quarta-feira, 11 de junho de 2008

JESUS E A TRADIÇÃO JUDAICA



Texto da Bíblia: Marcos 7.1-23
Desembarcando em Genesaré percorriam toda aquela região junto ao mar da Galiléia curando todos os enfermos que o procuravam. E por ali, os fariseus e alguns mestres da Lei vindos de Jerusalém reuniram-se com Ele. Não se sabe exatamente o motivo de lhe procurarem, mas podemos ver alguns:
Jesus influenciava as multidões com seus ensinamentos, tarefa que eles faziam; Jesus falava da Lei como quem tem autoridade e não como eles, na época quando se encontrava alguém superior faziam-lhe mestre ou rabino; Jesus fazia milagres, prodígios, curava os enfermos, expulsava os demônios, tinha atitudes de misericórdia, fé, amor e fazia a interpretação da Lei de maneira sábia e coerente, tudo isso desafiava os ritualismos, tradições e interpretações impostas por eles.
Tudo indica que eles queriam ser discípulos de Jesus, como alguns foram, ou apenas matar a curiosidade, ou talvez queriam se aliar a Jesus, já que não podiam com Ele, pelo menos unir-se a Ele. Entretanto qualquer que fosse destas intenções muitos deles ficavam impedidos de prosseguir, pois eram fiéis seguidores das tradições, que Jesus considerava “doutrinas de homens” e que “invalidavam” a Lei de Deus e a maioria acabava na verdade como inimigos de Jesus.
Os fariseus, um dos principais grupos religiosos dos judeus, seguiam e pregavam a “Lei oral”, uma junção de todos os mandamentos contidos no Pentateuco com os costumes judaicos, chamavam-na de “tradição dos anciãos”. Eram convencidos que possuíam a correta interpretação da Lei(torah) e afirmavam que a tradição dos anciãos vinham de Moisés e desde o Sinai. Os mestres da Lei, conhecidos como “escribas”. Afirmavam que a “Lei oral” ou “tradição dos anciãos” era mais importante do que a Lei escrita. Por meio de seus esforços a religião da época ficou reduzida ao formalismo, e não atingia o coração. Eram técnicos no estudo da Lei de Moisés e se utilizando de suas técnicas cercaram-na de interpretações, ajustes e suplementos que se transformavam em verdadeiros fardos pesados que nem eles podiam levar, em dogmas religiosos e doutrinas de homens que ofuscavam o brilho da Palavra de Deus.
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Lição1: O discípulo de Jesus tem que negar tradições humanas (v.5)
"interpelaram-no os fariseus e os escribas: Por que não andam os teus discípulos de conformidade com a tradição dos anciãos, mas comem com as mãos por lavar?".
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Os fariseus juntamente com os escribas questionaram Jesus porque seus discípulos não comiam sem lavar as mãos. O que estava em questão não era a falta de higiene pessoal dos discípulos, mas que a tradição dos anciãos estava sendo quebrada, pois ensinavam que todo o povo de Israel deveria seguir a lei sacerdotal do lavatório (Êxodo 30.19-21), para não contraírem impureza espiritual. Talvez alguns daqueles fariseus e escribas queriam ser discípulos de Jesus, mas quando viam que Ele não incluía a “tradição dos anciãos” em seus ensinamentos desistiam de ser discípulos de Jesus. O jovem rico também agiu assim quando sua avareza foi desafiada por Jesus. Ele queria ser discípulo de Jesus, mas não queria largar o pecado da avareza (Mateus 19.16-23).
Quantos não agem assim com Jesus hoje? Muitos tentam se aproximar de Jesus, porém quando suas tradições, costumes e pecados são confrontados pela Palavra de Deus, logo abandonam o caminho. Você quer ser um discípulo de Jesus? Então abandone as tradições que contradizem a Lei de Deus, largue os costumes e pecados que a Palavra de Deus reprova.
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Lição2: A tradição não pode invalidar o mandamento de Deus(v.9,10)
"E disse-lhes ainda: Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição. Pois Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe... Vós, porém, dizeis: Se um homem disser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta para o Senhor".
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Jesus faz menção do 5o mandamento, tomando-o como exemplo, para mostrar que a tradição imposta pelos fariseus e escribas, chamada “lei oral” invalidava a “lei escrita”, entrando em contradição, o que não poderia acontecer, já que julgavam que ambas vinham de uma mesma fonte. O 5o mandamento manda honrar pai e mãe, enquanto que a tradição ensinava que se os filhos consagrassem suas finanças ao templo ficavam isentos de ajudar seus pais financeiramente. Quebrando assim a “lei escrita” por causa da “lei oral”. Jesus finaliza sua colocação revelando que em muitos outros ensinos da tradição dos anciãos acontecia o mesmo(v.13). O rei Saul achava que com rituais e cerimônias encobriria aquilo que o Senhor mandou que ele fizesse(1a Samuel 15.1-23). O nosso maior problema no relacionamento com Deus é este, “rituais e cerimônias” no lugar de “obediência”. É muito bonito termos uma história, uma tradição, uma cultura, uma crença, uma liturgia, mas estas coisas não podem invalidar a Palavra de Deus. Crenças como: salvação sem arrependimento(objeção:Atos 3.19), salvação pelas obras (objeção:Efésios 2.8,9), salvação depois da morte (objeção:Hebreus 9.27), reencarnação em outra vida para expiar os erros e faltas da anterior (objeção:Mateus 26.39;1a Coríntios 15.3), consulta aos mortos (Deuteronomio 18.9-13), astrologia (objeção:Isaías 47.12-15), intercessão de santos e médiuns(objeção:1Tm.2.5), dulia e hiperdulia (objeção:Mateus 4.10), o céu é o lugar de todos (objeção: Mateus 25.41,46) e etc. são exemplos de tradições impostas pelos os homens que contradizem a Palavra de Deus.
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Lição3: O mal nasce do interior e não do exterior(v.18-20)
"Então, lhes disse: Assim vós também não entendeis? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode contaminar, porque não lhe entra no coração, mas no ventre, e sai para lugar escuso? E, assim, considerou ele puros todos os alimentos. E dizia: O que sai do homem, isso é o que o contamina".
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Jesus explica a seus discípulos que não é o comer com as mãos sujas que fazem o homem pecar, pois tudo vai para o estômago e depois é jogado fora. Mas o que sai do seu interior, de sua alma, figurada como “coração”. É da alma humana que sai todas os pecados. Aqui Jesus não faz distinção entre o pecado da mente e o pecado praticado por meio do corpo. Enquanto os fariseus e escribas tentavam combater o pecado externamente, Jesus mostrava para eles que o problema não estava sendo resolvido, a raiz do mal e do pecado que estava sediado no coração humano não eram resolvidos com os ritos, tradições e costumes impostos por eles. O espiritismo faz o mesmo quando impõem a lei do carma, pois para todo mal cometido por uma pessoa(ex.: um tirano) exigirá de outra a justiça divina(a escravidão por outro tirano), enquanto que o pecado, a verdadeira raiz do problema não é resolvido, mas apenas perpetuado por toda eternidade. Quantos tentam resolver o problema da violência, da fome, da miséria, da infidelidade conjugal e etc. aplicando apenas paliativos que não chegam a atingir o coração humano, que é onde está a raiz de todo o problema. Você tem tentado vencer o mal e o pecado com cerimônias ou tem confiado em Jesus para vencê-las? “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.”(1a João 1.9).
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CONCLUSÃO
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Querido amigo, entregue a sua vida a Jesus. Tradições impostas por homens não vão lhe trazer salvação. Somente Cristo poderá te salvar (At.4.12) e somente ele poderá te dar uma vida ambudante! Ore a Deus em nome de Jesus, peça perdão dos seus pecados, aceite Jesus como o teu único e suficiente Salvador, leia a Bíblia e entre em contato. Estarei pronto para lhe dar um estudo para novos convertidos e algumas orientações. Fica com Deus.