Igreja Cristã Gileade

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terça-feira, 12 de agosto de 2008

O PODER DO EVANGELHO NA RESTAURAÇÃO DAS FAMÍLIAS





















Texto: "Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego". Romanos 1.16

Quando vejo os jornais trazendo notícias de violência no lar, de pessoas matando outras, de lares sendo destruídos pelo alcoolismo e pelas drogas, fico triste e lamentando profundamente. Porque sei que se o evangelho fosse para dentro dessas famílias elas não acabariam assim deste jeito. Porque sei que se o evangelho entrar em um lar destes a história seria outra.
Até nós mesmos, que se dizemos cristãos, subestimamos de mais o evangelho, alguns até mesmo se envergonham de anunciá-lo. Muitos de nossos irmãos em Cristo não são tão convictos assim como deveriam. A fé que era segundo a Bíblia “a certeza” transformou-se para alguns em incertezas (Hb.11.1).

Entretanto, o evangelho de Cristo continua com o seu poder inigualável. Eu desafio a qualquer religião aqui no Brasil, a possuir alguma mensagem tão transformadora como a de nosso Senhor Jesus Cristo. O poder do evangelho de Jesus tem sido tão grande, que influenciou até as constituições dos países, trazendo benefícios nas áreas sociais, morais e espirituais. A cultura ocidental só tem o conhecimento de liberdade e democracia as custas do evangelho de Jesus. Em fim, precisamos verdadeiramente descobrir o “poder” que temos em nossas mãos. Que é capaz de mudar a história triste e miserável de várias famílias.


1) Seu poder de ação
O evangelho de Cristo não tem fronteiras. Já dizia o missionário Paulo: “onde não há grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo em todos”. (Cl.3.11). O evangelho age em qualquer lugar, em qualquer circunstância e em qualquer pessoa. Para o evangelho agir, pouco importa cor, raça, cultura, idioma, classe social e nível intelectual. Para ele agir basta apenas a pessoa “crer” e “arrepender-se” de seus pecados. Era o que Jesus iniciou dizendo: “... O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho”. (Mc.1.15). Qualquer família está ao alcance do poder do evangelho de Cristo.

2) Seu impacto
A bomba atômica perde é feio para o impacto que o evangelho causa na vida daquele que acredita. Se houver “fé” o seu pavio é acesso, e a sua explosão tem o efeito reverso de uma bomba nuclear. Enquanto uma destrói e deixa uma herança de radiação sobre a região onde foi lançada. O evangelho constrói e deixa uma herança de redenção. O missionário Paulo disse: “aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, Cristo em vós, a esperança da glória”. (Cl.1.27).

3) Sua transparência é imbatível
Quando uma pessoa é alcançada verdadeiramente pelo poder do evangelho fica estampada na cara que ela é outra pessoa. Não tem como esconder o que o evangelho faz na vida de uma pessoa. Jesus quando falava do evangelho disse: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte”. (Mt.5.14).

4) Sua maior dificuldade
As portas do inferno não prevalecem contra o evangelho, os demônios não podem barrá-lo, o próprio Diabo não tem poder algum contra o evangelho. Os governantes e poderosos nada podem contra a mensagem do evangelho. Os males do mundo como fome, miséria, sede, enfermidades e guerras não podem impedir o evangelho. Porque o evangelho de Cisto é soberano sobre tudo. Entretanto, existe duas coisas que tem dado dificuldade para o evangelho agir:

a) Nós
Creio que somos nós mesmos seus maiores adversários. Pense bem, se o evangelho depende de mim e de você para ser pregado, já pensou que “nós” podemos ser sua maior dificuldade? O missionário Paulo já dizia: “Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?” (Rm.10.14). Creio eu que esse é o maior dilema da igreja cristã e a passagem bíblica que bate de frente com nossa acomodação. E o que tem contribuído hoje para sermos mais ainda problemáticos para o evangelho são:
· A indústria do entretenimento;
· Os cuidados da vida;
· O excesso de trabalho;
· A ambição;
· A falta de conhecimento da verdade (quando não é superficial é relativo).

b) A religiosidade
Não precisa ser muito culto para perceber quando se ler as narrativas do evangelho de Jesus que os religiosos da época eram uma pedra nas sandálias de Jesus. E também para perceber logo a repugnância de Jesus à eles. Algumas questões são cruciais e comuns na religiosidade desde a época de Cristo até os nossos dias:

* A tal da “tradição”
Jesus já dizia aos religiosos da sua época: “...invalidastes a palavra de Deus, por causa da vossa tradição”. (Mt.15.6).

* A “hipocrisia”
Não existe coisa pior do que não ser o que aparenta ser. Jesus disse: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia!” (Mt.23.27).

* O “falso ensinamento”
Jesus também dizia aos religiosos da sua época: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando!” (Idem 23.13).

*A “salvação pelas obras”
A grande intriga do evangelho com a religiosidade tem sido isso. Pois a mensagem do evangelho é oposta. O evangelho nos traz a salvação pela graça divina enquanto que a religiosidade prega a salvação pelas obras. Jesus não reconhecia outro meio de salvação, a não ser pela a graça de Deus de enviá-lo para trazer salvação, por isso ele dizia: “... morrereis em vossos pecados, porque, se não crerdes que eu sou, morrereis em vossos pecados”. (Rm.8.24). Pedro e Paulo reconheciam isso em Jesus, por isso reiteraram:

“E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”. (At.4.12).
“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie”. (Ef.2.8,9).