Igreja Cristã Gileade

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sábado, 22 de outubro de 2011

QUANDO CRISTO VIER, ACHARÁ FÉ NA TERRA?



Texto base: "quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?" Lucas 18.1-8

O que pensamos sobre fé? No mundo gospel rapidamente um monte de crentes responderiam essa pergunta. Já criaram até o slogan: “O poder sobrenatural da fé”. Todavia, a fé que Jesus fala é dessa? Ouvimos costumeiramente entre nós pentecostais que antes da vinda de Cristo, a igreja passará por um grande avivamento. Mas, como relacionar essa intuição com esse texto?

Essa pergunta de Jesus é uma retórica. Ele, na verdade, está afirmando que o mundo mergulhará em uma grande ausência de fé. E geralmente pensamos logo em um crescimento espantoso do ateísmo. Porém, quando estudamos a doutrina do fim dos tempos descobrimos um futuro mundo dominando por um ser religioso chamado de “outra besta” (Ap.13.11-14), um tempo de apostasia (abandono da fé) de manifestação do mal com sinais e prodígios (2Ts.2.9,10). Assim, o que podemos afirmar sobre a pergunta de Jesus?

Que a fé verdadeira, genuína, autêntica, entrará em uma grande escassez. Essa é a interpretação mais próxima do sentido em que Jesus fala em Lucas 18.8! Observem que a primeira recomendação que Cristo dar ao responder sobre o fim dos tempos aos seus discípulos é: “... Vede que ninguém vos engane” (Mt.24.4). No mundo hoje podemos perceber que já existe uma preparação desse cenário profético de Jesus que tem se aproximado cada vez mais para essa quase extinção da fé verdadeira. Temos provas disso ao nosso redor:

1) Uma fé sem confiança em Deus, mas em si mesmo;
As pessoas já desprezam hoje a ajuda do alto e buscam refúgio na auto-ajuda. Um tipo de fé em si mesmo. “Eu posso, eu faço, eu tenho”, são o que dizem os psicólogos, os novos mestres espirituais da sociedade pós-moderna. Chamam-na de autoconfiança. Há uns 15 anos atrás se consultava os líderes das religiões para tratar dos problemas da alma humana. Hoje, você já viu em algum jornalista entrevistando um pastor, padre ou rabino sobre as atitudes de alguém que praticou um crime horrendo? Alguém com comportamento estranho? As prateleiras das livrarias estão cheias ensinamentos sobre auto-ajuda, autoconfiança, auto-estima, etc. Admoestação bíblica: “Uns confiam em carros, outros, em cavalos; nós, porém, nos gloriaremos em o nome do SENHOR, nosso Deus”. Sl.20.7. “O que confia no seu próprio coração é insensato...”. Pv.28.26.

2) Uma fé provinda do ocultismo;
Como se a fé tivesse algum poder místico independente de da vontade de Deus. No ocultismo, deus é uma força mística, impessoal. Onde você ao exercer esse tipo de fé, coisas sobrenaturais acontecem incompatíveis com o Deus pessoal da Bíblia. Que tem vontade, sente e pensa. As pessoas hoje querem determinar, “profetizar” como se profecia fosse um decreto mágico. Um profetizar totalmente desassociado da previsão de algo que já está determinado e premeditado de acontecer. Mas, tipo um encanto, que sendo dado por várias vezes poderá acontecer. Admoestação bíblica: “E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve”. Tg.5.14. “Respondeu-lhe: Farei passar toda a minha bondade diante de ti e te proclamarei o nome do SENHOR; terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem eu me compadecer”. Êx.33.19.

3) Uma fé depositada em tudo, menos em Deus em nome de Jesus Cristo;
Hoje, há pastores que já oram em seus nomes. Não mais em nome de Jesus. Aliás, nem oram mais. Determinam! Porque orar significa “falar com Deus, rogar, pedir”. Em tempos atuais já temos toda sorte de fé: em ídolos, em pessoas mortas, em criaturas, em amuletos, em seus esforços, sacrifícios, votos ou campanhas, etc. Admoestação bíblica: “E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei”. Jo.14.13.

4) Uma fé ecumênica;
A Madre Teresa de Calcutá disse: “Quando encontramos Deus face a face e o recebemos em nossa vida, seremos melhores hindus, melhores católicos, melhores o quer que sejamos, pois devemos aceitar a Deus da forma como Ele existe em nossa imaginação”. (D. Doig, Mutter Teresa, p.156). Hoje, frases ecumênicas dominam muitos círculos cristãos tipo: “A doutrina separa, a oração une”; “O que vale é o amor”; etc. O mundo se prepara para aquilo que a Bíblia diz: “Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação”. (Ap.13.7b). Ora, para que haja uma única autoridade mundial, é necessário que o mundo seja um nos três setores: religião, economia e militarismo. E para que haja uma unidade religiosa, o mundo globalizado propõe (por enquanto só propõe, futuramente será impõe), uma fusão religiosa, onde os princípios de fé divergentes devem ser abolidos em nome de uma fé superior e globalizados. Admoestação bíblica: 1Rs.18.36-38 a oração de Elias separou o Deus verdadeiro do falso. “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”. Jo.17.3. “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”. Jo.14.6. “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”. 1Tm.2.5.

5) Uma fé que não passa de pensamento positivo;
Quando agente olha para a fé de alguns, não passa de pensamento positivo. Como se você pensar negativo viesse a atrapalhar. Os ensinos da Nova Era, ou como chamam atualmente “Nova Espiritualidade”, atribuem a fé a um poder da mente. Se você pensa negativo, está canalizando forças negativas para si. E acaba impedindo que o que você deseja não aconteça. Se pensar positivo, as coisas que você deseja virão. Criaram até uma teoria chamada O SEGREDO. Admoestação bíblica: “Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo”. Mt.26.38. “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo”. Rm.7.18. Jó expressou suas amarguras da vida em que vivia, nem por isso deixou de crer no seu Deus. “Depois disto, passou Jó a falar e amaldiçoou o seu dia natalício”. Jó 3.1.

6) Uma fé empírica.
O mundo não cristão precisa ver, tocar, sentir, ouvir para crer em alguma coisa. E cada vez mais isso tem crescido. Até no meio cristão. Hoje, se não sentir nada, nem acredita-se que Deus esteja naquele lugar. Se não ver algum sinal notório, ou receber um toque ou ouvir algo do além, Deus não se faz presente. Essa fé é predominante hoje. Por incrível que pareça, se é que podemos chamar isso de fé, é disso que a ciência e o ateísmo vive. Admoestação bíblica: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem”. Hb.11.1. “não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas”. 2Co.4.8.