que reino você tem andado? De Deus ou do Diabo? De que lado estás?

3ª Lição: Os demônios lutam muito por permanecer em locais onde investiram tempo e maldades. “E rogou-lhe encarecidamente que os não mandasse para fora do país”. (v.10).

Esse clamor dos demônios nos deixa atentos para as formas de agir do mal. Precisamos conhecer nosso adversário. O Diabo não resistirá fácil daquilo que conquistou. Por isso, não podemos subestimar suas astúcias. Aprendemos aqui que o Diabo luta o bastante para conquistar terreno, e que não está disposto nem um pouco a perder espaço. Outra coisa que aprendemos aqui é que precisamos orar por nossa pátria e por nossa gente. Vejamos o quanto a maldade deseja se alojar em um lugar. Sigamos as sábias palavras: “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”. (Tiago 4.7). E ainda: “nem deis lugar ao diabo”. (Efésios 4.27).

4ª Lição: O reino de Deus incomoda pessoas que só pensam obter lucros e manter a rotina de suas vidas. “Então, saiu o povo para ver o que sucedera... E entraram a rogar-lhe que se retirasse da terra deles”. (v.14,17).

Os donos daquelas terras pouco perceberam o bem que Jesus fizera ao endemoninhado. Que estava em perfeito juízo. Entretanto, seus olhos estavam nos bens que foram perdidos ao precipitar aqueles porcos no despenhadeiro. Jesus quebrou a rotina daquelas pessoas, e elas, estavam pouco interessadas em mudanças. Veja o quanto é ruim uma vida regrada em bens materiais e rotina. Jesus não encontra lugar em vidas assim! Observe se sua vida não é assim. Ti incomoda abrir mão de coisas materiais por uma vida? Faz mal mudanças em tua vida? O que realmente ti importa? Você está disposto a abrir mão de sua zona de conforto para lutar por libertação de vidas?

5ª Lição: O espírito aventureiro vocacional e missionário muitas vezes deve ser trocado pelo cuidado com os de nossa própria casa, cidade ou pátria. “Ao entrar Jesus no barco, suplicava-lhe o que fora endemoninhado que o deixasse estar com ele. Jesus, porém, não lho permitiu, mas ordenou-lhe: Vai para tua casa, para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti”. (v.18,19).

Aquele homem liberto de seus demônios, agora queria ir com Jesus. Todavia, ele lhe manda ficar. E dar testemunho de sua vida para os seus. Às vezes queremos ir mundo afora anunciar Jesus, enquanto que em nossa própria casa ou cidade ou pátria, não fazermos isso. Aqui está uma forte lição para muitos que querem se aventurar em missões sem que antes façam isso entre os seus.