Igreja Cristã Gileade

Igreja Cristã Gileade
Rua Major José Araújo Aguiar, 290. Fortaleza - CE - Brazil CEP. 60850-470

sexta-feira, 16 de maio de 2014

O DEUS SANTO QUE PRODUZ SANTIFICAÇÃO PLENA





“O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”. (1Ts.5.23)

Deus tem o poder santificador sobre nossas vidas. E esse poder é que vai operar em nós através dos benefícios da graça concedidos por Deus em Cristo. O apóstolo Paulo nessa passagem não exige que nos santifiquemos, mas revela o outro lado impossível a nós de realizarmos no processo de santificação. Homem nenhum se santifica sem a graça de Deus. Assim, o início das palavras de Paulo é a resposta divina para o socorro de nossa luta contra o mal, conforme ele pede na carta: “abstende-vos de toda forma de mal”. (v.22). O Novo Testamento revela uma participação divina na santificação do homem, atribuição que no Antigo Testamento se resumia unicamente ao homem, numa luta frustrada pela obediência a Lei divina. E assim, Deus é que santifica e vai santificar o ser humano alcançado por sua graça.

A santificação que procede de Deus vai agindo no cristão de maneira quase não percebida por nós. Se não fosse a Palavra de Deus não saberíamos como. Vejamos:


1) Primeiramente, Deus trás santificação aquele que se rendeu a Cristo através daquilo que Jesus efetuou na cruz. Que, resumidamente, chamamos de “seu sangue”. Que na verdade, quer dizer sua oferta pelo pecado. A morte de Jesus por nós resultou em perdão e santificação de nossos pecados. Isso já vinha sendo exposto por Deus desde o Antigo Testamento, com a oferta dos animais pelos pecados dos homens. Agora, vindo Cristo ao mundo, sua oferta foi perfeita e definitiva (veja Gl.1.4; 1Co.15.3; 1Jo.4.10; 1Pe.1.19; etc.).

2) Em seguida, Deus trás santificação ao cristão durante toda a sua vida através de mensagem deixada em sua Palavra. Deus usa a sua Palavra escrita que foi inspirada pelo Espírito Santo (2Tm.3.16) para santificar nossas vidas. Toda vida que esta Palavra é lida ou proclamada suas palavras trazem fé (Rm.10.17); e produz eficazmente o seu objetivo de revelar a vontade de Deus para vida do ser humano (Hb.4.12). Jesus intercedeu por todos os cristãos para que eles fossem santificados nessa Palavra (Jo.17.17). É a Palavra que vai instruir o cristão ao caminho da santidade. Por exemplo: a orar, a se congregar, a jejuar, a evangelizar e discipular, a saber o que desagrada a Deus, a praticar boas obras, etc.

3) E como penhor, nos dar o seu Espírito Santo, que atua na vida do pecador depravado arrancando-o de seu estado desgraçado para uma nova vida. A obra da regeneração provocada pelo Espírito de Deus no remido lhe trás uma nova criação, para que ande em novidade de vida. “penhor” quer dizer “pagamento inicial como garantia de que a soma total será mais tarde”. Isto é, o Espírito Santo nos santificando é só o começo do que fará plenamente em nossas vidas na consumação de todas as coisas (veja 2Co.1.22; 5.5; Ef.1.14). A presença do Espírito Santo na vida do cristão inibe a presença do pecado. Por isso Paulo escreveu: “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1Co.3.16). Em outra carta ele escreveu: “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele”. (Rm.8.9).

Em fim, Deus nos santificará até o dia em que Cristo voltar. E ele age santificando-nos por completo. Em todas as áreas de nossa humanidade PRECISA DE SANTIFICAÇÃO:

“e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis”.

Em nosso espírito: o espírito humano é uma partícula divina, imaterial, inorgânica, imortal, dada por Deus no ato de sua criação fazendo-o a sua imagem e semelhança (Gn.1.26; Ec.12.7). Assim como o corpo, esse espírito humano foi afetado pelo pecado (ver 2Co.7.1). Paulo manda a igreja de Corinto se purificar de toda impureza, aperfeiçoando a santidade, não que o ser humano possa fazer isso por conta própria, mas por conta da Palavra que é ministrada, que produz fé e revela vontade de Deus em nossas vidas.

Em nossa alma: a alma humana é produto da junção corpo e espírito. Como o espírito, a alma é inorgânica e imaterial. Sendo, portanto, imortal, e intimamente ligada ao espírito. Gerando um ser com vontades, pensamentos e raciocínio. A alma foi a parte mais afetada pelo pecado, pois é a fonte geradora das vontades e ações que se expressão no corpo. Jesus nos revelou isso quando disse: “Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias”. (Mt.15.19). O coração é figura de linguagem para retratar a alma humana. Quando o homem caiu de seu estado original desobedecendo ao Criador, sua vontade ficou refém do mal adquirido. Por isso Paulo escreveu: “Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim”. (Rm.7.17). Jesus já havia revelado isso aos seus discípulos quando disse: “Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado”. (Jo.8.34). Assim, a alma humana, que consiste em: vontade, pensamento e raciocínio, como escreveu Paulo: “... tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos”. (Rm.1.21,22).

Em nosso corpo: o corpo humano é a parte visível, orgânica, que por ocasião do pecado, tornou-se mortal. Sendo ele o instrumento da iniqüidade por influencia da alma pecadora. Paulo falando dos benefícios da graça de Deus na vida dos cristãos encerra dizendo: “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça. Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça”. (Rm.6.12-14).

CONCLUSÃO

O fato é que Deus cuida do salvo. Ele não vai deixá-lo a mercê de satanás e nem do pecado (ver Jo.10.28). Como escreveu Paulo aqui: “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”. Deus é mantenedor dos salvos pela sua santificação proposta que conspira a favor dos cristãos. Seja no sangue de Cristo, seja na Palavra divina, seja no penhor do Espírito.