sexta-feira, 11 de julho de 2014

DISCIPULADO CRISTÃO. A NEGLIGÊNCIA DA IGREJA.


Morte do eu e reprodução. As duas bases do discipulado cristão. O grande problema da igreja evangélica hoje é que não se faz mais discipulado. Resultado: cristão cheios de vontade, senhores de si, senhores de "direitos" e das promessas divinas. Vida dúbia entre o mundo e a igreja. Secularização da vida e abandono dos valores morais e espirituais da fé.

A mensagem do discipulado cristão é um desafio a proposta mundana das altas doses de auto-estima e cobiças humanas do consumismo e imediatismo da pós-modernidade. Fazer morrer o nosso "eu" é extremamente fundamental para que se possa reproduzir um outro cristão de verdade. Hoje, porém, o crescimento e expansão (reprodução) das igrejas locais se dão por outras propostas, do tipo "plano de adesão" utilizado pelas empresas de telecomunicação. Onde o "cliente" é movido pelos "benefícios" e "bônus" que vai ganhar daquela operadora. Daí, o foco do "compromisso" sempre será pautado na oferta e não nos valores do discipulado cristão, nas verdades vivas do santo evangelho de Cristo.

Por isso que o discipulado é tão negligenciado em nossos dias. Não é nada popular hoje falar de morte, renúncia, governo de Deus sobre nossas vidas, serviço cristão, manuseio responsável daquilo que nos foi confiado por Deus.

Esse trabalho de reprodução de um novo cristão leva tempo e morte do próprio discipulador. Pois para que outro discípulo tenha que nascer o discipulador tem que se doar e experimentar essa verdade em sua própria vida primeiro.

Enfim, todos ficam naquele "jogo de empurra" transferindo essa missão universal para terceiros. Como se o discipulado fosse departamento de alguns. Afinal, o que se almeja é permanecer vivo e curtir o que a vida tem para oferecer de melhor.

"Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto". João 12.24

Deus salve a sua igreja

terça-feira, 8 de julho de 2014

Porque se consagrar?



Texto inicial: Josué 7:1-13

Há tantas coisas pra falar ao cristão, à igreja de Jesus, porque temos que refletir sobre isso? Talvez você diga: “A igreja tem tanta gente doente espiritualmente e de alma, tanta gente carente, pra quê falar sobre consagração? Pessoas precisando de uma palavra de conforto, de ânimo, isso é mesmo necessário ser falado?”

Entretanto, as pessoas não sabem que a consagração de suas vidas para Deus é a real solução para os dilemas e sofrimentos emocionais, materiais e espirituais da igreja de Cristo na terra. Tratar consequências do pecado é como dar remédio para dor, não resolve. O que tem de ser tratado é o pecado (cf. Sl.32:5).

Estão enganados todos os que confundem pecado com doença. Todas as enfermidades do corpo e da alma vêm por causa do pecado. Seja do pecado original ou do pecado pessoal de cada um (cf. Lm.3:39; Sl.38:3; 1Co.11:30; Mc.2:5). Todas as dores do mundo, todas as desgraças resultam do pecado da humanidade. Se há pessoas “mazeladas” na igreja não é tratando seus abalos emocionais ou suas dores de alma que as mazelas irão sucumbir, mas com um verdadeiro arrependimento e perdão que se estanca suas consequências (cf. Hb:12.14-17). E o maior pecado da igreja é este: “aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando” (Tg.4:17b). Por isso que muitos estão doentes. Que maior bem podemos fazer do que evangelizar alguém ou discipular quem se decidiu recentemente por Cristo?

A consagração visa justamente nos afastarmos do pecado e nos aproximarmos de Deus, visa nos levar a momentos com Deus, visa trazer uma quebra da rotina e da correria da vida para ficarmos com Deus, visa nos trazer saúde espiritual, que reflete na alma e consequentemente o corpo padecerá menos (cf. Jo.10:10).

A consagração é uma atitude responsável do cristão de diligentemente cooperar com a sua santificação pessoal. Falando sobre santificação, Berkhof (2011. P.531) escreveu:

É UMA OBRA DE DEUS NA QUAL OS CRENTES COOPERAM. Quando se diz que o homem participa na obra de santificação, não significa que o homem é um agente independente de ação, como se fizesse em parte a obra de Deus e em parte a obra do homem; mas apenas que Deus efetua essa obra em parte pela instrumentalidade do homem como ser racional, requerendo dele devota e inteligente cooperação com o Espírito. Que o homem precisa cooperar com o Espírito de Deus se deduz: (a) das repetidas advertências contra males e tentações, que claramente implicam que o homem deve agir dinamicamente no empenho para evitar as armadilhas da vida, Rm 12.9, 16, 17; 1 Co 6.9, 10; Gl 5.16-23; e (b) das constantes exortações a um viver santo. Estes fatos implicam que o crente deve ser inteligente no emprego dos meios a seu dispor, para o aperfeiçoamento moral e espiritual da sua vida, Mq 6.8; Jo 15.2, 8, 16; Rm 8.12, 13; 12.1, 2, 17; Gl 6.7, 8, 15.

Levando em conta o que já comecei respondendo aqui, poderemos concluir como resolvido todos os questionamentos feitos nos focando na passagem lida inicialmente. Vejamos:

1) Porque o pecado trás enfraquecimento ao cristão.
Israel tinha um inimigo em menor número, mas por causa de seus pecados, perderam a luta. No texto diz: “Não suba todo o povo; subam uns dois ou três mil homens, a ferir Ai; não fatigueis ali todo o povo, porque são poucos os inimigos”. (Js.7:3).

2) Porque o pecado de um trás consequências sobre todos.
Deus não diz que Acã pecou, mas que os filhos de Israel prevaricaram. No texto diz: “Prevaricaram os filhos de Israel nas coisas condenadas; porque Acã, filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Zera, da tribo de Judá, tomou das coisas condenadas. A ira do SENHOR se acendeu contra os filhos de Israel”. (Js.7:1).

3) Porque o pecado trás abatimento emocional e de alma.
Josué demonstrou um claro desequilíbrio emocional. Sua alma se encontrava prostrada, expressando no corpo. Tudo isso por consequência do pecado alheio. E Josué, sem saber de nada, estava abatido por perder uma guerra para um exército bem menor do que o seu (cf. v.6-9).

4) Porque para o pecado só existe uma estrada a ser trilhada: arrependimento, perdão e santificação.
Deus manda Josué se levantar e perceber que houve pecado entre o povo e que ele deveria conduzir o povo a santificação, a consagração. No texto diz: “Então, disse o SENHOR a Josué: Levanta-te! Por que estás prostrado assim sobre o rosto? Israel pecou, e violaram a minha aliança [...] Dispõe-te, santifica o povo e dize: Santificai-vos para amanhã, porque assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Há coisas condenadas no vosso meio, ó Israel; aos vossos inimigos não podereis resistir, enquanto não eliminardes do vosso meio as coisas condenadas”. (Js.7:10-13).

Referências:
Bíblia Almeida Revista e Atualizada
Berkhof, Louis. Teologia Sistemática. Cultura Cristã. 2011.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

"Jesus virá” o que isso envolve?


Texto inicial: “Se alguém não ama o Senhor, seja anátema. Maranata!”. (1Co.16.22).

O mundo quase todo celebra o natal. Que segundo alguns defensores da data, o natal é o dia que se faz lembrança ao nascimento de Cristo. Não entrando aqui no mérito dos equívocos: da data do nascimento de Cristo, e da exploração comercial e ecumênica que é feito nessa data, onde Jesus quando não passa de um menino que nunca cresceu ou cai na subjetividade de um mero nascimento da esperança. Também, não com a mesma proporção, uma parte do mundo celebra a páscoa. Que segundo alguns defensores da data, a páscoa faz lembrança a morte de Jesus Cristo. Não entrando aqui no mérito da questão: páscoa judaica ou páscoa católica. Ou na questão do quê os evangélicos têm haver com isso. O fato é que pouco ou quase nada se fala ou se ensina hoje de que Jesus está vivo e deixou promessas claras que voltaria. Podemos conferir a princípio três versos onde temos a constatação desse evento: João 14.1-3; 1Coríntios 11.26 e Atos 1.10,11. A Bíblia apresenta quatro pilares fundamentais da fé cristã: Criação, Queda, Redenção e Consumação. Falar da volta de Cristo é falar desse último pilar da fé: a consumação. Não é por acaso que Jesus diz no livro do Apocalipse: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim”. (idem 22.13). 

Portanto, podemos e devemos falar mais da volta de Jesus. E proponho uma pergunta bem sugestiva: “Jesus virá”, o que isso envolve? Creio que a resposta dessa pergunta nos ajudará bastante a entendermos, amarmos e esperamos a vinda de Jesus Cristo.

1 – Envolve a ressurreição dos mortos (1Co.15.1-19; 20-26; 35-49);

Falar que Jesus virá novamente envolve ressurreição dos mortos. A Bíblia nos fala que quando Jesus vier, ele ressuscitará os mortos (cf 1Ts.4.13-18). O apóstolo Paulo começa nesse capítulo 15 fazendo uma apologia sobre a ressurreição de Cristo. Pois, os cristãos de Corínto, por serem gregos, tinham dificuldades de aceitar o ensino da ressurreição dos mortos devido a filosofia grega chamada “dualismo”. Pensamento filosófico que dividia o bem e o mal entre espiritual e material. Isto é, o bem abrangia todo o lado espiritual e o mal: todo o lado material. Assim, o que os apóstolos afirmavam sobre ressurreição, que é o corpo material voltar a viver, desafia a crença grega de que a matéria era má. Por isso Paulo faz apologia a ressurreição dos mortos do verso 1 a 19 com base na ressurreição de Cristo.

Do verso 20 a 26 ele passa a explanar sobre a ressurreição. O objetivo, e ordem da ressurreição: primeiro Cristo, depois nós. A origem da morte em Adão e a origem da ressurreição em Cristo. Morte por conseqüência do pecado de Adão; ressurreição por conseqüência da obediência de Cristo. Como somos pecadores o tanto quanto Adão, só temos como opção a morte. Porém, Cristo, em sua abundante graça nos oferece ressurreição por sua obediência. E Deus, o Pai, aceitou a oferta:

“o qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação”. (Rm.4.25). A morte de Jesus se tornou vicária para nossa justificação (em meu e teu lugar) e a ressurreição de Jesus se tornou a aceitação divina.

Do verso 35-49 Paulo conclui detalhando a ressurreição. Que assim como há corpo natural haverá corpo espiritual. O homem terreno e o homem espiritual. Tudo com base em Adão e Cristo.

Reflexão: Você crer na ressurreição? Em Rm.10.9 Paulo fala de um confissão de fé com base na ressurreição de Cristo. E que essa confissão implica na salvação. Pois a ressurreição de Cristo é a confirmação de que Deus nos perdoou e justificou. Se você não crer na ressurreição, não crer no perdão e nem na justificação dada por Deus em Cristo. Alguns cristãos de Corínto acreditavam nas confissões de fé do cristianismo como os demônios acreditavam (Tg.2.19). Apenas por convencimento, e nunca por submissão a Deus. Permanecem rebeldes ao santo ensino. Você aceita a morte e confia que Cristo te ressuscitará? Essa confiança na tua ressurreição está baseada em tuas obras ou na obra de Cristo? (Rm.9.16 e 3.23-26).

2 – Envolve: juízo e condenação de Satanás, seus anjos e da humanidade ímpia (Ap.20.6 cf c/ Rm.6.23 e Ap.20.14b);

Falar que Jesus virá novamente envolve também o JUÍZO de Deus (cf 2Pe.2.9). Porém, o cristão verdadeiro não passará por isso (cf Rm.8.1). Pois creu no juízo de Deus que foi posto sobre o próprio filho em seu lugar (cf Gl.3.13). O JUÍZO de Deus vai ser algo que foge a nossa compreensão de pavor e condenação. Logo em sua vinda a Bíblia nos diz que Jesus virá: “em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder”. (2Ts.1.8,9). A Bíblia fala que quando Cristo vir ele julgará os segredos do coração humano (cf Rm.2.16). Ele virá com grande ira contra a maldade humana (cf Ap.6.12-17). Deus julgará a humanidade com base no livro da vida (cf Ap.20.15). Sem Cristo, a humanidade não terá como constar seus nomes no livro da vida (cf Êx.32.33). Serão julgadas as obras da carne praticadas pela humanidade (cf Gl.5.19-21; 1Co.6.9,10 e Ap.21.8).

Reflexão: Você já se entregou a Cristo? Você está em Cristo (cf 2Co.5.17)? Seu nome está escrito no livro da Vida porque você acha que faz o bem ou porque você aceita o que Cristo fez por você? Quantas pessoas você conhece e ainda não creram na mensagem do evangelho de Jesus e nem se entregaram a Jesus? Você ora por essas pessoas? O que você tem feito para que essas pessoas conheçam o evangelho da graça de Cristo?

3 – Envolve: o fim do reino humano e das conseqüências do pecado (Ap.21.1-8).

Falar que Jesus virá novamente envolve finalmente falar do FIM. O ômega de Deus! A Bíblia fala do fim do mundo ou do reino humano. Não um fim e acabou-se. Mas, de um fim necessário, para que comece um novo mundo com um reino divino e não mais humano (2Pe.3.10-13). Desde que a humanidade caiu no pecado, Deus reinou por meio de autoridades delegadas (cf Rm.13). Mas, quando Cristo vier, Deus reinará diretamente a humanidade. O pecado não terá mais seus efeitos, onde Paulo escrevendo disse: “O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei” (1Co.15.56). Ele compara o pecado ao “aguilhão” (do grego “ketron”): picada como de abelhas, de escorpiões, como de animais que ferem com ferroadas e que levam a morte. Todavia, quando Cristo vier o pecado será removido (idem v.55).

É com base em tudo isso que o apóstolo João escreve Ap.21.1-8. Ele começa vislumbrando o futuro dizendo: “Vi novo céu e nova terra...”. Falar da vinda de Jesus envolve isso. O fim do velho mundo e do universo que conhecemos. Deus reinará sobre a humanidade pessoalmente. Por isso João escreveu: “... Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles” (v.3). Na vinda de Jesus não haverá mais sofrimentos, nem morte, nem enfermidades. João escreveu: “E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram”. (v.4). João diz que “O vencedor herdará estas coisas”. Quem é o vencedor? Aquele que é nascido de Deus e tem a fé dada por Deus e que vem pelo ouvir Palavra de Deus (1Jo.5.4, Ef.2.8 e Rm.10.17); aquele que crer que Jesus é o filho de Deus (idem v.5) e finalmente, como Paulo disse: “esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”. (Fp.3.13,14).

Reflexão: Você é nascido de Deus? Você estacionou na fé ou persevera no caminho? Você anda olhando para trás? Você está dispondo a aceitar desde agora o reino de Deus sobre a sua vida? (cf Mt.6.10). Ou você quer reinar e controlar sua vida?

sexta-feira, 16 de maio de 2014

O DEUS SANTO QUE PRODUZ SANTIFICAÇÃO PLENA



















“O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”. (1Ts.5.23)

Deus tem o poder santificador sobre nossas vidas. E esse poder é que vai operar em nós através dos benefícios da graça concedidos por Deus em Cristo. O apóstolo Paulo nessa passagem não exige que nos santifiquemos, mas revela o outro lado impossível a nós de realizarmos no processo de santificação. Homem nenhum se santifica sem a graça de Deus. Assim, o início das palavras de Paulo é a resposta divina para o socorro de nossa luta contra o mal, conforme ele pede na carta: “abstende-vos de toda forma de mal”. (v.22). O Novo Testamento revela uma participação divina na santificação do homem, atribuição que no Antigo Testamento se resumia unicamente ao homem, numa luta frustrada pela obediência a Lei divina. E assim, Deus é que santifica e vai santificar o ser humano alcançado por sua graça.

A santificação que procede de Deus vai agindo no cristão de maneira quase não percebida por nós. Se não fosse a Palavra de Deus não saberíamos como. Vejamos:

1) Primeiramente, Deus trás santificação aquele que se rendeu a Cristo através daquilo que Jesus efetuou na cruz. Que, resumidamente, chamamos de “seu sangue”. Que na verdade, quer dizer sua oferta pelo pecado. A morte de Jesus por nós resultou em perdão e santificação de nossos pecados. Isso já vinha sendo exposto por Deus desde o Antigo Testamento, com a oferta dos animais pelos pecados dos homens. Agora, vindo Cristo ao mundo, sua oferta foi perfeita e definitiva (veja Gl.1.4; 1Co.15.3; 1Jo.4.10; 1Pe.1.19; etc.).

2) Em seguida, Deus trás santificação ao cristão durante toda a sua vida através de mensagem deixada em sua Palavra. Deus usa a sua Palavra escrita que foi inspirada pelo Espírito Santo (2Tm.3.16) para santificar nossas vidas. Toda vida que esta Palavra é lida ou proclamada suas palavras trazem fé (Rm.10.17); e produz eficazmente o seu objetivo de revelar a vontade de Deus para vida do ser humano (Hb.4.12). Jesus intercedeu por todos os cristãos para que eles fossem santificados nessa Palavra (Jo.17.17). É a Palavra que vai instruir o cristão ao caminho da santidade. Por exemplo: a orar, a se congregar, a jejuar, a evangelizar e discipular, a saber o que desagrada a Deus, a praticar boas obras, etc.

3) E como penhor, nos dar o seu Espírito Santo, que atua na vida do pecador depravado arrancando-o de seu estado desgraçado para uma nova vida. A obra da regeneração provocada pelo Espírito de Deus no remido lhe trás uma nova criação, para que ande em novidade de vida. “penhor” quer dizer “pagamento inicial como garantia de que a soma total será mais tarde”. Isto é, o Espírito Santo nos santificando é só o começo do que fará plenamente em nossas vidas na consumação de todas as coisas (veja 2Co.1.22; 5.5; Ef.1.14). A presença do Espírito Santo na vida do cristão inibe a presença do pecado. Por isso Paulo escreveu: “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1Co.3.16). Em outra carta ele escreveu: “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele”. (Rm.8.9).

Em fim, Deus nos santificará até o dia em que Cristo voltar. E ele age santificando-nos por completo. Em todas as áreas de nossa humanidade PRECISA DE SANTIFICAÇÃO:

“e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis”.

Em nosso espírito: o espírito humano é uma partícula divina, imaterial, inorgânica, imortal, dada por Deus no ato de sua criação fazendo-o a sua imagem e semelhança (Gn.1.26; Ec.12.7). Assim como o corpo, esse espírito humano foi afetado pelo pecado (ver 2Co.7.1). Paulo manda a igreja de Corinto se purificar de toda impureza, aperfeiçoando a santidade, não que o ser humano possa fazer isso por conta própria, mas por conta da Palavra que é ministrada, que produz fé e revela vontade de Deus em nossas vidas.

Em nossa alma: a alma humana é produto da junção corpo e espírito. Como o espírito, a alma é inorgânica e imaterial. Sendo, portanto, imortal, e intimamente ligada ao espírito. Gerando um ser com vontades, pensamentos e raciocínio. A alma foi a parte mais afetada pelo pecado, pois é a fonte geradora das vontades e ações que se expressão no corpo. Jesus nos revelou isso quando disse: “Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias”. (Mt.15.19). O coração é figura de linguagem para retratar a alma humana. Quando o homem caiu de seu estado original desobedecendo ao Criador, sua vontade ficou refém do mal adquirido. Por isso Paulo escreveu: “Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim”. (Rm.7.17). Jesus já havia revelado isso aos seus discípulos quando disse: “Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado”. (Jo.8.34). Assim, a alma humana, que consiste em: vontade, pensamento e raciocínio, como escreveu Paulo: “... tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos”. (Rm.1.21,22).

Em nosso corpo: o corpo humano é a parte visível, orgânica, que por ocasião do pecado, tornou-se mortal. Sendo ele o instrumento da iniqüidade por influencia da alma pecadora. Paulo falando dos benefícios da graça de Deus na vida dos cristãos encerra dizendo: “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça. Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça”. (Rm.6.12-14).

CONCLUSÃO

O fato é que Deus cuida do salvo. Ele não vai deixá-lo a mercê de satanás e nem do pecado (ver Jo.10.28). Como escreveu Paulo aqui: “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”. Deus é mantenedor dos salvos pela sua santificação proposta que conspira a favor dos cristãos. Seja no sangue de Cristo, seja na Palavra divina, seja no penhor do Espírito.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Descobrindo quem somos (uma mensagem para todos os cristãos).



A maior dificuldade da igreja de Cristo ser impactante como deveria ser nesse mundo é a descoberta de quem somos quanto povo de Deus. E não só a descoberta, mas a concretização dessa descoberta na vida prática da igreja. Imagine você se todas as congregações espalhadas pelo Brasil e mundo a fora tomassem realmente posse de sua identidade como a Bíblia assim declara a igreja de Cristo ser? Imagine uma igreja local vivenciando, concretizando, pessoa a pessoa, as declarações bíblicas de quem somos? Pode ter certeza, o Diabo conspira contra nós para que não venhamos a alcançar isso. O mundo não quer e planeja de tudo para que não sejamos o que devemos ser. Até mesmo alguns que estão entre nós conspiram para que não venhamos a ser o que temos de ser. Todos, exceto Jesus, conspiram contra nós para que venhamos a permanecer numa postura amistosa, neutra e omissa quando aquilo que deveríamos ser. Pode ter certeza disso.

Mas, Deus é maior. Ele é o rei do seu reino. E aqueles que estiverem sob o seu domínio, não vão durar muito tempo nessa inércia. Assim, creio eu. Jesus é o verdadeiro dono da igreja. E ele há de despertá-la, como sempre fez no decorrer da história, e em nossa geração não vai ser diferente. Creio que vontade divina e a responsabilidade humana caminhando juntos, uma igreja local na redondeza, bairro, cidade, estado, nação e mundo ao seu redor sofrerão um impacto poderoso de salvação e temor de Deus.

A grande questão é descobrir o que somos, não apenas uma descoberta intelectual ou informativa, mas uma descoberta pessoal, vivencial, experimental de ser igreja de Cristo. Que, por pertencer a ela, se descobrir o seu potencial como tal. E como disse anteriormente, os inimigos de Deus, conspiram para que não tenhamos essa descoberta intima e pessoal. Meu desejo é que ao passarmos pelos textos bíblicos que vou citá-los aqui possamos receber com fé e com disposição de alma para o que será semeado através do poder da Palavra de Deus pregada aqui.

Um ajuntamento de pessoas edificadas sobre um fundamento tão firme que o inferno não pode detê-las quanto entram em ação para salvação de vidas. Jesus disse: “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. (Mateus 16.18).

Precisamos fundamentar nossa fé na PEDRA. E a pedra não pode ser o homem, mas Cristo (cf 1Co.3.11; 1Pe.2.4) filho de Deus, divina (cf Jo.1.1,14). Uma igreja fundamentada no homem não tem poder de salvação de vidas. As portas do inferno prevalecerão! O que fazer? Despir-nos do feitio e mérito humano. Fazer uma verdadeira limpeza da glória humana em toda a nossa maneira de ser: culto, mensagem, canção, atitudes, etc. Onde colocamos a nossa sustentação? Onde fica no final das contas, na hora do vamos ver, a nossa fundamentação?

Um povo conhecido por Deus antes de tudo ser criado, predestinados por ele para serem como seu filho Jesus, chamados por Deus, justificados e glorificados. Um povo em que não há acusação e nem condenação alguma contra ele. Um povo que nada vai separá-lo do amor de Cristo. (Cf Romanos 8.29-39).

Não te como fugirmos dessa realidade. Se você faz parte da igreja de Cristo verdadeiramente. A descoberta de quem você é quanto povo de Deus não tardará a vir. E é a fé que nos moverá na direção dessa descoberta. Pois, é a nossa fé que vence o mundo (cf 1Jo.5.4). E como nascidos de Deus, essa fé irá ganhando força e espaço no corpo de Cristo. A fé vem pelo o ouvir a Palavra de Deus (cf Rm.10.17). Creio que nesse momento há produção de fé em teu coração! Creia! Você é isso que o texto está dizendo aqui. Jesus disse aos seus discípulos: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte”. (Mt.5.14).

Um povo que quando unido se torna o corpo de Cristo na Terra. (cf 1Coríntios 12.12-27). Sempre que em uma congregação, que é a expressão visível da igreja de Cristo na terra, se torna unida. Há ali a presença de Cristo. Todavia, quando cada membro desse corpo busca fazer o que quer e o que acha certo sem o consentimento mútuo ou comum, sem a fonte moderadora que é a Palavra de Deus, não há corpo de Cristo, mas pedaços dele. E um corpo dilacerado não tem vida. O Diabo sabe disso, e por isso luta por divisões nas congregações. E ele aposta nas mais melindrosas. Pois, são mais difíceis de serem detectadas pela liderança da igreja. Panelinhas, partidarismos, grupos fechados, predileções, são os dardos iniciais e silenciosos que ele lança constantemente contra a igreja. O apóstolo Paulo percebeu isso na igreja de Corínto, e escreveu denunciando esses dardos buscando despertar a igreja para a unidade (cf. 1Co.3.1-9). De que lado você está? Do que divide ou do que une? Você tem sido instrumento dessa unidade no corpo?

Um povo eleito, sacerdotes do rei, nação santa e de propriedade exclusiva de Deus para serem proclamadores do caráter divino ao mundo. “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. (1Pedro 2.9). A igreja de Cristo é formada por pessoas escolhidas por Deus, e não um arraial de ímpios que talvez si convertessem. Fiel é aquele que chama, ele transforma, ele muda, a igreja deve ser o lugar dos santos! A eleição já ocorreu, e muitos de nós ficamos a aguardar essa eleição. Quando na verdade já foi feita por Deus (cf. 1Pe.1.2). Deus reina sobre a terra, e o seu povo atua nessa terra como sacerdotes dele, como nação dele, como propriedade “exclusiva”, isto é, não é propriedade do mundo, mas de Deus, e quem deve está dentro desse povo são só os que pertencem a ele. E como conseqüência disso, o caráter divino é tanto proclamado quanto vivido, por palavras e obras dessa igreja. Isso quer dizer que o joio não deve estar na igreja, jamais! O joio está no mundo (cf. Mt.13.38). Bem como o trigo também. E ambos vão ter os seus destinos. Jesus disse que “o joio são os filhos do maligno”. Ora, se a igreja é propriedade exclusiva de Deus, quem deve estar nela deve ser somente trigo que “são os filhos do reino”. Assim, a igreja não é lugar para joio. E não é preciso esperar a grande colheita para que façamos a limpeza na casa! Conforme a parábola, a grande colheita será feita no mundo e os anjos que farão isso! Já na igreja, só há os eleitos! Sabendo disso tudo, o que você fará agora? Há tempo ainda para esperar? Quem é você? Descubra e faça a diferença!

sábado, 1 de março de 2014

O AGIR DE DEUS E A RESISTÊNCIA DO MAL















Texto base: Marcos 5.1-20

Os discípulos estavam indo pelo mar da Galiléia em direção da região de Gadara e se deparam com uma forte tempestade. Jesus, inusitadamente, aparece a eles no meio da tempestade, e põe fim nela. Ao desembarcarem na “terra dos gerasenos” logo veio ao encontro um homem possesso de espírito imundo. No confronto, Jesus interroga ao demônio qual era o seu nome. “Legião”, a resposta mostrou o quanto agia o mal sobre aquele homem possesso. Nos regimentos militares romanos, uma legião equivalia aproximadamente em 6 mil soldados. Imagine o quanto o mal se une para fazer resistência ao agir de Deus. Embora essa quantidade de forças do mal empenhada, Jesus não estava ali para perder a sua viagem. Diante dessa batalha espiritual podemos retirar grandes lições para nossa vida. Entre elas:

1ª Lição: Atitudes de reverência não expressam exatamente submissão a Cristo. “Quando, de longe, viu Jesus, correu e o adorou”. (v.6).

Essa é a primeira lição que descobrimos no texto e que nos trás uma profunda avaliação de culto. Ora, os demônios estão aqui nesse trecho prostrados diante de Cristo. Nem por isso significava que eles concordassem com Jesus ou confiassem em sua autoridade sob eles. Enquanto cristãos, será que somos realmente submissos a Jesus? O fato de nos prostrarmos diante dele não significa que somos exatamente submissos. Precisamos refletir muito sobre essa lição. Submissão é muito mais que obediência. Podemos obedecer alguém, sem, porém, confiar. Você confia em Jesus? Acredita em sua mensagem? Em suas promessas? Está disposto a professar fé nele, mesmo quando tudo parecer perdido?

2ª Lição: Não há nada em comum entre o reino de Deus e o reino do Diabo. “Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo?”. (v.7).

Essa expressão era muito comum na Palestina para definir divergência entre lados. Isto é, o reino das trevas não tem nada em comum com o reino de Deus. Exemplos:

Quando o endemoninhado foi liberto, viu-se que ele ficara em “perfeito juízo” (v.15). Entretanto, quando se estar no reino das trevas, as pessoas se tornam como loucos e sem juízo. Caindo ao chão inconsciente e com histeria. Em que reino você tem andando? No de Deus ou no do Diabo?

O culto que prestamos a Deus é espontâneo. Já o culto prestado ao Diabo, ele oferece uma barganha para te convencer a adorá-lo. Vejamos a oferta dele para Cristo quando o tentara: “Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares”. (cf Mateus 4.8,9). Que reino você pertence? Em que reino você tem andado? De Deus ou do Diabo? De que lado estás?

3ª Lição: Os demônios lutam muito por permanecer em locais onde investiram tempo e maldades. “E rogou-lhe encarecidamente que os não mandasse para fora do país”. (v.10).

Esse clamor dos demônios nos deixa atentos para as formas de agir do mal. Precisamos conhecer nosso adversário. O Diabo não resistirá fácil daquilo que conquistou. Por isso, não podemos subestimar suas astúcias. Aprendemos aqui que o Diabo luta o bastante para conquistar terreno, e que não está disposto nem um pouco a perder espaço. Outra coisa que aprendemos aqui é que precisamos orar por nossa pátria e por nossa gente. Vejamos o quanto a maldade deseja se alojar em um lugar. Sigamos as sábias palavras: “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”. (Tiago 4.7). E ainda: “nem deis lugar ao diabo”. (Efésios 4.27).

4ª Lição: O reino de Deus incomoda pessoas que só pensam obter lucros e manter a rotina de suas vidas. “Então, saiu o povo para ver o que sucedera... E entraram a rogar-lhe que se retirasse da terra deles”. (v.14,17).

Os donos daquelas terras pouco perceberam o bem que Jesus fizera ao endemoninhado. Que estava em perfeito juízo. Entretanto, seus olhos estavam nos bens que foram perdidos ao precipitar aqueles porcos no despenhadeiro. Jesus quebrou a rotina daquelas pessoas, e elas, estavam pouco interessadas em mudanças. Veja o quanto é ruim uma vida regrada em bens materiais e rotina. Jesus não encontra lugar em vidas assim! Observe se sua vida não é assim. Ti incomoda abrir mão de coisas materiais por uma vida? Faz mal mudanças em tua vida? O que realmente ti importa? Você está disposto a abrir mão de sua zona de conforto para lutar por libertação de vidas?

5ª Lição: O espírito aventureiro vocacional e missionário muitas vezes deve ser trocado pelo cuidado com os de nossa própria casa, cidade ou pátria. “Ao entrar Jesus no barco, suplicava-lhe o que fora endemoninhado que o deixasse estar com ele. Jesus, porém, não lho permitiu, mas ordenou-lhe: Vai para tua casa, para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti”. (v.18,19).

Aquele homem liberto de seus demônios, agora queria ir com Jesus. Todavia, ele lhe manda ficar. E dar testemunho de sua vida para os seus. Às vezes queremos ir mundo afora anunciar Jesus, enquanto que em nossa própria casa ou cidade ou pátria, não fazermos isso. Aqui está uma forte lição para muitos que querem se aventurar em missões sem que antes façam isso entre os seus.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O poder divino é transformador e transbordante


 Texto principal: Atos 10.1-8, 17-24, 44-48; 11.1-26
 
Muito se fala do poder de Deus, do poder do Espírito Santo, mas pouco se constata a transformação e o transbordar desse poder. Lembro-me agora do profeta Elias diante dos profetas de Baal no monte Carmelo. Quando Elias preparou o seu altar, mandou cavar valas e colocar água. Mandou jogar água sobre o holocausto e sobre o altar. Elias clamou e desceu o poder de Deus em fogo. Consumiu o holocausto e consumiu a água da vala. Deus quando age de verdade, não há possibilidade alguma dele ficar apenas no superficial, numa região, num povo, numa turma, numa cultura ou na esfera religiosa. Quando Deus age, esse agir transforma e transborda ao ponto de alcançar outras áreas da vida e outras culturas.
 
Em nosso texto principal, temos essa realidade do agir transformador e transbordante do poder divino. Que através desta mensagem possamos entender mais profundo o que seja poder divino.
 
Temos aqui Pedro, alguém muito focado em sua religião e seus costumes. Depois nos aparece Cornélio, uma pessoa que apesar de seus atos de caridade, precisava de salvação. Alguém de outra cultura, fora da esfera religiosa de Pedro. Temos ainda os demais não judeus, a família e amigos e Cornélio. Os discípulos que haviam sido dispersos por toda a região da Fenícia, Chipre e Antioquia, mas não anunciavam a palavra para eles. Porém, apenas aos judeus. Mas, temos também, alguns deles que eram de Chipre e de Cirene que foram até Antioquia, mas pregavam também aos gregos. Temos também a alegria de Barnabé que, ao tomar conhecimento das coisas que acontecem entre os gentios e partiu atrás de Saulo (Paulo) e encontrando-o, trás para Antioquia onde lá ensinam o evangelho a numerosa multidão. DEPOIS DE TUDO ISSO, eles foram, pela primeira vez, chamados de Cristãos.
 
É nesse cenário de grande transformação, resultado do poder divino que transborda onde vamos meditar em algumas lições que foram retiradas do texto principal.
 
1ª Lição: O poder divino chega a onde não imaginamos (11.5-10).
O apóstolo Pedro não imaginou essas coisas que viu. O poder divino chegou até ele visando transformar sua visão rasteira do poder divino e fazer transbordar em áreas externas de sua vida religiosa.

Precisamos do poder divino verdadeiro. Que não se resume apenas no sentir alguma coisa ou ver alguma coisa. Mas, que transborda em áreas imagináveis de nossa vida e de nosso cotidiano. O poder divino verdadeiro tem que tocar no comportamento do filho para com a sua família, do marido para com o lar, da esposa com a casa, do amigo para com os inimigos, do aluno com a sua escola, do cidadão com a sua sociedade. O poder divino não toca só na pele com arrepios, ou na língua com palavras desconhecidas. O poder divino não se define por isso. O agir de Deus é TRANSFORMADOR e TRANSBORDANTE. É esse poder que precisamos em nossas vidas. Isso é que é o poder divino.

Pergunte pra você mesmo: Sua vida se transformou? Aquilo que você afirma ser o poder de Deus em sua vida tem mudado a tua relação com a família? Tem te feito uma pessoa melhor? Outras pessoas têm sido alcançadas por você? Que poder é esse que não transforma a tua rotina?

2ª Lição: o poder divino aproxima os estranhos. (10.24).
Quando Pedro recebe a visão, aparecem os enviados da parte de Cornélio, ele parte para Cesaréia e se encontra com Cornélio. Duas pessoas de diferentes esferas de vida.

Assim é o poder divino. Quando Deus age, ele não se limita as afinidades, o seu poder transborda aproximando os desconhecidos, os estranhos. Quem imaginava em colocar em sua casa uma miniatura de um estábulo de animais? Mas, quando o poder divino foi manifesto sobre a manjedoura e fez vir ao mundo seu filho Jesus naquele estábulo. O imundo se tornou santo, o desconhecido ou desprezado se tornou o centro das atenções. No mês de dezembro, nos mais importantes Shopings de uma cidade, aquele local fedido se transforma em belo.

Eu creio no poder divino, quero esse poder na minha vida. Mas, esse poder que transborda, transformando minha realidade de vida, que ultrapasse os limites das afinidades. Que me aproxime dos desconhecidos e estranhos. Que me leve a proclamar sobre vidas que jamais imaginava. Que faça do desconhecido CONHECIDO.

Você deseja esse poder divino sobre tua vida? É mais fácil se limitar em sensações né? É mais fácil dar uns gritos e pulos dentro de um auditório e depois irmos para casa feliz pelo entretenimento gospel. Mas, pode ter certeza, quando o verdadeiro poder divino vem sobre nossas vidas, ela não resistirá às transformações causadas por esse poder. Você não precisa está preparado para receber esse poder. Deus te capacitará como fez com Pedro!

3ª Lição: O poder divino tem um objetivo principal: conversão (11.12-16,21).
Essas passagens bíblicas em que estamos meditando tudo caminham para um objetivo principal: a conversão de Cornélio. Que mesmo com as suas obras de caridade, estava perdido como qualquer pecador sem Cristo. Tudo se caminhou para que os discípulos entendessem que o agir de Deus tinha esse objetivo principal: a conversão dos não judeus. Inclusive de Antioquia. E observem: só depois que a igreja entendeu o seu propósito (salvação de vidas) foi que passaram a serem chamados de CRISTÃOS (seguidores de Cristo).

Deus não vai agir para saciar desejos egoístas, não vai agir para conceder necessidades superficiais do ser humano sem que lhe mostre a sua MAIOR NECESSIDADE: o novo nascimento! A mão de Deus opera com finalidade específica: salvação do pecador. O poder divino não tem outro foco. Se existe algum poder cujo foco é dar tudo o que queremos, esse poder é diabólico.

Deus está agindo em tua vida? O que você espera do poder divino? Em tua vida e na vida dos que te cercam houve novo nascimento? O que você está esperando para buscar esse poder divino sobre tua vida? Há uma sede em teu coração por esse poder?

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O Alcance da Vida Eterna













Texto: Mateus 19.16-26

A vida eterna não é um assunto tanto popular na igreja evangélica moderna (entre os neo-evangélicos), o motivo nós já sabemos: se prega hoje uma mensagem focada na vida terrena. Todavia, esse assunto foi citado 43 vezes no Novo Testamento e 02 vezes no Antigo Testamento. Isso fora as associações ao assunto de forma indireta. O que de fato merece toda a nossa atenção. Lembro-me das palavras do apóstolo Paulo quando já havia pessoas desse tipo, que se importam mais com a vida terrena do que com a vida eterna; e nisso se tornam inimigos da cruz de Cristo. Pois a promessa da cruz é a vida eterna. Ele escreveu: “... são inimigos da cruz de Cristo. O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas. Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas”. (Fp.3.18-21).

A vida eterna é, à luz da Bíblia, uma esperança de que a morte será vencida com o advento da ressurreição e viveremos para sempre na companhia de Deus em Cristo Jesus. São várias as passagens bíblicas que falam disso, eu poderia ficar citando todas elas aqui, mas o meu objetivo é entregar a mensagem que Deus me deu. E por falar na mensagem, façamos algumas perguntas: É possível alguém alcançar a vida eterna? O ser humano pode ter a vida eterna obedecendo aos mandamentos? A bondade humana é o caminho para a vida eterna? O que Deus faz para que tenhamos a vida eterna? Creio que essas e outras perguntas serão respondidas nas lições que veremos a seguir.

1 – Com a bondade humana não se alcança a vida eterna: “... Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: Por que me perguntas acerca do que é bom? Bom só existe um...” (v.16,17).

Jesus começa o diálogo com o jovem da narrativa lhe confrontando a fragilidade da bondade humana para alcançar a vida eterna. Hoje são muitas as religiões e as crenças que pregam isso: Seja bom, que você vai entrar no céu. A mensagem pregada pelo mundo tem certa semelhança, embora não creia em vida eterna e nem em Deus. Mas, acredita na bondade humana, ao ponto de depositar toda a esperança de uma vida melhor no mundo baseado nisso. Entretanto, a mensagem do evangelho de Cristo tanto é confortante em nos trazer esperança de vida eterna como é de confrontar a maldade humana, seus pecados e conseqüências, que sem Cristo o que herdamos é a morte eterna. Que é, à luz da Bíblia, um afastamento eterno da presença de Deus. Conforme falou o profeta Daniel: “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno”. (Dn.12.2).

Não se engane mais, tua bondade e tua auto-justiça não te levará a vida eterna. Só Deus é bom. Fomos manchados pelo pecado e por mais que venhamos a ter atitudes bondosas na vida, elas não vão apagar a macha do pecado em nós, e nem muito menos evitarão as más atitudes.

2 – Guardar os mandamentos seria uma possibilidade, se fossemos capazes de cumpri-los perfeitamente: “Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos”. (v.17).

Aqui Jesus ainda não responde a pergunta do jovem (aliás, o jovem não consegue ter a reposta, ele vai embora antes). Jesus apenas mostra aquilo que Deus requer da humanidade: a obediência perfeita de sua Lei. O jovem cai na crença legalista de que seja capaz de cumprir perfeitamente a Lei divina perguntando a Jesus: “Quais?” (idem v.18). Ora, se Adão não foi capaz de cumprir o único mandamento (Gn.2.16,17), como seus descendentes conseguiriam sendo muitos? Todavia, Jesus entra no jogo dele respondendo: “Respondeu Jesus: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho; honra a teu pai e a tua mãe e amarás o teu próximo como a ti mesmo”. (ainda no verso 18). Notem que Jesus não cita nem 1/5 da Lei. Apenas alguns, que talvez, eram os que o jovem obedecia. Fato esse que ele responde logo em seguida: “Tudo isso tenho observado”. (v.20). Porém, sua sede pela vida eterna se perde quando se julga ser capaz de herdá-la por suas obras quando pergunta a Jesus: “que me falta ainda?” (v.20). 

Será que não vivemos assim hoje? Na ilusão de que obedecendo a preceitos da lei alcançaremos a vida eterna? Veja bem, não há nenhuma falha na lei divina. Ela é perfeita, boa e santa (cf Rm 7.12). A falha está em nós (idem v.14). Quando o nosso representante falhou, todos nós nascemos com a predisposição para o mal e realizá-lo (cf Rm.3.23 e Gn.6.5).

3 – Somos transgressores da lei divina: “Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu”. (v.21).

Jesus compreende a tentativa frustrada do jovem de alcançar a vida eterna por sua perfeição apontando o seu pecado. Na narrativa de Lucas acrescenta, Jesus diz: “Uma coisa ainda te falta”. (Lc.18.22).

Sempre que nessa vida cairmos na mentira de que nossa obediência a Lei divina vai nos dar a vida eterna aquela voz de Jesus ao jovem ecoará alto e em bom tom em nosso coração: UMA COISA AINDA TE FALTA. 

Desista de buscar a vida eterna pelos teus méritos ainda hoje! Pare de achar que pode cumprir toda a Lei. Tiago escreveu: “Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos. Porquanto, aquele que disse: Não adulterarás também ordenou: Não matarás. Ora, se não adulteras, porém matas, vens a ser transgressor da lei”. (Tg.2.10,11).

Aquele jovem retirou-se triste, por ser dono de muitas propriedades. Era rico. E com certeza a conclusão que temos é que ele não estava disposto a deixar sua avareza, e também não queria desistir de buscar a vida eterna por seus méritos. O que esse jovem deveria ter feito então? Era para ele ter se rendido a Cristo com uma simples exclamação: Salva-me Senhor!

4 – A vida eterna só é possível quando oferecida gratuitamente por Deus: “Ouvindo isto, os discípulos ficaram grandemente maravilhados e disseram: Sendo assim, quem pode ser salvo? Jesus, fitando neles o olhar, disse-lhes: Isto é impossível aos homens, mas para Deus tudo é possível”. (Mt.19.25,26).

Os discípulos insistem em saber a pergunta do jovem rico. E Jesus responde finalmente: A vida eterna é impossível aos homens. Jesus com essas palavras acaba com toda a arrogância humana. Ele elimina todas as facetas modernas de auto-ajuda, senso geral de bondade humana, antigo legalismo e chances ilusórias da conquista própria de vida eterna. Somente Deus pode salvar-nos, somente Deus pode nos trazer a ele para recebermos a vida eterna. E o caminho que ele nos Deus para isso chama-se Jesus Cristo. (cf. Jo.14.6). Ele disse: “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão”. (Jo.10.28). Observe que Jesus diz isso as “suas ovelhas” e que lhe dão ouvidos, ele as conhece e elas o seguem. (cf. v.27).

Se você não der ouvidos ao que foi dito aqui não se comporta como ovelha de Cristo. E quem não é ovelha dele não tem a vida eterna. Todavia, a graça divina te é favorável nesse momento para que se rendas a ele. Para que pare de buscar por seus próprios méritos a vida eterna. Renda-se a Jesus!

terça-feira, 5 de novembro de 2013

SALVAÇÃO PARA VOCÊ E SUA FAMÍLIA















Texto: “Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa”. (At.16.31).

Se eu fosse perguntar aqui: “quem deseja que sua família seja salva?” Com certeza ouviríamos em alto e bom som: “EU”, com letras maiúsculas. Mas, se eu perguntasse: “você confia, crer em Jesus o suficiente ao ponto de que sua família possa ser influenciada por tua fé?” A partir daqui a resposta não é tão forte assim não é? A palavra grega usada na passagem bíblica que traduzimos por casa é “oikos” que quer dizer literalmente “casa”. Todavia, existem as suas sub-definições que vão coincidindo com o contexto. Para o caso aqui do nosso texto temos as seguintes definições: “lar”, “todas as pessoas que formam uma família”, “ocupantes de uma casa”, “família”, “descendentes de alguém”. Alguns pensam que essa declaração de Paulo e Silas foi uma profecia. Seria uma promessa para os cristãos? Não. O que Paulo e Silas estão dizendo é que a salvação daquele homem e de sua família iria depender da fé dele em Jesus Cristo. Fé para a sua própria salvação e fé para orar e testemunhar de Cristo convictamente para os seus familiares para que eles venham ser tocados pela graça da mesma fé para salvação. Isto é, eles associaram o poder de alcance da salvação daquele homem se estendendo para sua família a partir da fé dele por Jesus. Vejamos como isso é relevante para todos nós diante das verdades que estão nesse texto:

1) A salvação não é uma simples doutrina, a salvação é Jesus;

A doutrina mais importante da igreja é a doutrina da salvação. A base da igreja é fundada por Jesus como sua vitória sobre o inferno (Mt.16.18). O que seria isso a não ser salvação? A sua maior missão, que é proclamar o evangelho, está incutido a revelação dos que serão salvos ou não (Mc.16.15,16). E finalmente, a palavra “salvação” é diretamente associada a “Jesus”. Seu nome quer dizer “Yahveh salva ou é salvação”. Isto envolve não só conhecermos a doutrina da salvação, mas sobre Jesus Cristo. Tanto intimamente quanto biblicamente. Como está o teu conhecimento intimo e bíblico da salvação e do salvador? O centro da mensagem da igreja evangélica hoje é a salvação? É o salvador ou o curandeiro? É o redentor ou o abençoador?

2) Crê em Jesus é ser alcançado pela salvação e no transbordar dessa fé a família recebe graça para crer também;

Outra verdade importante que consta no nosso texto principal é essa: O tamanho de sua fé por Jesus acarretará em graça ou mau testemunho para sua família. Observem que a avó e mãe de Timóteo tornaram-se testemunhos vivos de Cristo para ele (2Tm.1.5). Paulo relata que Timóteo, por intermédio delas, conheceu as Escrituras (2Tm.3.14,15). Lídia veio a ser alcançada pela graça de Deus por tamanha fé de Paulo e Silas, com tamanha fé por Jesus saíram de suas casas para fazer missões, e isso resultou na salvação dessa mulher e de sua família (idem v.14,15). É inegável que Timóteo e Lídia e aquele carcereiro de nossa passagem principal foram salvos pelo transbordar da graça com fé salvadora que estavam na vida de Paulo e Silas. Você crê em Jesus o bastante para que siga o seu desafio de “negue-se a si mesmo e siga-me”? Sua fé influencia aos outros? Ou sua fé é tão religiosa (farisaica) que só afasta cada vez mais as pessoas do evangelho? Você crê o suficiente para que outros possam crer?

3) O Espírito Santo trás regeneração por meio da Palavra pregada.

Finalmente, temos essa outra verdade. Paulo vai dizer lá em Efésios que a Palavra de Deus é a espada do Espírito Santo (6.17), depois Pedro vai dizer que a semente incorruptível da nova criação vem mediante a Palavra de Deus (1Pe.1.23). Essa Palavra é pregada sob o poder do Espírito Santo que age eficazmente na vida do ser humano. Como diz o autor aos Hebreus: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração”. (4.12). Como somos preguiçosos em fazer exegese da Bíblia. Quer ver? Quantas vezes nós cristãos já dissemos: “o Espírito Santo convence”. A princípio, muitas vezes dizemos isso para nos aliviar da responsabilidade da proclamação. E, em segundo lugar, não tem essa frase na Bíblia. O que temos escrito é: “Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo”. Infelizmente as Bíblias portuguesas traduzem a palavra grega “elegcho” para o verbo “convencer”. Só que em sua definição no léxico grego nem se quer consta esse verbo. Teremos os significados: “sentenciar, refutar e rebater”. Onde a aplicação desses verbos pelo Espírito Santo acontece através de sua Palavra inspirada por ele mesmo, que deve ser proclamada pela igreja de Cristo. Paulo e Silas não estavam ali calados na prisão, com certeza a Palavra foi proclamada (ver At.16.25) dentro desse lugar. Foram presos por causa da proclamação da mesma. E quando ocorre o tremor de terra naquela região, os presos não cuidam de fugir, pois obviamente Paulo lhes havia falado de uma prisão muito pior. E o carcereiro, ao ver que os presos não fugiram, ele não retomou sua rotina. Ele fez uma pergunta que denuncia a proclamação da Palavra para ele também: “Depois, trazendo-os para fora, disse: Senhores, que devo fazer para que seja salvo?”. (idem 16.30).

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

O TEMPLO DE DEUS TEM QUE SER RECONSTRUÍDO, NÃO PODE PARAR













Texto principal: "Não sabeis vós que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá". 1Co.3.16,17

Há muito tempo atrás, o Templo de Israel havia sido destruído, porque o povo de Israel havia deixado de buscar ao seu Deus Yahveh e de guardar seus mandamentos. Então, sob a permissão de Yahveh, a Bíblia nos conta que o rei da Babilônia: Nabucodonosor invade Jerusalém, destrói o Templo e toda a cidade; e ainda leva o povo cativo. Há mais tempo atrás ainda, o ser humano ao desobedecer ao seu Criador caiu de seu estado de imagem da glória de Deus e honra para um estado desprezível e miserável de pecador. Você pode perceber tamanha semelhança?

Pois, a semelhança continua... Jesus Cristo veio ao mundo para reconstruir um templo superior (Jo.2.19). Não o Templo de pedra, mas um templo de carne, espiritual, para ser morada de Deus: o nosso coração. Não é a toa que o apóstolo Paulo fala o que acabamos de ler aqui. Somos realmente Templo de Deus, mas estamos sendo restaurados ou abandonados em ruínas? Creio que hora de começar a restauração do Templo de Deus em teu coração não percebe? E creio também que os que estão em restauração não se desanimem diante das ameaças externas para parar!

Vamos abrir nossas Bíblias no livro de Esdras e aprender um pouco mais sobre isso? Vejamos:

Esdras 1.1-4: Nada impede o agir de Deus em nossas vidas. Muito tempo depois do rei babilônico Nabucodonosor, um novo reino toma o seu lugar conforme profetizou o profeta Daniel, o rei da Pérsia: Ciro. Esse rei é tocado por Deus Yahveh para ordenar ao povo de Israel a voltarem a Jerusalém e reconstruírem o Templo. Não existe nada e nem ninguém que impeça o agir de Deus. Sua Palavra diz: “Ainda antes que houvesse dia, eu era; e nenhum há que possa livrar alguém das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá?” (Is.43.13). Saiba você, que se hoje mesmo se renderes a Jesus, a obra de restauração de tua vida para ser Templo de Deus começará e ninguém impedirá! E você meu irmão que anda abatido, com as obras de Deus paralisada em tua vida, não desanimes, a Palavra nos diz: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus”. (Fp.1.6).

Esdras 3.10-13: O agir de Deus é tremendo, é emocionante, é poderoso. Quem viu aquele Templo ser destruído, desmoronado pelos babilônicos, o povo que foi levado cativo, o profeta Jeremias escreveu o livro de Lamentações exatamente contemplando a destruição do Templo. Agora, vê-lo sendo reerguido é muito tremendo, emocionante, poderoso. Saiba meu querido quando Deus transformar tua vida, quando suas mãos tocar tua vida, as ruínas deixadas por Adão em teu coração, hão de ser restauradas por Jesus Cristo para o louvor; glória e morada do Altíssimo!

Esdras 4.4-7, 11-13, 23,24: Os inimigos da humanidade vão pelejar para impedir a obra de reconstrução do Templo de Deus. Os povos ao redor de Jerusalém começam a se levantar contra a reconstrução do Templo. Eles partem para a autoridade máxima, o rei da Pérsia, desde Ciro, Dario, até os dias de Artaxerxes. Para que ele viesse a impedir as obras. Somos informados pela Bíblia que algumas vezes “rei da Pérsia” é uma alusão a Satanás (você pode ver isso em Daniel 10.13). Meus irmãos e amigos, a Bíblia nos informa que somos Templo de Deus; que fomos feitos a imagem e semelhança de Deus; que fomos feito para sua glória (Rm.11.36). Portanto, Satanás e seus agentes: o mundo, o pecado e a carne vão pelejar para que continuemos em ruínas. E se houver início de obras de restauração do Templo de Deus em nossas vidas. Satanás e os seus vão pelejar para que seja paralisada a obra. Portanto, lutemos. A Palavra nos diz: “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”. (Tg.4.7). “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente”. (1Jo.2.15-17). “E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências”. (Gl.5.24). “Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam”. (Tg.1.12).

Esdras 5.1-5: Deus levanta seus profetas para animar na obra de reconstrução do Templo dele. Os profetas Ageu e Zacararias foram grandemente usados para animar o povo na reconstrução. Meu caro irmão e amigo, não temas as ameaças da carne, do pecado, do mundo e nem de Satanás. Se concentre na obra de Deus em tua vida. A Palavra diz: “... desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus...”. (Hb.12.1,2). Logo vem o livramento de Deus como aconteceu com Israel: “Não interrompais a obra desta Casa de Deus, para que o governador dos judeus e os seus anciãos reedifiquem a Casa de Deus no seu lugar”. (Ed.6.7). Assim como Jesus foi tentado no deserto, mas Deus lhe deu o conforto e Satanás o deixou.

Esdras 7.10: Uma vez tornando-se Templo de Deus o ser humano tem que si dispor a buscar, aplicar e ensinar a Palavra de Deus para sua vida e aos outros. Depois que o Templo de Deus foi estabelecido em Israel, Esdras se dispôs a buscar, aplicar e ensinar a Lei de Yahveh em sua vida e na vida do povo. Meu irmão, se você é um Templo de Deus, com certeza o teu coração irá dispor a buscar e aplicar a Palavra de Deus em tua vida e também na do teu próximo.