Igreja Cristã Gileade

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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

O EVANGELHO



A palavra evangelho vem do grego “euanggelion” que quer dizer “boas novas, as boas novas do reino de Deus que acontecerão em breve, e, subsequentemente, também de Jesus, o Messias, o fundador deste reino. Depois da morte de Cristo, o termo inclui também a pregação de (sobre) Jesus que, tendo sofrido a morte de cruz para obter a salvação eterna para os homens no reino de Deus, mas que restaurado a vida e exaltado à direita de Deus no céu, dali voltará em majestade para consumar o reino de Deus. As boas novas da salvação através de Cristo. A proclamação da graça de Deus se manifesta e garantida em Cristo. Quando a posição messiânica de Jesus ficou demonstrada pelas suas palavras, obras, e morte, a narrativa da pregação, obras, e morte de Jesus Cristo passou a ser chamada e evangelho ou boas novas”.


Podemos ver algumas ocorrências bíblicas para exemplificarmos:

“Mas nem todos obedeceram ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem acreditou na nossa pregação?” (Romanos 10.16 RA). Temos aqui uma associação clara do apóstolo Paulo a profecia de Isaías 53 com Jesus. E nesse ponto ele apresenta o evangelho como uma profecia que se cumpriria em sua geração. Asseverando que a notícia, as novas que Isaías falara era o evangelho. O evangelho é uma pregação.

“esforçando-me, deste modo, por pregar o evangelho, não onde Cristo já fora anunciado, para não edificar sobre fundamento alheio;” (Romanos 15.20 RA). Nesta outra passagem bíblica o mesmo Paulo enfoca na pregação do evangelho para pessoas que não ouviram a mensagem do evangelho, não nos detendo com aqueles que já o ouviram. Isso dar uma grande lição para muitos que saem atrás de pessoas que já são evangelizadas, causando um tipo de proselitismo em vez de evangelismo. O evangelho tem que ser levado àqueles que não ouviram.

“Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho!” (1 Coríntios 9.16 RA). Aqui o apóstolo Paulo se mostra como alguém que tem o dever de pregar o evangelho, levar a mensagem que traz no evangelho. E que fazer isso não é motivo de se gloriar e sim uma obrigação. Pregar o evangelho é um dever.

“Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema.” (Gálatas 1.8 RA). Outra vez temos Paulo, nesta passagem ele faz severa repreensão a todo aquele que traz uma mensagem que ultrapasse aquilo que foi pregado. O evangelho é único, não pode ser acrescentado nada.

“Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada; ora, se primeiro vem por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus?” (1 Pedro 4.17 RA). Temos agora Pedro. Aqui ele faz uma retórica, aqueles que fazem parte da família de Deus já sofrem juízo por causa do evangelho, imagine o que será daqueles que não atendem ao chamamento do evangelho. O evangelho é livramento do juízo.

“em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus.” (2 Tessalonicenses 1.8 ARA). E voltamos para Paulo, aquele que pregou o evangelho pelos quatro cantos de sua região. Nesta passagem, nosso missionário incansável diz que aqueles que não atenderam ao chamado do evangelho terão que enfrentar a punição divina na vinda de Jesus. O evangelho causará punição divina aos que não atendem a sua mensagem.

A mensagem que encontramos quando vamos estudar o evangelho.

Quando estudamos o evangelho na Bíblia, descobrimos que primeiramente antes da “boa notícia”, pois como vimos acima, o evangelho é “boas novas”, o evangelho traz más notícias. Temos informações tristes sobre nós, sobre a humanidade, sobre o que aconteceu com a criação. Isso é de fundamental importância, pois não adianta eu dizer para você que Jesus lhe amou e te ama, que ele deu sua vida por você, se você não sabe o que foi que aconteceu para que essas afirmações tenham sentido em tua vida. Então preste atenção:

1) Houve uma queda da humanidade.
Olhe um pouco ao seu redor e veja como isso é verdade. Quando Deus fez o mundo, a Bíblia nos relata o seguinte: “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia.” (Gênesis 1.31 ARA). Não havia nada de errado no mundo que Deus fez. Tudo vivia plenamente bem, em harmonia. Deus e o homem viviam em comunhão. Homem e natureza também. Não havia dor, nem pranto, nem luto, nem enfermidades, nem tristeza. Tudo que Deus fez foi muito bom. Todavia, algo de ruim aconteceu. O homem, criado a semelhança de Deus (ver Gênesis 1.26) em seu atributo de livre arbítrio decidiu comer do fruto pelo qual Deus havia ordenado que não comesse. Está escrito: “mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” (Gênesis 2.17 ARA). E junto a esta ordem, Deus também passou ao homem responsabilidades: ser o provedor e protetor de sua família. “Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar.” (Gênesis 2.15 ARA). Mas, o homem, que se chamava Adão, não protegeu sua família. “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu.” (Gênesis 3.6 ARA). Adão não protegeu a sua família, deixou que Eva se levasse pelas mentiras do inimigo de Deus – Satanás. Que, por ocasião da possessão da serpente, fez Eva cair em transgressão. E Adão não afugentou o adversário de Deus, antes, consentiu com a situação. E participou da desobediência.

Com esta atitude livre do homem, a morte veio a ser uma realidade na nossa vida. Como vimos acima, Deus havia assegurado ao homem que se ele desobedecesse a morte viria sobre ele. E isso ocorreu em níveis distintos: morte espiritual, morte temporal e morte eterna. Sobre isso a Bíblia diz: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.” (Romanos 5.12 ARA). O homem passou a ter um limite de vida terrena, na carne: “No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.” (Gênesis 3.19 ARA). A morte temporal não veio de imediato em Adão, mas ele veio a morrer depois. Entretanto, a morte espiritual veio após ele comer do fruto da árvore que Deus ordenara que não comesse. Ele foi expulso do Éden: “O SENHOR Deus, por isso, o lançou fora do jardim do Éden, a fim de lavrar a terra de que fora tomado. E, expulso o homem, colocou querubins ao oriente do jardim do Éden e o refulgir de uma espada que se revolvia, para guardar o caminho da árvore da vida.” (Gênesis 3.23-24 ARA). Isso é morte espiritual, a quebra da comunhão com Deus. O apóstolo Paulo, escrevendo aos cristãos em Éfeso, explica sobre como era a situação deles antes de Cristo: “… estando vós mortos nos vossos delitos e pecados”. (Efésios 2.1b). A morte espiritual é o resultado de uma vida humana controlada pela natureza pecaminosa. E debaixo dessa natureza adquirida depois da desobediência, o homem e a mulher ficaram escravos do pecado. Nosso Senhor Jesus disse: “Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado.” (João 8.34 ARA). O que o ser humano sabe fazer é pecar, violar a lei divina. Precisa de uma ressurreição espiritual. Voltar a vida! A morte eterna vem como resultado final de uma vida destituída da glória de Deus (Rm.3.23), afastado da santidade da comunhão com Deus, o que lhe resulta é o juízo e condenação: “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno.” (Daniel 12.2 ARA). “Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.” (Mateus 25.41 ARA). “Que diremos, pois, se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos de ira, preparados para a perdição,” (Romanos 9.22 ARA).

2) O homem tornou-se pecador.
Vindo a cair em transgressão, o ser humano passou aos seus descendentes uma natureza pecaminosa. Capaz de levá-lo ao domínio do pecado. Como já foi dito acima. A humanidade tornou-se escrava do pecado e desta situação não sai a não ser por redenção. E esta redenção ele não consegue por si mesmo. Somente Deus pode remir o ser humano: “Eu, eu sou o SENHOR, e fora de mim não há salvador.” (Isaías 43.11 ARA). Então o que lhe resta é passar a vida no pecado: “Viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração” (Gênesis 6.5 ARA). “Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.” (Gálatas 5.19-21 ARA). “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus.” (1 Coríntios 6.9-10 ARA).

3) Deus deu a sua Lei a humanidade.
O intuito da revelação da lei era mostrar ao homem a gravidade de seus erros. Sua necessidade de redenção. “Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados.” (Romanos 2.13 ARA). A primeira vista quando olhamos para essa passagem pensamos que é possível o homem ser justificado. Entretanto não é que o escritor quer dizer, mais adiante ele escreve: “Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado.” (Romanos 7.14 ARA). E nesta condição de escravo do pecado o faz transgressor: “Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei.” (1 João 3.4 ARA). Não tem como escapar da lei divina, por mais bons que venhamos ser: “Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos.” (Tiago 2.10 ARA). Mais adiante o escritor reflete e diz: “Porque todos tropeçamos em muitas coisas…”. (idem 3.2). A lei de Deus é, portanto, um sinal de Deus de que não temos saída, somos transgressores e seremos condenados. Jesus mostrou isso para aqueles que pensavam ser cumpridores da lei: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento. Eu, porém, vos digo que todo aquele que [sem motivo] se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo.” (Mateus 5.21-22 ARA). “Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela.” (Mateus 5.27-28 ARA). Você si acha bom o suficiente para ser salvo? Tolo és. Nem os mentirosos terão parte no céu, quem nunca mentiu na vida? “Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.” (Apocalipse 21.8 ARA)

4) A salvação de Deus.
Deus empurra o homem para Cristo por meio de sua lei: “Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê.” (Romanos 10.4 ARA). Você não tem outra saída. Ou condenação ou Cristo. Sua própria bondade não lhe dar vida eterna, não te redime do pecado. Em algum ponto da lei sua transgressão é visivelmente denunciada. Deus mandou Jesus Cristo para remir a humanidade: “Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida. Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos.” (Romanos 5.18-19 ARA). Ele cumpriu a lei divina por nós. Por isso disse: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir.” (Mateus 5.17 ARA). Ele veio para nos redimir: “no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça,” (Efésios 1.7 ARA). “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados.” (Colossenses 1.13-14 ARA).

Alcançando essa salvação: Creio que você deve está perguntando – como eu alcanço essa salvação? A Bíblia te responde: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados, a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e que envie ele o Cristo, que já vos foi designado, Jesus,” (Atos 3.19-20 ARA). “… arrependei-vos e crede no evangelho”. (Marcos 1.15). O evangelho é isso, é as boas novas. Você toma conhecimento do que aconteceu, fica chocado, ver seus próprios pecados lhe arruinarem à condenação eterna. Mas daí vem a mensagem de misericórdia, esperança, de amor: “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, —pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus;” (Efésios 2.4-6 ARA). “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3.16 ARA). Entendeu agora?

Você precisa crer, eu preciso apenas te anunciar: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.” (Marcos 16.15-16 ARA). “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;” (Efésios 2.8 ARA). O resto é com o Espírito Santo, creio que ele vai te tocar.

O EVANGELHO aprofundando sobre o assunto.

1) A extrema pecaminosidade humana: O evangelho expõe a extrema pecaminosidade humana:“como está escrito: Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus;” (Romanos 3.10-11 ARA). A Bíblia nos mostra que já nascemos no pecado: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe.” (Salmos 51.5 ARA). Que desde cedo praticamos o pecado: “E o SENHOR aspirou o suave cheiro e disse consigo mesmo: Não tornarei a amaldiçoar a terra por causa do homem, porque é mau o desígnio íntimo do homem desde a sua mocidade; nem tornarei a ferir todo vivente, como fiz.” (Gênesis 8.21 ARA). Aos olhos de Deus somos como inimigos: “E a vós outros também que, outrora, éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras malignas,” (Colossenses 1.21 ARA). Somos filhos da ira: “entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.” (Efésios 2.3 ARA).

2) Deus odeia o pecado e o pecador: O pecador é aquele que vive a pecar. Vem da palavra grega do Novo Testamento “hamartolos” quer dizer: “dedicado ao pecado, um pecador”. Deus não ama quem vive assim. Deus é contra toda impiedade humana: “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça;” (Romanos 1.18 ARA). Deus odeia o pecador: “Os arrogantes não permanecerão à tua vista; aborreces a todos os que praticam a iniquidade.” (Salmos 5.5 ARA). A palavra hebraica de onde traduz-se “aborreces” é “saneta” vem de “sane” quer dizer: “odiar, ser odioso”. O ser humano que Deus criou no princípio não é mais o mesmo hoje. Aprendemos na Bíblia que ele caiu. Portanto, Deus odeia o pecador, isto é, aquele que é dedicado a pecar. Não adianta suavizar com eufemismos. O ser humano tem uma tendência de diminuir sua culpa, é seguidor do pensamento “quanto menor vemos o pecado, menor o nosso”.

3) Completamente justos por Cristo: “sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus,” (Romanos 3.24 ARA). A nossa justificação não é por sermos justos, que observamos as leis divinas, que somos inocentes, irrepreensíveis, sem culpas. São as definições da palavra grega do Novo Testamento “dikaios”. Não. Justificação no evangelho quer dizer: “tornar justo ou como deve ser. Mostrar, exibir, evidenciar alguém justo, reto, ou tal como deve ser”. Vem da palavra grega do Novo Testamento “dikaioo”. É por Cristo, por meio dele, que tornamos justos, não por sermos justos, mas pela obra de Cristo, sua representação nossa diante de Deus.

4) Completamente justos como Cristo: no futuro seremos “justos” no sentido pleno da palavra. Quando houver a glorificação do corpo, conforme nos ensina a Bíblia: “o qual também vos confirmará até ao fim, para serdes irrepreensíveis no Dia de nosso Senhor Jesus Cristo.” (1 Coríntios 1.8 ARA). “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória,” (Judas 1.24 ARA). “E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção, para aprovardes as coisas excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo, cheios do fruto de justiça, o qual é mediante Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus.” (Filipenses 1.9-11 ARA). A justificação plena é completa quanto o nosso “estado perante Deus” por causa de Cristo, como vimos no ponto acima. Porém, ela será completa quanto ao nosso próprio estado. Na glorificação, aquele que foi justificado por Cristo será justo como ele é: “Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é.” (1 João 3.2 ARA). “E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo.” (Romanos 8.23 ARA).

5) Deus em Cristo tornou-se abominável: Se você acha que Deus fez pouco por sua vida, pare um pouco e pense nisto: “O que justifica o perverso e o que condena o justo abomináveis são para o SENHOR, tanto um como o outro.” (Provérbios 17.15 ARA). Deus condenou Jesus (o justo) para que você (o perverso) seja justificado. Isso é prova de que Deus nos ama. Não tem outra explicação, isso é amor. A Bíblia diz: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro),” (Gálatas 3.13 ARA).

6) Deus se fez pecado por nós: Quando lemos o evangelho de João ele diz: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” (João 1.1 ARA). E também diz que: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” (João 1.14 ARA). Em Cristo, o verbo, Deus se fez pecado por nós. Essa é a maior prova do amor de Deus: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” (2 Coríntios 5.21 ARA).

CONCLUSÃO

Este é o evangelho, esta é “a palavra da fé que pregamos”. Cabe agora a você que leu até aqui, a tomar uma decisão que realmente venha a resultar em uma mudança em tua vida. Jesus nos mandou que pregasse o arrependimento: “e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém.” (Lucas 24.47 ARA). Arrependam-se! Volte-se para Deus, confesse Jesus e creia que ele está vivo. E serás salvo: “Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.” (Romanos 10.9 ARA).

Fontes consultadas:
Léxico grego de Strong. Bíblia digital Online. SBB
Léxico hebraico de Strong. Bíblia digital Online. SBB.
Bíblia ARA - Almeida Revista e Atualizada.
O Verdadeiro Evangelho. Por Paulo Whasher. Editora Fiel.