"[...] eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância." — João 10:10
A vida que Jesus nos promete é uma vida abundante, onde crer, amar e obedecer são verbos que surgem na vida daquele que O recebe como seu único e suficiente Senhor e Salvador. Fora de Jesus, só existem incredulidade, ódio e desobediência, cujo fim é a morte e a destruição.
A plenitude da vida cristã envolve crer muito além do mero acreditar (cf. Romanos 9:33).
Muitos pensam que o crer é apenas um aspecto intelectual, uma aceitação racional de uma ideia. Entretanto, nas Escrituras, o crer envolve o coração, afeta as emoções e a vontade, e se manifesta na prática. Possui uma ligação intrínseca com o confiar (João 11:15).
Jesus tem sido pedra de tropeço para muitos porque estes não confiam Nele de verdade. Quando afirmam crer, sugerem apenas um pensamento vago e desprovido de confiança, focado estritamente em responder de forma afirmativa.
Para que tenhamos uma vida plena, precisamos confiar Nele e em Sua obra salvadora, reconhecendo que Ele nos redime de nossa natureza caída. Jesus é a nossa pedra fundamental, a qual nos garante segurança eterna. (1Co 3:11 e Mt 16:18).
O crer é um ato que envolve mente, coração e vontade. Não consiste em um evento isolado, mas em uma postura contínua de confiança em Cristo, que interage concomitantemente com o amar e o obedecer.
A plenitude da vida cristã envolve amar muito além de um sentimento (cf. Mateus 22:37).
O amor é um mandamento, não apenas uma emoção espontânea. Amar é uma escolha. O termo utilizado no grego (agape) denota um amor volitivo e sacrificial, que envolve decisão. Esse amor é total; abrange todas as dimensões do ser humano — corpo, alma e espírito. O texto de 1 Coríntios 13:7 nos diz, em síntese, que o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta. Observe “tudo crê”! Entende? O amor verdadeiro é indissociável dessas características.
Amar a Deus não é meramente sentir algo por Ele, mas decidir buscá-Lo, conhecê-Lo e viver para agradá-Lo. O amor nos impulsiona a crer, sendo a motivação e o sustento da obediência.
A plenitude da vida cristã envolve obedecer de tal modo que o crer e o amar se tornem visíveis (cf. João 14:15).
Jesus estabeleceu uma ligação direta entre amor e obediência. Não se obedece a quem não se confia. O amar conduz ao crer e ao obedecer. A obediência não se constitui um peso quando é sustentada pelo amor e pela confiança; do contrário, torna-se um fardo.
A obediência não é legalismo, mas fruto da graça. O legalismo, por sua vez, é fruto do engano e do desconhecimento da graça. Quem ama a Jesus deseja, espontaneamente, cumprir a Sua vontade. Obedecer é andar na luz, é sinal de maturidade espiritual e confirma a comunhão e a santidade.
Estes três verbos são inseparáveis na experiência cristã. A verdadeira conversão envolve: crer, amar e obedecer.
Não se pode amar a quem não se crê, nem se pode obedecer a quem não se ama.
A vida abundante oferecida por Jesus inicia-se na conversão e nos conduz a um chamado à integralidade e à plenitude — de mente, coração e prática.
Você tem crido em Deus com todo o seu coração?
Você tem amado a Deus acima de todas as coisas?
Você tem obedecido em conformidade com o padrão exigido?
Reflita nisto.
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