Igreja Cristã Gileade

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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

HÁ UM POR QUE













Texto principal: 1Timóteo 3.16

"Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória"

Olhamos para a vida em nosso redor e não percebemos que há um porquê das coisas existirem. Será que tudo isso veio por acaso? Olhamos para o universo afora e constatamos a grandeza das coisas que existem. Dos milhões de galáxias e luzes que refletem e levam milhares de anos para o seu reflexo chegarem a nossa vista. O planeta Saturno com seus anéis que funcionam como um verdadeiro imã atraindo os grandes meteoros que vem em nossa direção. O sol com todo o seu esplendor que, se um pouco mais a frente de sua órbita morreríamos congelados ou um pouco mais atrás morreríamos de frio. O fato é que tudo está ao nosso redor muito bem arquitetado para que possamos ter vida na terra. O salmista bem escreveu no capítulo 19.1-6:

Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo. Aí, pôs uma tenda para o sol, o qual, como noivo que sai dos seus aposentos, se regozija como herói, a percorrer o seu caminho. Principia numa extremidade dos céus, e até à outra vai o seu percurso; e nada refoge ao seu calor.

Olhamos para as Escrituras, percebemos alguém chamado Jesus, que pelo relato dos seus amigos mais próximos e dos profetas que previram sua chegada aqui na terra, era muito mais do que um mero homem.

O apóstolo João nos diz que ele estava no princípio de tudo que veio a existir e sem ele nada do que foi criado veio a existir (Cf. Jo.1.1-3). Ele mesmo relata que esse ser divino se faz carne e habita entre nós (Cf. v.14). E que ninguém jamais viu a Deus, mas o seu único filho fez-nos conhecer (Cf. v.18). O apóstolo Paulo relata que ele foi o autor de todas as coisas que foram criadas, as visíveis e as invisíveis e que tudo foi feito por ele e para ele (Cf. Cl.1.16). Também o apóstolo Tomé ao vê-lo pela primeira vez depois de ressurreto disse: “Senhor meu e Deus meu”. (Cf. Jo.20.28).

Todos os seus amigos viram a glória e a graça divina nele manifestada. E não puderam se calar diante desse fato e foram testemunhas de sua manifestação. Colocaram em risco suas próprias vidas, como assim aconteceu com todos exceto João, que foi exilado em Patmos. Todos os demais apóstolos morreram por dizer que Jesus era Deus e ele ressuscitou. Que morreu pelos nossos pecados para nos dar o perdão divino. Muitos cristãos foram mortos por essa causa.

O testemunho dos profetas quando dele falara escreveram: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is.9.6). Mais adiante disse: “... eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel” (Is.7.14). Seu nascimento em Belém: “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”. (Mq.5.2). Sua ida para Galiléia e empenho de grande parte do seu ministério:

Mas para a terra que estava aflita não continuará a obscuridade. Deus, nos primeiros tempos, tornou desprezível a terra de Zebulom e a terra de Naftali; mas, nos últimos, tornará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, Galiléia dos gentios. O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz (Is.9.1,2).

Sua obra de salvação manifesta nos enfermos e endemoninhados: “Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si...”. (Is.53.4).

O Espírito do SENHOR Deus está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados; a apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram e a pôr sobre os que em Sião estão de luto uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria, em vez de pranto, veste de louvor, em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo SENHOR para a sua glória. (Is.61.1-3).

Sua obra de salvação realizada na crucificação como oferta pelo pecado:

Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados... Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos. (Is.53.5,10).

Em fim, há um porquê de tudo ter acontecido: a criação de tudo o que existe tem um propósito de nos revelar Deus. Até mesmo os nossos pecados vieram a surgir para que Deus mostrasse o seu amor revelado em Jesus Cristo. Por isso as Escrituras nos dizem:

Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós. (1Pe.1.18-20. O grifo é meu).

Quando o apóstolo Paulo fala de Jesus no texto principal, ele faz um resumo de tudo o que falamos até aqui:

1)  “Evidentemente, grande é o mistério da piedade”. Tudo isso que sabemos hoje estava oculto. Todavia, quando ele veio isso nos foi revelado. Esse é o mistério da “piedade”. Quer dizer “da fidelidade de Deus”. (do grego “eusebeia”). Ele revela o cuidado de Deus com as nossas vidas em ter Cristo sido dado em nosso lugar. Mesmo antes de pecarmos tudo foi providenciado.

2)   “Aquele que foi manifestado na carne”. Manifestou-se em carne porque Jesus pré-existe antes de tudo como Deus. O criador. A segunda pessoa de Deus. Mas, que tomou forma humana para que o plano da salvação fosse consumado.

3)      “foi justificado em espírito”. A morte não pode contê-lo. Ora, sendo em forma humana, após sua morte por nossos pecados ele em seu espírito humano não pôde ser condenado ao inferno. Por ser santo e irrepreensível. E por isso foi declarado “justo”. Assim, ele ressurgiu dentre os mortos.

4)   “contemplado por anjos”. Os anjos viram-no ressurgir. E estes deram testemunho aos que primeiro vieram ao seu túmulo. E eles disseram: “Não temais; porque sei que buscais Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito”. (Mt.28.6).

5)  “pregado entre os gentios”. Paulo o viu ressuscitado no caminho de Damasco. E este o comissionou para ser sua testemunha entre os gentios dizendo-lhe:

Mas levanta-te e firma-te sobre teus pés, porque por isto te apareci, para te constituir ministro e testemunha, tanto das coisas em que me viste como daquelas pelas quais te aparecerei ainda, livrando-te do povo e dos gentios, para os quais eu te envio, para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim (At.26.16-18).

6)  “crido no mundo”. Muitos gentios de todos os povos e línguas creram na mensagem das boas novas. O evangelho foi pregado em vários lugares desde o dia da ressurreição de Jesus. De imediato as suas aparições aos discípulos e logo depois da descida do Espírito Santo sobre eles. O evangelho foi pregado em vários povos e línguas.


7)  “recebido na glória”. Após confirmar sua ressurreição e dar várias instruções aos seus discípulos foi assenso aos céus e recebido na glória. O céu é o seu lugar de origem. Ele veio e esteve entre nós por um objetivo: redimir-nos e se revelar plenamente a nós.