quarta-feira, 2 de abril de 2014

Descobrindo quem somos (uma mensagem para todos os cristãos).



A maior dificuldade da igreja de Cristo ser impactante como deveria ser nesse mundo é a descoberta de quem somos quanto povo de Deus. E não só a descoberta, mas a concretização dessa descoberta na vida prática da igreja. Imagine você se todas as congregações espalhadas pelo Brasil e mundo a fora tomassem realmente posse de sua identidade como a Bíblia assim declara a igreja de Cristo ser? Imagine uma igreja local vivenciando, concretizando, pessoa a pessoa, as declarações bíblicas de quem somos? Pode ter certeza, o Diabo conspira contra nós para que não venhamos a alcançar isso. O mundo não quer e planeja de tudo para que não sejamos o que devemos ser. Até mesmo alguns que estão entre nós conspiram para que não venhamos a ser o que temos de ser. Todos, exceto Jesus, conspiram contra nós para que venhamos a permanecer numa postura amistosa, neutra e omissa quando aquilo que deveríamos ser. Pode ter certeza disso.

Mas, Deus é maior. Ele é o rei do seu reino. E aqueles que estiverem sob o seu domínio, não vão durar muito tempo nessa inércia. Assim, creio eu. Jesus é o verdadeiro dono da igreja. E ele há de despertá-la, como sempre fez no decorrer da história, e em nossa geração não vai ser diferente. Creio que vontade divina e a responsabilidade humana caminhando juntos, uma igreja local na redondeza, bairro, cidade, estado, nação e mundo ao seu redor sofrerão um impacto poderoso de salvação e temor de Deus.

A grande questão é descobrir o que somos, não apenas uma descoberta intelectual ou informativa, mas uma descoberta pessoal, vivencial, experimental de ser igreja de Cristo. Que, por pertencer a ela, se descobrir o seu potencial como tal. E como disse anteriormente, os inimigos de Deus, conspiram para que não tenhamos essa descoberta intima e pessoal. Meu desejo é que ao passarmos pelos textos bíblicos que vou citá-los aqui possamos receber com fé e com disposição de alma para o que será semeado através do poder da Palavra de Deus pregada aqui.

Um ajuntamento de pessoas edificadas sobre um fundamento tão firme que o inferno não pode detê-las quanto entram em ação para salvação de vidas. Jesus disse: “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. (Mateus 16.18).

Precisamos fundamentar nossa fé na PEDRA. E a pedra não pode ser o homem, mas Cristo (cf 1Co.3.11; 1Pe.2.4) filho de Deus, divina (cf Jo.1.1,14). Uma igreja fundamentada no homem não tem poder de salvação de vidas. As portas do inferno prevalecerão! O que fazer? Despir-nos do feitio e mérito humano. Fazer uma verdadeira limpeza da glória humana em toda a nossa maneira de ser: culto, mensagem, canção, atitudes, etc. Onde colocamos a nossa sustentação? Onde fica no final das contas, na hora do vamos ver, a nossa fundamentação?

Um povo conhecido por Deus antes de tudo ser criado, predestinados por ele para serem como seu filho Jesus, chamados por Deus, justificados e glorificados. Um povo em que não há acusação e nem condenação alguma contra ele. Um povo que nada vai separá-lo do amor de Cristo. (Cf Romanos 8.29-39).

Não te como fugirmos dessa realidade. Se você faz parte da igreja de Cristo verdadeiramente. A descoberta de quem você é quanto povo de Deus não tardará a vir. E é a fé que nos moverá na direção dessa descoberta. Pois, é a nossa fé que vence o mundo (cf 1Jo.5.4). E como nascidos de Deus, essa fé irá ganhando força e espaço no corpo de Cristo. A fé vem pelo o ouvir a Palavra de Deus (cf Rm.10.17). Creio que nesse momento há produção de fé em teu coração! Creia! Você é isso que o texto está dizendo aqui. Jesus disse aos seus discípulos: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte”. (Mt.5.14).

Um povo que quando unido se torna o corpo de Cristo na Terra. (cf 1Coríntios 12.12-27). Sempre que em uma congregação, que é a expressão visível da igreja de Cristo na terra, se torna unida. Há ali a presença de Cristo. Todavia, quando cada membro desse corpo busca fazer o que quer e o que acha certo sem o consentimento mútuo ou comum, sem a fonte moderadora que é a Palavra de Deus, não há corpo de Cristo, mas pedaços dele. E um corpo dilacerado não tem vida. O Diabo sabe disso, e por isso luta por divisões nas congregações. E ele aposta nas mais melindrosas. Pois, são mais difíceis de serem detectadas pela liderança da igreja. Panelinhas, partidarismos, grupos fechados, predileções, são os dardos iniciais e silenciosos que ele lança constantemente contra a igreja. O apóstolo Paulo percebeu isso na igreja de Corínto, e escreveu denunciando esses dardos buscando despertar a igreja para a unidade (cf. 1Co.3.1-9). De que lado você está? Do que divide ou do que une? Você tem sido instrumento dessa unidade no corpo?

Um povo eleito, sacerdotes do rei, nação santa e de propriedade exclusiva de Deus para serem proclamadores do caráter divino ao mundo. “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. (1Pedro 2.9). A igreja de Cristo é formada por pessoas escolhidas por Deus, e não um arraial de ímpios que talvez si convertessem. Fiel é aquele que chama, ele transforma, ele muda, a igreja deve ser o lugar dos santos! A eleição já ocorreu, e muitos de nós ficamos a aguardar essa eleição. Quando na verdade já foi feita por Deus (cf. 1Pe.1.2). Deus reina sobre a terra, e o seu povo atua nessa terra como sacerdotes dele, como nação dele, como propriedade “exclusiva”, isto é, não é propriedade do mundo, mas de Deus, e quem deve está dentro desse povo são só os que pertencem a ele. E como conseqüência disso, o caráter divino é tanto proclamado quanto vivido, por palavras e obras dessa igreja. Isso quer dizer que o joio não deve estar na igreja, jamais! O joio está no mundo (cf. Mt.13.38). Bem como o trigo também. E ambos vão ter os seus destinos. Jesus disse que “o joio são os filhos do maligno”. Ora, se a igreja é propriedade exclusiva de Deus, quem deve estar nela deve ser somente trigo que “são os filhos do reino”. Assim, a igreja não é lugar para joio. E não é preciso esperar a grande colheita para que façamos a limpeza na casa! Conforme a parábola, a grande colheita será feita no mundo e os anjos que farão isso! Já na igreja, só há os eleitos! Sabendo disso tudo, o que você fará agora? Há tempo ainda para esperar? Quem é você? Descubra e faça a diferença!

sábado, 1 de março de 2014

O AGIR DE DEUS E A RESISTÊNCIA DO MAL















Texto base: Marcos 5.1-20

Os discípulos estavam indo pelo mar da Galiléia em direção da região de Gadara e se deparam com uma forte tempestade. Jesus, inusitadamente, aparece a eles no meio da tempestade, e põe fim nela. Ao desembarcarem na “terra dos gerasenos” logo veio ao encontro um homem possesso de espírito imundo. No confronto, Jesus interroga ao demônio qual era o seu nome. “Legião”, a resposta mostrou o quanto agia o mal sobre aquele homem possesso. Nos regimentos militares romanos, uma legião equivalia aproximadamente em 6 mil soldados. Imagine o quanto o mal se une para fazer resistência ao agir de Deus. Embora essa quantidade de forças do mal empenhada, Jesus não estava ali para perder a sua viagem. Diante dessa batalha espiritual podemos retirar grandes lições para nossa vida. Entre elas:

1ª Lição: Atitudes de reverência não expressam exatamente submissão a Cristo. “Quando, de longe, viu Jesus, correu e o adorou”. (v.6).

Essa é a primeira lição que descobrimos no texto e que nos trás uma profunda avaliação de culto. Ora, os demônios estão aqui nesse trecho prostrados diante de Cristo. Nem por isso significava que eles concordassem com Jesus ou confiassem em sua autoridade sob eles. Enquanto cristãos, será que somos realmente submissos a Jesus? O fato de nos prostrarmos diante dele não significa que somos exatamente submissos. Precisamos refletir muito sobre essa lição. Submissão é muito mais que obediência. Podemos obedecer alguém, sem, porém, confiar. Você confia em Jesus? Acredita em sua mensagem? Em suas promessas? Está disposto a professar fé nele, mesmo quando tudo parecer perdido?

2ª Lição: Não há nada em comum entre o reino de Deus e o reino do Diabo. “Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo?”. (v.7).

Essa expressão era muito comum na Palestina para definir divergência entre lados. Isto é, o reino das trevas não tem nada em comum com o reino de Deus. Exemplos:

Quando o endemoninhado foi liberto, viu-se que ele ficara em “perfeito juízo” (v.15). Entretanto, quando se estar no reino das trevas, as pessoas se tornam como loucos e sem juízo. Caindo ao chão inconsciente e com histeria. Em que reino você tem andando? No de Deus ou no do Diabo?

O culto que prestamos a Deus é espontâneo. Já o culto prestado ao Diabo, ele oferece uma barganha para te convencer a adorá-lo. Vejamos a oferta dele para Cristo quando o tentara: “Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares”. (cf Mateus 4.8,9). Que reino você pertence? Em que reino você tem andado? De Deus ou do Diabo? De que lado estás?

3ª Lição: Os demônios lutam muito por permanecer em locais onde investiram tempo e maldades. “E rogou-lhe encarecidamente que os não mandasse para fora do país”. (v.10).

Esse clamor dos demônios nos deixa atentos para as formas de agir do mal. Precisamos conhecer nosso adversário. O Diabo não resistirá fácil daquilo que conquistou. Por isso, não podemos subestimar suas astúcias. Aprendemos aqui que o Diabo luta o bastante para conquistar terreno, e que não está disposto nem um pouco a perder espaço. Outra coisa que aprendemos aqui é que precisamos orar por nossa pátria e por nossa gente. Vejamos o quanto a maldade deseja se alojar em um lugar. Sigamos as sábias palavras: “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”. (Tiago 4.7). E ainda: “nem deis lugar ao diabo”. (Efésios 4.27).

4ª Lição: O reino de Deus incomoda pessoas que só pensam obter lucros e manter a rotina de suas vidas. “Então, saiu o povo para ver o que sucedera... E entraram a rogar-lhe que se retirasse da terra deles”. (v.14,17).

Os donos daquelas terras pouco perceberam o bem que Jesus fizera ao endemoninhado. Que estava em perfeito juízo. Entretanto, seus olhos estavam nos bens que foram perdidos ao precipitar aqueles porcos no despenhadeiro. Jesus quebrou a rotina daquelas pessoas, e elas, estavam pouco interessadas em mudanças. Veja o quanto é ruim uma vida regrada em bens materiais e rotina. Jesus não encontra lugar em vidas assim! Observe se sua vida não é assim. Ti incomoda abrir mão de coisas materiais por uma vida? Faz mal mudanças em tua vida? O que realmente ti importa? Você está disposto a abrir mão de sua zona de conforto para lutar por libertação de vidas?

5ª Lição: O espírito aventureiro vocacional e missionário muitas vezes deve ser trocado pelo cuidado com os de nossa própria casa, cidade ou pátria. “Ao entrar Jesus no barco, suplicava-lhe o que fora endemoninhado que o deixasse estar com ele. Jesus, porém, não lho permitiu, mas ordenou-lhe: Vai para tua casa, para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti”. (v.18,19).

Aquele homem liberto de seus demônios, agora queria ir com Jesus. Todavia, ele lhe manda ficar. E dar testemunho de sua vida para os seus. Às vezes queremos ir mundo afora anunciar Jesus, enquanto que em nossa própria casa ou cidade ou pátria, não fazermos isso. Aqui está uma forte lição para muitos que querem se aventurar em missões sem que antes façam isso entre os seus.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O poder divino é transformador e transbordante


 Texto principal: Atos 10.1-8, 17-24, 44-48; 11.1-26
 
Muito se fala do poder de Deus, do poder do Espírito Santo, mas pouco se constata a transformação e o transbordar desse poder. Lembro-me agora do profeta Elias diante dos profetas de Baal no monte Carmelo. Quando Elias preparou o seu altar, mandou cavar valas e colocar água. Mandou jogar água sobre o holocausto e sobre o altar. Elias clamou e desceu o poder de Deus em fogo. Consumiu o holocausto e consumiu a água da vala. Deus quando age de verdade, não há possibilidade alguma dele ficar apenas no superficial, numa região, num povo, numa turma, numa cultura ou na esfera religiosa. Quando Deus age, esse agir transforma e transborda ao ponto de alcançar outras áreas da vida e outras culturas.
 
Em nosso texto principal, temos essa realidade do agir transformador e transbordante do poder divino. Que através desta mensagem possamos entender mais profundo o que seja poder divino.
 
Temos aqui Pedro, alguém muito focado em sua religião e seus costumes. Depois nos aparece Cornélio, uma pessoa que apesar de seus atos de caridade, precisava de salvação. Alguém de outra cultura, fora da esfera religiosa de Pedro. Temos ainda os demais não judeus, a família e amigos e Cornélio. Os discípulos que haviam sido dispersos por toda a região da Fenícia, Chipre e Antioquia, mas não anunciavam a palavra para eles. Porém, apenas aos judeus. Mas, temos também, alguns deles que eram de Chipre e de Cirene que foram até Antioquia, mas pregavam também aos gregos. Temos também a alegria de Barnabé que, ao tomar conhecimento das coisas que acontecem entre os gentios e partiu atrás de Saulo (Paulo) e encontrando-o, trás para Antioquia onde lá ensinam o evangelho a numerosa multidão. DEPOIS DE TUDO ISSO, eles foram, pela primeira vez, chamados de Cristãos.
 
É nesse cenário de grande transformação, resultado do poder divino que transborda onde vamos meditar em algumas lições que foram retiradas do texto principal.
 
1ª Lição: O poder divino chega a onde não imaginamos (11.5-10).
O apóstolo Pedro não imaginou essas coisas que viu. O poder divino chegou até ele visando transformar sua visão rasteira do poder divino e fazer transbordar em áreas externas de sua vida religiosa.

Precisamos do poder divino verdadeiro. Que não se resume apenas no sentir alguma coisa ou ver alguma coisa. Mas, que transborda em áreas imagináveis de nossa vida e de nosso cotidiano. O poder divino verdadeiro tem que tocar no comportamento do filho para com a sua família, do marido para com o lar, da esposa com a casa, do amigo para com os inimigos, do aluno com a sua escola, do cidadão com a sua sociedade. O poder divino não toca só na pele com arrepios, ou na língua com palavras desconhecidas. O poder divino não se define por isso. O agir de Deus é TRANSFORMADOR e TRANSBORDANTE. É esse poder que precisamos em nossas vidas. Isso é que é o poder divino.

Pergunte pra você mesmo: Sua vida se transformou? Aquilo que você afirma ser o poder de Deus em sua vida tem mudado a tua relação com a família? Tem te feito uma pessoa melhor? Outras pessoas têm sido alcançadas por você? Que poder é esse que não transforma a tua rotina?

2ª Lição: o poder divino aproxima os estranhos. (10.24).
Quando Pedro recebe a visão, aparecem os enviados da parte de Cornélio, ele parte para Cesaréia e se encontra com Cornélio. Duas pessoas de diferentes esferas de vida.

Assim é o poder divino. Quando Deus age, ele não se limita as afinidades, o seu poder transborda aproximando os desconhecidos, os estranhos. Quem imaginava em colocar em sua casa uma miniatura de um estábulo de animais? Mas, quando o poder divino foi manifesto sobre a manjedoura e fez vir ao mundo seu filho Jesus naquele estábulo. O imundo se tornou santo, o desconhecido ou desprezado se tornou o centro das atenções. No mês de dezembro, nos mais importantes Shopings de uma cidade, aquele local fedido se transforma em belo.

Eu creio no poder divino, quero esse poder na minha vida. Mas, esse poder que transborda, transformando minha realidade de vida, que ultrapasse os limites das afinidades. Que me aproxime dos desconhecidos e estranhos. Que me leve a proclamar sobre vidas que jamais imaginava. Que faça do desconhecido CONHECIDO.

Você deseja esse poder divino sobre tua vida? É mais fácil se limitar em sensações né? É mais fácil dar uns gritos e pulos dentro de um auditório e depois irmos para casa feliz pelo entretenimento gospel. Mas, pode ter certeza, quando o verdadeiro poder divino vem sobre nossas vidas, ela não resistirá às transformações causadas por esse poder. Você não precisa está preparado para receber esse poder. Deus te capacitará como fez com Pedro!

3ª Lição: O poder divino tem um objetivo principal: conversão (11.12-16,21).
Essas passagens bíblicas em que estamos meditando tudo caminham para um objetivo principal: a conversão de Cornélio. Que mesmo com as suas obras de caridade, estava perdido como qualquer pecador sem Cristo. Tudo se caminhou para que os discípulos entendessem que o agir de Deus tinha esse objetivo principal: a conversão dos não judeus. Inclusive de Antioquia. E observem: só depois que a igreja entendeu o seu propósito (salvação de vidas) foi que passaram a serem chamados de CRISTÃOS (seguidores de Cristo).

Deus não vai agir para saciar desejos egoístas, não vai agir para conceder necessidades superficiais do ser humano sem que lhe mostre a sua MAIOR NECESSIDADE: o novo nascimento! A mão de Deus opera com finalidade específica: salvação do pecador. O poder divino não tem outro foco. Se existe algum poder cujo foco é dar tudo o que queremos, esse poder é diabólico.

Deus está agindo em tua vida? O que você espera do poder divino? Em tua vida e na vida dos que te cercam houve novo nascimento? O que você está esperando para buscar esse poder divino sobre tua vida? Há uma sede em teu coração por esse poder?

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O Alcance da Vida Eterna













Texto: Mateus 19.16-26

A vida eterna não é um assunto tanto popular na igreja evangélica moderna (entre os neo-evangélicos), o motivo nós já sabemos: se prega hoje uma mensagem focada na vida terrena. Todavia, esse assunto foi citado 43 vezes no Novo Testamento e 02 vezes no Antigo Testamento. Isso fora as associações ao assunto de forma indireta. O que de fato merece toda a nossa atenção. Lembro-me das palavras do apóstolo Paulo quando já havia pessoas desse tipo, que se importam mais com a vida terrena do que com a vida eterna; e nisso se tornam inimigos da cruz de Cristo. Pois a promessa da cruz é a vida eterna. Ele escreveu: “... são inimigos da cruz de Cristo. O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas. Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas”. (Fp.3.18-21).

A vida eterna é, à luz da Bíblia, uma esperança de que a morte será vencida com o advento da ressurreição e viveremos para sempre na companhia de Deus em Cristo Jesus. São várias as passagens bíblicas que falam disso, eu poderia ficar citando todas elas aqui, mas o meu objetivo é entregar a mensagem que Deus me deu. E por falar na mensagem, façamos algumas perguntas: É possível alguém alcançar a vida eterna? O ser humano pode ter a vida eterna obedecendo aos mandamentos? A bondade humana é o caminho para a vida eterna? O que Deus faz para que tenhamos a vida eterna? Creio que essas e outras perguntas serão respondidas nas lições que veremos a seguir.

1 – Com a bondade humana não se alcança a vida eterna: “... Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: Por que me perguntas acerca do que é bom? Bom só existe um...” (v.16,17).

Jesus começa o diálogo com o jovem da narrativa lhe confrontando a fragilidade da bondade humana para alcançar a vida eterna. Hoje são muitas as religiões e as crenças que pregam isso: Seja bom, que você vai entrar no céu. A mensagem pregada pelo mundo tem certa semelhança, embora não creia em vida eterna e nem em Deus. Mas, acredita na bondade humana, ao ponto de depositar toda a esperança de uma vida melhor no mundo baseado nisso. Entretanto, a mensagem do evangelho de Cristo tanto é confortante em nos trazer esperança de vida eterna como é de confrontar a maldade humana, seus pecados e conseqüências, que sem Cristo o que herdamos é a morte eterna. Que é, à luz da Bíblia, um afastamento eterno da presença de Deus. Conforme falou o profeta Daniel: “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno”. (Dn.12.2).

Não se engane mais, tua bondade e tua auto-justiça não te levará a vida eterna. Só Deus é bom. Fomos manchados pelo pecado e por mais que venhamos a ter atitudes bondosas na vida, elas não vão apagar a macha do pecado em nós, e nem muito menos evitarão as más atitudes.

2 – Guardar os mandamentos seria uma possibilidade, se fossemos capazes de cumpri-los perfeitamente: “Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos”. (v.17).

Aqui Jesus ainda não responde a pergunta do jovem (aliás, o jovem não consegue ter a reposta, ele vai embora antes). Jesus apenas mostra aquilo que Deus requer da humanidade: a obediência perfeita de sua Lei. O jovem cai na crença legalista de que seja capaz de cumprir perfeitamente a Lei divina perguntando a Jesus: “Quais?” (idem v.18). Ora, se Adão não foi capaz de cumprir o único mandamento (Gn.2.16,17), como seus descendentes conseguiriam sendo muitos? Todavia, Jesus entra no jogo dele respondendo: “Respondeu Jesus: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho; honra a teu pai e a tua mãe e amarás o teu próximo como a ti mesmo”. (ainda no verso 18). Notem que Jesus não cita nem 1/5 da Lei. Apenas alguns, que talvez, eram os que o jovem obedecia. Fato esse que ele responde logo em seguida: “Tudo isso tenho observado”. (v.20). Porém, sua sede pela vida eterna se perde quando se julga ser capaz de herdá-la por suas obras quando pergunta a Jesus: “que me falta ainda?” (v.20). 

Será que não vivemos assim hoje? Na ilusão de que obedecendo a preceitos da lei alcançaremos a vida eterna? Veja bem, não há nenhuma falha na lei divina. Ela é perfeita, boa e santa (cf Rm 7.12). A falha está em nós (idem v.14). Quando o nosso representante falhou, todos nós nascemos com a predisposição para o mal e realizá-lo (cf Rm.3.23 e Gn.6.5).

3 – Somos transgressores da lei divina: “Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu”. (v.21).

Jesus compreende a tentativa frustrada do jovem de alcançar a vida eterna por sua perfeição apontando o seu pecado. Na narrativa de Lucas acrescenta, Jesus diz: “Uma coisa ainda te falta”. (Lc.18.22).

Sempre que nessa vida cairmos na mentira de que nossa obediência a Lei divina vai nos dar a vida eterna aquela voz de Jesus ao jovem ecoará alto e em bom tom em nosso coração: UMA COISA AINDA TE FALTA. 

Desista de buscar a vida eterna pelos teus méritos ainda hoje! Pare de achar que pode cumprir toda a Lei. Tiago escreveu: “Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos. Porquanto, aquele que disse: Não adulterarás também ordenou: Não matarás. Ora, se não adulteras, porém matas, vens a ser transgressor da lei”. (Tg.2.10,11).

Aquele jovem retirou-se triste, por ser dono de muitas propriedades. Era rico. E com certeza a conclusão que temos é que ele não estava disposto a deixar sua avareza, e também não queria desistir de buscar a vida eterna por seus méritos. O que esse jovem deveria ter feito então? Era para ele ter se rendido a Cristo com uma simples exclamação: Salva-me Senhor!

4 – A vida eterna só é possível quando oferecida gratuitamente por Deus: “Ouvindo isto, os discípulos ficaram grandemente maravilhados e disseram: Sendo assim, quem pode ser salvo? Jesus, fitando neles o olhar, disse-lhes: Isto é impossível aos homens, mas para Deus tudo é possível”. (Mt.19.25,26).

Os discípulos insistem em saber a pergunta do jovem rico. E Jesus responde finalmente: A vida eterna é impossível aos homens. Jesus com essas palavras acaba com toda a arrogância humana. Ele elimina todas as facetas modernas de auto-ajuda, senso geral de bondade humana, antigo legalismo e chances ilusórias da conquista própria de vida eterna. Somente Deus pode salvar-nos, somente Deus pode nos trazer a ele para recebermos a vida eterna. E o caminho que ele nos Deus para isso chama-se Jesus Cristo. (cf. Jo.14.6). Ele disse: “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão”. (Jo.10.28). Observe que Jesus diz isso as “suas ovelhas” e que lhe dão ouvidos, ele as conhece e elas o seguem. (cf. v.27).

Se você não der ouvidos ao que foi dito aqui não se comporta como ovelha de Cristo. E quem não é ovelha dele não tem a vida eterna. Todavia, a graça divina te é favorável nesse momento para que se rendas a ele. Para que pare de buscar por seus próprios méritos a vida eterna. Renda-se a Jesus!

terça-feira, 5 de novembro de 2013

SALVAÇÃO PARA VOCÊ E SUA FAMÍLIA















Texto: “Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa”. (At.16.31).

Se eu fosse perguntar aqui: “quem deseja que sua família seja salva?” Com certeza ouviríamos em alto e bom som: “EU”, com letras maiúsculas. Mas, se eu perguntasse: “você confia, crer em Jesus o suficiente ao ponto de que sua família possa ser influenciada por tua fé?” A partir daqui a resposta não é tão forte assim não é? A palavra grega usada na passagem bíblica que traduzimos por casa é “oikos” que quer dizer literalmente “casa”. Todavia, existem as suas sub-definições que vão coincidindo com o contexto. Para o caso aqui do nosso texto temos as seguintes definições: “lar”, “todas as pessoas que formam uma família”, “ocupantes de uma casa”, “família”, “descendentes de alguém”. Alguns pensam que essa declaração de Paulo e Silas foi uma profecia. Seria uma promessa para os cristãos? Não. O que Paulo e Silas estão dizendo é que a salvação daquele homem e de sua família iria depender da fé dele em Jesus Cristo. Fé para a sua própria salvação e fé para orar e testemunhar de Cristo convictamente para os seus familiares para que eles venham ser tocados pela graça da mesma fé para salvação. Isto é, eles associaram o poder de alcance da salvação daquele homem se estendendo para sua família a partir da fé dele por Jesus. Vejamos como isso é relevante para todos nós diante das verdades que estão nesse texto:

1) A salvação não é uma simples doutrina, a salvação é Jesus;

A doutrina mais importante da igreja é a doutrina da salvação. A base da igreja é fundada por Jesus como sua vitória sobre o inferno (Mt.16.18). O que seria isso a não ser salvação? A sua maior missão, que é proclamar o evangelho, está incutido a revelação dos que serão salvos ou não (Mc.16.15,16). E finalmente, a palavra “salvação” é diretamente associada a “Jesus”. Seu nome quer dizer “Yahveh salva ou é salvação”. Isto envolve não só conhecermos a doutrina da salvação, mas sobre Jesus Cristo. Tanto intimamente quanto biblicamente. Como está o teu conhecimento intimo e bíblico da salvação e do salvador? O centro da mensagem da igreja evangélica hoje é a salvação? É o salvador ou o curandeiro? É o redentor ou o abençoador?

2) Crê em Jesus é ser alcançado pela salvação e no transbordar dessa fé a família recebe graça para crer também;

Outra verdade importante que consta no nosso texto principal é essa: O tamanho de sua fé por Jesus acarretará em graça ou mau testemunho para sua família. Observem que a avó e mãe de Timóteo tornaram-se testemunhos vivos de Cristo para ele (2Tm.1.5). Paulo relata que Timóteo, por intermédio delas, conheceu as Escrituras (2Tm.3.14,15). Lídia veio a ser alcançada pela graça de Deus por tamanha fé de Paulo e Silas, com tamanha fé por Jesus saíram de suas casas para fazer missões, e isso resultou na salvação dessa mulher e de sua família (idem v.14,15). É inegável que Timóteo e Lídia e aquele carcereiro de nossa passagem principal foram salvos pelo transbordar da graça com fé salvadora que estavam na vida de Paulo e Silas. Você crê em Jesus o bastante para que siga o seu desafio de “negue-se a si mesmo e siga-me”? Sua fé influencia aos outros? Ou sua fé é tão religiosa (farisaica) que só afasta cada vez mais as pessoas do evangelho? Você crê o suficiente para que outros possam crer?

3) O Espírito Santo trás regeneração por meio da Palavra pregada.

Finalmente, temos essa outra verdade. Paulo vai dizer lá em Efésios que a Palavra de Deus é a espada do Espírito Santo (6.17), depois Pedro vai dizer que a semente incorruptível da nova criação vem mediante a Palavra de Deus (1Pe.1.23). Essa Palavra é pregada sob o poder do Espírito Santo que age eficazmente na vida do ser humano. Como diz o autor aos Hebreus: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração”. (4.12). Como somos preguiçosos em fazer exegese da Bíblia. Quer ver? Quantas vezes nós cristãos já dissemos: “o Espírito Santo convence”. A princípio, muitas vezes dizemos isso para nos aliviar da responsabilidade da proclamação. E, em segundo lugar, não tem essa frase na Bíblia. O que temos escrito é: “Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo”. Infelizmente as Bíblias portuguesas traduzem a palavra grega “elegcho” para o verbo “convencer”. Só que em sua definição no léxico grego nem se quer consta esse verbo. Teremos os significados: “sentenciar, refutar e rebater”. Onde a aplicação desses verbos pelo Espírito Santo acontece através de sua Palavra inspirada por ele mesmo, que deve ser proclamada pela igreja de Cristo. Paulo e Silas não estavam ali calados na prisão, com certeza a Palavra foi proclamada (ver At.16.25) dentro desse lugar. Foram presos por causa da proclamação da mesma. E quando ocorre o tremor de terra naquela região, os presos não cuidam de fugir, pois obviamente Paulo lhes havia falado de uma prisão muito pior. E o carcereiro, ao ver que os presos não fugiram, ele não retomou sua rotina. Ele fez uma pergunta que denuncia a proclamação da Palavra para ele também: “Depois, trazendo-os para fora, disse: Senhores, que devo fazer para que seja salvo?”. (idem 16.30).

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

O TEMPLO DE DEUS TEM QUE SER RECONSTRUÍDO, NÃO PODE PARAR













Texto principal: "Não sabeis vós que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá". 1Co.3.16,17

Há muito tempo atrás, o Templo de Israel havia sido destruído, porque o povo de Israel havia deixado de buscar ao seu Deus Yahveh e de guardar seus mandamentos. Então, sob a permissão de Yahveh, a Bíblia nos conta que o rei da Babilônia: Nabucodonosor invade Jerusalém, destrói o Templo e toda a cidade; e ainda leva o povo cativo. Há mais tempo atrás ainda, o ser humano ao desobedecer ao seu Criador caiu de seu estado de imagem da glória de Deus e honra para um estado desprezível e miserável de pecador. Você pode perceber tamanha semelhança?

Pois, a semelhança continua... Jesus Cristo veio ao mundo para reconstruir um templo superior (Jo.2.19). Não o Templo de pedra, mas um templo de carne, espiritual, para ser morada de Deus: o nosso coração. Não é a toa que o apóstolo Paulo fala o que acabamos de ler aqui. Somos realmente Templo de Deus, mas estamos sendo restaurados ou abandonados em ruínas? Creio que hora de começar a restauração do Templo de Deus em teu coração não percebe? E creio também que os que estão em restauração não se desanimem diante das ameaças externas para parar!

Vamos abrir nossas Bíblias no livro de Esdras e aprender um pouco mais sobre isso? Vejamos:

Esdras 1.1-4: Nada impede o agir de Deus em nossas vidas. Muito tempo depois do rei babilônico Nabucodonosor, um novo reino toma o seu lugar conforme profetizou o profeta Daniel, o rei da Pérsia: Ciro. Esse rei é tocado por Deus Yahveh para ordenar ao povo de Israel a voltarem a Jerusalém e reconstruírem o Templo. Não existe nada e nem ninguém que impeça o agir de Deus. Sua Palavra diz: “Ainda antes que houvesse dia, eu era; e nenhum há que possa livrar alguém das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá?” (Is.43.13). Saiba você, que se hoje mesmo se renderes a Jesus, a obra de restauração de tua vida para ser Templo de Deus começará e ninguém impedirá! E você meu irmão que anda abatido, com as obras de Deus paralisada em tua vida, não desanimes, a Palavra nos diz: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus”. (Fp.1.6).

Esdras 3.10-13: O agir de Deus é tremendo, é emocionante, é poderoso. Quem viu aquele Templo ser destruído, desmoronado pelos babilônicos, o povo que foi levado cativo, o profeta Jeremias escreveu o livro de Lamentações exatamente contemplando a destruição do Templo. Agora, vê-lo sendo reerguido é muito tremendo, emocionante, poderoso. Saiba meu querido quando Deus transformar tua vida, quando suas mãos tocar tua vida, as ruínas deixadas por Adão em teu coração, hão de ser restauradas por Jesus Cristo para o louvor; glória e morada do Altíssimo!

Esdras 4.4-7, 11-13, 23,24: Os inimigos da humanidade vão pelejar para impedir a obra de reconstrução do Templo de Deus. Os povos ao redor de Jerusalém começam a se levantar contra a reconstrução do Templo. Eles partem para a autoridade máxima, o rei da Pérsia, desde Ciro, Dario, até os dias de Artaxerxes. Para que ele viesse a impedir as obras. Somos informados pela Bíblia que algumas vezes “rei da Pérsia” é uma alusão a Satanás (você pode ver isso em Daniel 10.13). Meus irmãos e amigos, a Bíblia nos informa que somos Templo de Deus; que fomos feitos a imagem e semelhança de Deus; que fomos feito para sua glória (Rm.11.36). Portanto, Satanás e seus agentes: o mundo, o pecado e a carne vão pelejar para que continuemos em ruínas. E se houver início de obras de restauração do Templo de Deus em nossas vidas. Satanás e os seus vão pelejar para que seja paralisada a obra. Portanto, lutemos. A Palavra nos diz: “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”. (Tg.4.7). “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente”. (1Jo.2.15-17). “E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências”. (Gl.5.24). “Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam”. (Tg.1.12).

Esdras 5.1-5: Deus levanta seus profetas para animar na obra de reconstrução do Templo dele. Os profetas Ageu e Zacararias foram grandemente usados para animar o povo na reconstrução. Meu caro irmão e amigo, não temas as ameaças da carne, do pecado, do mundo e nem de Satanás. Se concentre na obra de Deus em tua vida. A Palavra diz: “... desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus...”. (Hb.12.1,2). Logo vem o livramento de Deus como aconteceu com Israel: “Não interrompais a obra desta Casa de Deus, para que o governador dos judeus e os seus anciãos reedifiquem a Casa de Deus no seu lugar”. (Ed.6.7). Assim como Jesus foi tentado no deserto, mas Deus lhe deu o conforto e Satanás o deixou.

Esdras 7.10: Uma vez tornando-se Templo de Deus o ser humano tem que si dispor a buscar, aplicar e ensinar a Palavra de Deus para sua vida e aos outros. Depois que o Templo de Deus foi estabelecido em Israel, Esdras se dispôs a buscar, aplicar e ensinar a Lei de Yahveh em sua vida e na vida do povo. Meu irmão, se você é um Templo de Deus, com certeza o teu coração irá dispor a buscar e aplicar a Palavra de Deus em tua vida e também na do teu próximo.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O EVANGELHO EM PARÁBOLA



Texto base: Mateus 22.1-14

1) Todos quantos rejeitam ao evangelho de Jesus não são dignos de sua graça (v.8).
"Então, disse aos seus servos: Está pronta a festa, mas os convidados não eram dignos".

O povo de Israel é um grande exemplo disso. Deus chama Abraão, faz dele uma nação, a nação se forma, e ao seu tempo Deus lhes envia o seu messias, porém eles não recebem. Isso tá bem claro nas palavras de João, quando ele diz: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam”. (Jo.1.11).

Você acha que pode se remir por conta própria? “Pois quê? Somos melhores do que eles? De maneira nenhuma, pois já demonstramos que, tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado”. (Rm.3.9)

Você não acredita que és um pecador e como tal será condenado? Veja o que diz o evangelho: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor”. (Rm.6.23). “Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós”. (1Jo.1.8). Para o pecador só lhe resta a salvação por meio da graça divina: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie”. (Ef.2.8,9).

O homem em estado de pecado é incapaz de escolher Deus, nem muito menos de ter fé em Cristo para sua salvação. Seu prazer é só pecar e seu fim é a condenação eterna. Ele precisa da graça de Deus! (Ef.2.1-5). O evangelho de Jesus não é uma opção é uma necessidade! O que você vai fazer?

2) Deus envia seus servos e oferece a graça a quantos encontrarem  (v.9).
"Ide, pois, para as encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas a quantos encontrardes".

Aqui mais uma vez vemos o IDE de Jesus para os seus “servos”. Muita gente se diz “servo de Deus”. Mas, “servo” é aquele que cumpre as missões dadas pelo seu senhor. Aos cristãos aqui presentes: Você é servo de Deus nesse sentido? Você é cristão? Nessa parábola só tem os servos e os que precisam ser evangelizados. Ou você prega o evangelho ou precisa ser evangelizado. Não tem outro grupo!

Outro detalhe dessa lição que nos cabe é que Cristo oferece graça a todos quantos os servos encontraram na missão. Ninguém que eles se encontram ficaram de fora dessa graça comum. Todos em nossa família tem de Deus a sua graça comum, chame a todos para Jesus! Todos em nossa rua, todos em nossa escola, todos em nosso bairro, país, mundo, precisam ser chamados para Cristo através da evangelização. Jesus disse: “Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado”. (Mc.16.15,16). Façamos o ide! Acredite em Jesus!

3) Deus oferece graça ao que é “mau” e ao que se considera “bom” (v.10).
"E, saindo aqueles servos pelas estradas, reuniram todos os que encontraram, maus e bons; e a sala do banquete ficou repleta de convidados".

O texto nos informa que aqueles servos obedientes a missão saem pelas estradas e começam a reunir todos os que encontram pelo caminho “maus e bons”, ao ponto que o banquete fica repleto de convidados. A graça de Deus é um favor imerecido. E aqui Jesus quebra por completo todas as mentiras do mundo religioso e sem Deus. De dizerem que: só os bons vão para o céu. Não! Os maus também vão para o céu. Pois não é por nossa bondade que somos salvos, mas pela graça de Deus. Os incrédulos  não entendem isso! Precisam crer no evangelho, e qualquer  cristão que diga o contrário disso, esse não é cristão. É pseudo-cristão!

Você acha que sua bondade é capaz de levá-lo ao céu? Você acha que sua bondade prevalesse diante da lei divina? Sobre a lei divina o apóstolo Tiago disse: “Pois qualquer que guardar toda a lei, mas tropeçar em um só ponto, tem-se tornado culpado de todos”. (Tg.2.10). Toda lei transgredida tem uma punição. Na lei divina a punição é a morte: “mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. (Gn.2.17). “A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai levará a iniquidade do filho, A justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele”. (Ez.18.20). Essa morte não custa só a do corpo, mas a da alma: “E não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo”. (Mt.10.28).

Eu ti faço uma pergunta bem crucial: Onde você quer passar a eternidade?

4) Ninguém entrará no reino de Deus na eternidade por justiça própria (v.12,13).
"e perguntou-lhe: Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial? E ele emudeceu. Então, ordenou o rei aos serventes: Amarrai-o de pés e mãos e lançai-o para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes".

Finalmente, temos aqui uma forte mensagem que Jesus nos passa. Dentre os convidados havia alguém que não tinha vestido a “veste nupcial”. Que vestes são essas? A princípio, o texto nos deixa entender que todos os convidados receberam vestes nupcial, vestes para aquele banquete. E ao que tudo indica, esse convidado não quis, preferiu usar a sua própria. Afinal, esse homem não deve ser visto como um penetra na festa. Ele também foi convidado. Como aquela festa foi improvisada para novos convidados, pois os primeiros rejeitaram, os convidados não estariam prontos para ir aquela festa. Portanto, conclui-se que o rei providenciou vestes pra todo mundo. Inclusive para esse convidado desuniformado. Essa veste nupcial representa a “providencia divina” de justiça para o pecador chamado até ele. Basta lermos o texto de Rm.3.21-26 para concluirmos isso.

Se você pensa que com sua justiça própria vai entrar no reino de Jesus está muito enganado. Mas, não vai mesmo! Você tem que aceitar a justiça de Deus oferecida por Cristo na cruz do Calvário. Ele mesmo, Jesus, pediu ao Pai para passar dele o cálice que ia beber se possível fosse (Mt.26.39-44). Como assim? Em outras palavras, Jesus disse ao Pai que se houvesse outro meio de redenção para a humanidade, que ele o livrasse daquela morte vergonhosa e cruel! E a resposta de Deus... todos já sabem... Jesus morreu por nós, isto é, por nossos pecados e nos Deus a sua própria justiça.

CONCLUSÃO

Jesus conclui a parábola dizendo: “Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos”. Aqueles convidados foram chamados, mas desprezaram o convite. Novos convidados foram chamados e atenderam ao convite. Mas, entre eles havia alguém que não aceitou a vestes nupciais e não pode ficar na festa. Ou seja, muitos foram chamados, os primeiros convidados, os novos convidados também, inclusive o que não usou as vestes oferecidas pelo rei. MAS, SOMENTE AQUELES QUE ATENDERAM O CHAMADO E VESTIRAM AS VESTES OFERECIDAS PELO REI FORAM OS QUE SE TORNARAM ESCOLHIDOS. Se você não aceitar a graça de Deus meu amigo, com tua bondade é que não vai ti levar a salvação da condenação de teus pecados. Não pense que com tua justiça própria vai ti fazer um eleito de Deus. Só fica enganado se quiser. Observe no texto que quando o rei perguntou: “Amigo, como entraste aqui, sem teres veste nupcial? Ele, porém, emudeceu”. (Mt.22.12). É isso que vai te ocorrer naquele grande dia. Tuas palavras não poderão advogar por ti. O silêncio da flagrante displicência e do sentimento de ter si engando te imobilizarão diante daquele que é o reto juiz!


Você pode até estar dentro da igreja, mas que justiça de dar salvação? A tua própria ou a de Cristo? Quem disse que com tuas obras ou tua própria justiça entrarás no reino de Deus? Do que adianta ser chamado por Deus se você não vem? Em que essa atitude de dureza de coração vai te dar se não MAIS CONDENAÇÃO AINDA?

domingo, 11 de agosto de 2013

A BASE DE UMA IGREJA CRISTÃ



















Texto inicial: At.17.28

Quando nos propomos ser uma igreja cristã, uma comunidade de convertidos, temos que entender sua base. Qual é a base de uma igreja cristã? Se essa questão for respondida dentro do contexto bíblico, seremos de fato uma igreja cristã. Do contrário, pra quê criar mais uma religião? Apenas para atender ao indiscutível instinto religioso do homem? Isso hoje em dia a psicologia da auto-ajuda já se propõe a assumir essa vaga.

O texto inicial nos ajuda a responder essa questão: Qual é a base de uma igreja cristã? Todavia, antes de entrarmos no mérito da questão, vamos começar pelo que não deve ser a base de uma igreja cristã? Olhando para o que tem muito assediado as igrejas evangélicas hoje, podemos trazer uma resposta evidente e obviamente não condizente com o ensino cristão. São eles:

a) O fundamento filosófico. O apóstolo Paulo já havia dito: “Tendo cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias...”. (Cl.2.8). Quando estudados a filosofia da religião, descobrimos que o ateísmo negando a existência de Deus, mas reconhecendo que o ser humano é instintivamente religioso, busca dar uma resposta para explicar esse instinto humano descartando a existência do divino. Onde a partir daqui, o filósofo se obriga a afastar-se do objeto de análise para poder explicá-lo de forma racional e lógica. Nessa proposta, podemos perceber de cara que não é fundamental e consequentemente nem sadio tal fundamento para uma igreja cristã. Pois, a fé cristão fica apenas como objeto de análise e nunca como um experiência provada e comprovada. E isso não é ser cristão. Jesus foi muito enfático: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba”. (Jo.7.37). Como posso ser cristão sem experiência? Como posso afirmar ser um seguidor de Jesus sem um encontro pessoal, íntimo com ele? Infelizmente, muitas igrejas, nos púlpitos e nas cadeiras estão cheias de filósofos. Ficam mais de observar/assistir o culto do que realizá-lo. Essa proposta filosófica não serve de base para uma igreja cristã.

b) O fundamento psicológico. O mesmo Paulo também nos deixa implicitamente uma preciosa recomendação: “pois as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas”. (2Co.10.4). Paulo se preocupa em dizer aos cristãos em Corinto que as armas que ele usou para combater as fortalezas fechadas para a pregação do evangelho, a corações resistentes, não foram carnais. Isso quer dizer que, não temos como fundamento para conquista e sustentação de cristãos numa igreja cristã subsídios carnais, um exemplo atual disso é a psicologia cristã. Esse fundamento também não serve de base para uma igreja cristã. Pois a base não deve ser carnal, isto é, não deve proceder do estudo comportamental do ser humano. A Palavra de Deus já ocupa esse papel de discernir o comportamento humano (ver Hb.4.12). E que é o pior, tratando-se da psicologia da religião, tal posição não se preocupa em determinar se é certo ou errado o comportamento religioso A,B ou C. Mas, apenas em analisar. Isso cria um certo sentimento de relativismo da verdade e também um sentimento ecumênico. Enquanto que Cristo foi muito decisivo: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”. (Jo.14.6). Uma igreja cristã não sobrevive espiritualmente disso. Pois o mundo tem propostas semelhantes. Cujo o foco é o antropocentrismo.

c) O fundamento empresarial. Aqui também, Paulo responde de novo em suas palavras. Creio que a repetência paulina na negação desses fundamentos aqui citados deve ao fato dele ser o grande implantador de igrejas e ao mesmo tempo grande teólogo. Gozando de vasta experiência para descartar esses fundamentos. Assim, escrevendo a Timóteo ele fala de: “disputas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade é fonte de lucro”. (1Tm.6.5). O grande lema empresarial é o quê? Lucro! O acúmulo patrimonial, os grandes empreendimentos. Esse contexto empresarial não passa nem de perto do contexto cristão. O mesmo texto de Paulo a Timóteo nos ensina a vivermos em “contentamento” (idem v.8). E o mais direto e que despacha por completo esse fundamento ele diz: “Mas os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e na perdição”. (idem v.9). A grande mensagem de Cristo aos que se propõem ser seus seguidores qual é? Mt.4.9 ou 16.24? Tem muitos pseudo-cristãos que pensam ser Mt.4.9 palavras de Jesus, quando de fato quem prometeu isso foi o Diabo! Portanto, embora a igreja quanto organização ou comunidade organizada se pareça com uma empresa a sua ideologia e sua cosmovisão não são empresarial. A base não é ser ou ter uma igreja rica.

A igreja cristã deve se basear em quê então?

Primeiramente, uma igreja que se propõe ser cristã a sua base deve ser Deus e Cristo. Sua vida, mensagem e obra. No nosso texto inicial lemos: “porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos ...”. Essa frase é de um comprometimento sem igual. Dispensa qualquer resumo teológico, a frase já é um resumo de uma grande dissertação da teologia. (Veja que Paulo diz isso discursando em Atenas – Grécia. Berço da filosofia). Onde Paulo complementa nos dizendo aos cristãos gregos: “Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo”. (1Co.3.11). Uma igreja cristã deve viver Deus, se movimentar em Deus e existir com Deus. Tendo Cristo como a base de sua mensagem, vivência e obra. A maior revelação de Deus (Cl.1.13-20).

Em seguida, uma igreja que se propõe ser cristã a sua base deve ser consequentemente a revelação e a experiência (Jo.1.1,14). Não podemos viver de observação de comportamentos como faz a psicologia e nem muito menos de reflexão como faz a filosofia. (A igreja não vive de achismos do comportamento e pensamento humano). Revelação e experiência ti trás para dentro e faz vivenciar. Ao invés de meramente ficar observando. Uma vez que Deus não se analisa, se sente, e toda a sua existência está em sua revelação. Pois, se ele não decide se revelar, jamais o conheceríamos. Essa junção de revelação e experiência é muito bem retratada pelo apóstolo João (1Jo.1.1-4). E o ser humano só quem conhece perfeitamente é Deus e sua palavra (Jr.17.9; resposta: Sl.139.1 e Hb.4.12).

Em último, uma igreja que se propõe ser cristã a sua base deve ser a comunhão. O mesmo apóstolo João vai nos dizer: “mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado”. (1Jo.1.7). Ele começa com uma partícula grega de condicionalidade que traduzimos por “se”. Isto quer dizer que, segundo João, uma pessoa que verdadeiramente se converteu há um cuidado de manter a comunhão com pessoas que também provaram da mesma experiência. E nessa caminhada de companheirismo e fé comum, Jesus vai santificando sua igreja. Com Paulo fecho aqui minha mensagem: “para apresentá-la a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem qualquer coisa semelhante, mas santa e irrepreensível”. (Ef.5.27).

domingo, 7 de julho de 2013

UMA IGREJA VERDADEIRA NUMA SOCIEDADE EM DECOMPOSIÇÃO MORAL, SOCIAL E TEOLÓGICA.
















Texto inicial: Filipenses 2.12-16

Estamos correndo contra o tempo, precisamos nos adiantar mais. Pois, cada vez mais o mundo caminha a passos ligeiros para sua decomposição moral, social e teológica. E igreja não deve ficar assistindo isso ocorrer. Pois, se não cuidarmos, juntos iremos nos perder com essa sociedade. Assim como ocorreu no Egito, o povo de Israel recebeu de Deus um sinal para que não viessem a perecer juntos com os egípcios (Êx.12.12,13,22,23).

Para que sejamos Igreja verdadeira de Jesus no meio de uma sociedade em decomposição. Para que venhamos a nos preservar de nos decompor juntos com essa sociedade, precisamos tomar algumas atitudes sábias, de fé e de moderação. Lembre-se de Ló, que mesmo escapando da destruição de Sodoma e Gomorra perdeu parte de sua família (esposa e futuros genros), além disso, tomou atitudes que revelaram a forte influência das duas cidades sobre sua vida. Ló ofereceu suas filhas para os homens que queriam abusar sexualmente dos anjos que haviam se materializado na porta de sua casa (Gn.19.8); Ló demorou-se a atender o chamado divino para sair daquelas cidades, os anjos tiveram que tomá-lo pela mão (v.16). Precisamos agir com medidas preventivas, preservando nossa fé, nossas vidas e nossas igrejas de não se acabarem junto com essa sociedade.

O que precisamos fazer para que possamos nos manter como Igreja verdadeira no meio de uma sociedade em decomposição moral, social e teológica?

1. Primeiramente nos conscientizarmos que isso está ocorrendo com a nossa sociedade. (Ef.5.17). Na questão moral, ética, encontra-se em uma verdadeira ruína. Juízes aprovando a prostituição infantil, senadores e deputados manipulando leis para proteção de suas roubalheiras, Conselho Nacional de Justiça ordenado aos cartórios para efetuarem casamentos gays. Lideranças políticas tramitando para que as pessoas não venham omitir opinião contrária a homosexualidade. População crenscendo despropocional ao número de escolas púplicas, hospitais, presídios. Nações em batalha política a favor do abordo. Condenados de corrupção sendo soltos. Bandidos presos pela polícia e a justiça soltando. No Ceará 65% dos jovens já tiveram uma passagem pela Polícia. Fortaleza é a 10ª capital mais violenta do mundo. Na Europa o ateismo e agnosticismo crescem assustadoramente, igrejas históricas viraram museus. A fome e a pobreza continuam imperando no mundo. Igrejas evangélicas abandonam a sã doutrina e em nome de uma relevância com a sociedade negociam os princípios bíblicos. O ecumenismo vai de vento em polpa. E os governos vivem numa política maquiavélica de uso do “pão e circo”. Está aí a bolsa família, bolsa isso, bolsa aquilo, Copa de mundo, Olimpíadas, intretenimentos e mais intretenimentos para provar isso.

2. Preservar nossos símbolos. A igreja de Jesus tem uma séria missão de preservar seus símbolos. Pois perdendo esses símbolos, perderemos nossa identidade e nossa fé. O que é um símbolo? “Aquilo que, por sua forma ou sua natureza, evoca, representa ou substitui, num determinado contexto, algo abstrato ou ausente”. Note que a sociedade em corrupção quer destruir nossos símbolos. Isso por quê? Para que venhamos a nos decompor também juntamente com eles. A Bíblia diz: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se”. (Ap.22.11). Temos que fazer resistência severa e constante na preservação de nossos símolos. A começar por nós mesmos. Temos alguns símbolos que não podem sumir dentre nosso meio: O templo, a Bíblia Sagrada, a figura do pastor, do líder cristão, o casamento, a família composta de pai, mãe e filhos, a santa ceia e o batismo. O que significam, representam e a sua importância jamais podem ser deixados de lado.

3. Saber conviver com essa sociedade sem se corromper. Como isso tem sido difícil hoje. Todavia, jamais impossível. O apóstolo Paulo disse: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.” (1Co.6.12). Temos a liberdade de ler, estudar, conviver, se apaixonar, ir à vários lugares, usufruir dos intretenimentos da vida, trabalhar, descansar, etc. Mas, o que no meio dessas coisas convêm? Será que tudo relacionado a esses assuntos convêm ao cristão? Essas coisas dominam nossa vida? Mais adiante o apóstolo Paulo disse: “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus”. (Ef.5.15,16). Será que estamos aproveitando bem o nosso tempo? Lembre-mos que o que passou não volta mais, e que vivemos é o hoje. Já o amanhã pertence a Deus. Portanto, precisamos viver cada dia plenamente para que ao fim do dia venhamos refletir positivamente: o que fiz para Deus, pro meu próximo, pra minha família e pra mim mesmo? O Diabo perdeu para Jesus lá na cruz (Cl.2.14,15). Mas tem umas coisas que ele não para de lutar querendo a vitória: impedir que a humanidade seja salva e encontre a vida ambudante que Jesus oferece. Impedir que a Igreja de Jesus seje verdadeiramente igreja. Dopar os crentes com os intretenimentos, prazeres e cuidados da vida. Ocupar os cristãos com brigas e contendas entre eles. Enrolar seus líderes com ensinos distorcidos da Palavra de Deus para que o povo não conheça a verdade e nem a salvação. Embaraçar os crentes com pecados permanentes em suas vidas.

Que todos os cristãos no mundo inteiro possam saber conviver com essa situação degradante. E que esses conselhos possam ser aplicados na vida de cada um. E que o amor de Deus, nosso pai, a comunhão e as consolações do Espírito Santo e a presença e graça de nosso Senhor e salvador Jesus Cristo, esteja com cada um de nós, com todo o povo de Deus espalhado pelos quatro cantos da Terra, hoje e até o dia da sua vinda. E todos que tem essa esperança digam: Maranata. Vem Senhor Jesus!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

SENDO UMA FAMÍLIA CRISTÃ NO MEIO DE UMA SOCIEDADE DIVERSIFICADA


"Porém, se vos parece mal servir a Yahveh, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos a Yahveh". Josué 24.15

Para que uma família realmente seja uma “família cristã” é necessário que tenha uma base espiritual bem formada e diferenciada. Pois, vivemos numa sociedade não muito diferente do tempo de Josué e sua família. Os povos ao redor de Israel tinham seus deuses e suas crenças. A nação de Israel, ao invés de manter sua fé em Yahveh, em sua maioria se deixava influenciar pelas crenças das nações vizinhas. E até mesmo a aceitar tanto a fé em Yahveh como nas outras crenças. Num tipo de pré-ecumenismo religioso. Josué, porém, se posiciona com firmeza de que ele e sua família serviriam a Yahveh. Será que nossa família, os líderes de nossas famílias se posicionam assim? Será que a liderança cristã hoje tem esse posicionamento? Se Josué tivesse vivo hoje seria enquadrado pelos teólogos liberais e líderes ecumênicos modernos como “fundamentalista fanático”. O fato é se queremos realmente ser uma família cristã temos que nos posicionar ou não seremos uma família cristã. Talvez você esteja se perguntando como é que se forma a base espiritual dessa família e como ela se torna diferenciada?

O texto de Josué 24.15 revela-nos o embrião da revelação de Deus ao homem que nos fornece essa base e esse diferencial para a família cristã, vejamos:

1 - CRER QUE EXISTE UM DEUS (Sl.19.1-6; Rm.1.19,20).
Todos os povos ao redor de Israel acreditavam nisso, inclusive a própria nação de Israel. Essa crença na existência de Deus ou deuses (no caso das outras nações) vieram a perdurar até hoje na humanidade. Mesmo entre os que se dizem ateus ou agnósticos hoje, não muda essa realidade do ser humano buscar um senso moral ou uma religiosidade. Pois, os que negam a existência de Deus acabam tendo que se apegar em alguma coisa para adorar, não descartando a religiosidade por essa coisa ou ser. A Bíblia mostra que os que pensam assim fazem isso para praticarem a iniqüidade (Sl.53.1).

Esse sentimento de que há um Deus não é ruim. É um bom sinal! Toda família precisa crer que Deus existe. É o começo da base espiritual que toda família cristã precisa ter. A Bíblia nos diz: “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam”. (Hb.11.6). Todavia, somente crer que existe um Deus não faz completamente a base de uma família cristã. É como você querer fazer um alicerce de uma casa só com cimento. Sem ferro e sem pedras. Esse fundamento não será firme. Por isso, muitas famílias se desestruturam e desfazem. Porque apenas acreditam em Deus. Mas, em que Deus?

2 – CRER NO ÚNICO DEUS. E O SEU NOME É: YAHVEH (Is.44.6,24; Sl.135.15-21).
Os povos ao redor de Israel acreditavam em deuses. E que cada obra da criação do universo tinha a participação de um deus. Eles construíam imagens desses deuses atribuindo figuras da natureza e dos astros celestes nos quais eles supostamente foram participantes na criação. Todavia, o Deus Yahveh. O Deus que se revela a Abraão e a Moisés. Ele se manifesta como único Deus e invisível, sem forma. Ele dar a nação sua Lei. Uma resposta a necessidade humana, pois o ser humano é um ser moral. É por isso que o salmista no capítulo 19 começa revelando que a criação é obra divina e termina do verso 7 em diante que o divino dar lei ao homem. Esse Deus Yahveh que se revela a Abraão como El-shaday, ele começa a preparar uma nação para enviar o seu filho, o messias, o salvador da humanidade pecadora. Quando a nação é formada, Yahveh manifesta-se a Moisés e dar-se a conhecer o seu nome a ele (Êx.3.13-15) e dar a sua Lei a esse povo (ver Sl.147.19,20; Rm.3.1-4). Porém, não basta apenas uma família cristã acreditar em Deus; que ele seja único e que seu nome é Yahveh. Isso não vai mudar a vida pecaminosa e os males da sociedade e do mundo! Quem pode redimir a humanidade?

3 – CRER NO ENVIADO DE YAHVEH, O SEU ÚNICO FILHO (Jo.4.22; Jo.3.16).
Yahveh Deus prometeu que enviaria o messias, o salvador: Semente da mulher (Gn.3.15); descendente de Abraão (Gn.12.1-3); da tribo de Judá (Gn.49.10); semelhante a Moisés (Dt.18.18,19); filho de Davi (Zc.6.12). Temos dois detalhes interessantes dessa última citação: Primeiro, é que o sumo sacerdote que recebe coroa para reinar chama-se Josué, quem em hebraico tem o nome de Jesus em hebraico: Yehovshua, que quer dizer “Yahveh é salvação”. O mesmo significado do nome de Jesus Cristo. Segundo, é que o profeta Zacarias diz “edificará o templo do SENHOR”. Que templo o profeta se refere? O corpo humano. Que foi destruído pelo pecado, mas que Jesus o ergueria na ressurreição, como ele próprio disse: “Derribai este templo, e em três dias o levantarei”. (Jo.2.19). O profeta Zacarias não tinha profetizado somente da restauração do templo por Zorobabel. (Na hermenêutica bíblica da profecia, aprendemos a lei da “dupla referência” que é base dessa hermenêutica).

A salvação da humanidade não é um rito ou uma crença, mas é uma pessoa: Yehovshua, Jesus. Por isso que não há outro salvador ou não há salvação fora de Jesus (Jo.14.6; At.4.12; 1Tm.2.5). Ele disse: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida”. (Jo.5.24). E disse também: “... se não crerdes que eu sou, morrereis em vossos pecados”. (Jo.8.24). E ainda: “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido”. (Lc.19.10). Por isso o apóstolo Pedro escreveu: “... crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno”. (2Pe.3.18). E o apóstolo Paulo: “Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”. (Rm.10.9).

CONCLUSÃO

Uma família para se dizer cristã, vai ter que concretizar essas bases: Deus existe, ele é único e seu nome é Yahveh; e que ele enviou seu único filho: JESUS, a salvação da humanidade. Se você tomar essas bases em sua vida com certeza dirá como Josué: Eu e minha casa serviremos a Yahveh. O apóstolo Paulo disse: “... Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa”. (At.16.31).