Igreja Cristã Gileade

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terça-feira, 6 de março de 2012

A REALIDADE DO PECADO E DA SALVAÇÃO












Texto: Lucas 13.1-5

Realidade é a qualidade ou condição de real. O fato é que a Bíblia Sagrada trata o pecado tão real, verdadeiro, quanto a salvação. E Jesus aqui nesse texto, diante das informações ruins que lhe chega, ele não trata isoladamente, mas toma o acontecido para mostrar a todos que o escutavam, a realidade do pecado, bem como a realidade da salvação. O contexto nos informa que muita gente estava ouvindo Jesus ali (ver cap.12.1). E antes da notícia ruim chegar Jesus estava falando aos que o ouviam que sabiam prever chuvas, mas não discerniam aquele tempo, onde Jesus, o salvador, estava entre eles (idem v.54,56). E mais adiante ele falava da importância de conciliação antes que se vá ao tribunal (idem v.58). Revelando aos que o escutavam da necessidade de conciliação com Deus antes do juízo.

É nesse momento que chaga a notícia da tragédia horrenda que houve em Israel: “Naquela mesma ocasião, chegando alguns, falavam a Jesus a respeito dos galileus cujo sangue Pilatos misturara com os sacrifícios que os mesmos realizavam”. (Lucas 13.1). Nesse contexto, Jesus aproveita da ocasião para anunciar as grandes lições do evangelho:

1ª Ser mais ou menos pecador não muda nada quanto a condenação divina.
“Pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem padecido estas coisas?” (Idem v.2).

A história nos conta que aqueles galileus que morreram estavam no templo oferecendo sacrifícios por seus pecados e por ordem de Pilatos, os soldados romanos entraram e mataram os que ali estavam. Para os judeus daquela época isso aconteceu porque eram galileus e por isso tinham mais pecados do que eles. Todavia, Jesus mostra que todos são pecadores diante de Deus. E como pecadores, infratores, e como infratores sentença de juízo divino. Isso entra em harmonia com Romanos 3.23: “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”. E também: “Não há homem justo sobre a terra que faça o bem e que não peque”. (Eclesiastes 7.20). E com mais umas dezenas de textos bíblicos do Novo Testamento.


Caro amigo, não pense que por você ser se achar menos pecador ou que não tenha pecado algum, que pecado é invenção do cristianismo que você não será réu no juízo de Deus. Arrependa-si enquanto é tempo. Volte-se para Deus antes que seja tarde de mais. Jesus disse as seguintes palavras no início do seu ministério: “Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus”. (Mateus 4.17). Quer o reino dos céus sobre sua vida? Ou permanecer no reino do inferno? Arrependa-si, que o reino dos céus chegará até a ti!

2ª A outra grande lição que Jesus trouxe nesse episódio é que: “As tragédias da vida terrena e da vida vindoura não são resultados de quem é mais pecador”. Veja v.3:
“Não eram, eu vo-lo afirmo; se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis”.

Jesus mostra nessa expressão que o acontecimento aos galileus não foi porque eles eram mais pecadores do que os outros. Mas que perante Deus todos são condenados a morte por causa de seus pecados. Caso não haja arrependimento dos pecados. O apóstolo Paulo falou sobre isso dizendo: “porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”. (Romanos 6.23). Disse mais: “como está escrito: Não há justo, nem um sequer... Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que crêem; porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus”. (Idem 3.10,21-24).

Arrependimento é deixar uma vida prática de pecados, deixar uma mentalidade carnal (inclinada para pecar), voltada para mentira de que não precisa de Deus. E passar a ter uma vida de santidade, uma mentalidade espiritual, voltada para a verdade de que sem Deus, nada somos. Se isso não ocorre em tua vida, o julgamento sobre você será certo! Por quê? Porque você ama as trevas e aborrece a luz (que é Jesus). Na Bíblia está escrito: “O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más”. (João 3.19). Jesus disse para aqueles que se achavam justos por si mesmos: “Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?”. (Mateus 23.33). Não ti demores! Volta para Cristo!

3ª Lição: A base do juízo divino não será o próximo. Mas, a sua santa e justa lei.
“Ou cuidais que aqueles dezoito sobre os quais desabou a torre de Siloé e os matou eram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém?”. (Lucas 13.4).

Jesus citou outra tragédia, a que houve em Siloé, matando 18 pessoas, ensinando que aquelas pessoas que não morreram com elas eram tão pecadoras quanto as que si foram. Deixando claro que o juízo divino não será baseado no que o outro fez, mas cada um dará conta de si perante Deus. Está escrito:

“Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas; pois praticas as próprias coisas que condenas. Bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade contra os que praticam tais coisas. Tu, ó homem, que condenas os que praticam tais coisas e fazes as mesmas, pensas que te livrarás do juízo de Deus?” (Romanos 2.1-3).

Arrependa-si! Não adiantará no dia do juízo você se medir com os outros fazendo parecer melhor do que o teu próximo diante de RETO JUIZ. Deus não se baseará nisso, mas em sua LEI, e como você se procedeu diante dela. A Bíblia diz: “Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos”. (Tiago 2.10). Sem Jesus em tua vida não haverá escapatória para ti diante da LEI de Deus. Você precisa aceitar o perdão de Deus que está em Jesus Cristo para que tu sejas livre do juízo. Está escrito: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo”. Só haverá absolvição de tua sentença se tu receberes Jesus em tua vida, e nele permaneças até o fim: “se é que permaneceis na fé, alicerçados e firmes, não vos deixando afastar da esperança do evangelho que ouvistes...”. (Colossenses 1.23).

4ª e última lição: Jesus quer reconciliar a humanidade pecadora.
Antes que a notícia da morte dos galileus chegasse, Jesus havia dito a multidão que o ouviam: “Hipócritas, sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu e, entretanto, não sabeis discernir esta época?” (Lucas 12.56). Ele não parou de alertar os seus compatriotas para buscarem uma reconciliação com Deus cuja religiosidade não resolveria. Apenas uma conversão verdadeira, sincera, os levaria ao perdão divino. Ele prosseguiu ainda dizendo: “Quando fores com o teu adversário ao magistrado, esforça-te para te livrares desse adversário no caminho; para que não suceda que ele te arraste ao juiz, o juiz te entregue ao meirinho e o meirinho te recolha à prisão”. (idem v.58).

Caro amigo, não espere a morte e o juízo para saber se tu vais para o céu ou não. Busque agora se informar na Bíblia, pois: “... aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo”. (Hebreus 9.27). Reconcilia-te com Deus agora mesmo através de Jesus. Se não te converteres, não nascer de novo, tu não entrará no reino de Deus (João 3.5). Tem que “nascer da água”, que é figura da purificação, lavagem, limpeza. Isto é, um abandono de práticas pecaminosas. Tem que “nascer do Espírito”, algo que a religiosidade jamais produzirá. Só o Espírito de Deus pode ti fazer uma nova criatura. E ele faz somente com aquele que atende ao chamado de Deus para o arrependimento, para reconciliação. Está escrito: “Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte”. (Apocalipse 21.8). Não espere o juízo, ele será justo e rigoroso, e sem Cristo, é como ir ao juiz sem advogado. Porém, está escrito: “... temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo”. (1João 2.1b).